"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
Mostrando postagens com marcador Esperança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esperança. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

ESPERANÇA é PARA OS FRACOS por Ronaldo Lidório



Esperança não é uma palavra fácil. Para compreendê-la é preciso olhar para a vida de forma inteira, toda a linha do tempo, e não apenas para uma imagem do momento. Para vivê-la, é necessária uma confiança absoluta. Para pregá-la, é preciso abundante graça. 
 
Comecemos pelo início. A esperança existe porque existe o pecado. Não havia esperança nos primórdios do Éden e não haverá esperança no céu. Portanto, a esperança existe no meio da história, quando a quebra aconteceu. Esperança é aquilo que Deus nos dá para, impulsionados pela fé, crermos e nos movermos a partir do que ainda não chegou, mas chegará. A esperança é para os fracos, como você e eu. 
 
Vivemos na terra com a esperança dos céus. Fomos manchados pelo pecado, mas aguardamos vestes brancas. Nossa confiança é imperfeita, mas um dia será plena. Somos movidos pela crença no invisível, mas o veremos face a face. Amamos de forma limitada, agoniada e inquieta, mas aguardamos o Amor perfeito nos encher de perfeito amor. Quebramos, mas seremos restaurados. Sofremos, mas nossa lágrima será enxuta. Adoecemos, mas seremos curados. Caímos, mas seremos eternamente redimidos. 
 
Assim, em primeiro lugar, devemos nos lembrar que a esperança existe porque existe o pecado. Nessa vida terrena, a esperança não é um bônus ou uma escolha, mas uma imperativa necessidade. 

Precisamos de esperança porque ainda não vemos de forma perfeita, não conhecemos o que precisamos, não cremos na medida certa, não amamos como fomos ensinados, não adoramos como Ele merece. 

A esperança existe porque ainda vivemos em uma terra manchada, quebrada, corrompida e injusta, que clama por redenção todos os dias. A esperança existe porque a intervenção final de Deus ainda não aconteceu. 

Mas acontecerá! Um dia nossos olhos serão completamente abertos e veremos Aquele que é! Não haverá dúvida, incerteza, angústia ou dor. Assim, poderemos, finalmente, adora-Lo como Ele merece! Exaltado seja Cristo! 
 
Em segundo lugar, devemos nos lembrar que precisamos de esperança para imaginar o amanhã. Sim, a esperança não é um mero sentimento ou uma simples convicção. A esperança é a imaginação teológica do que Ele tem preparado para aqueles a quem ama. Como nunca vivemos lá – pois não conhecemos a vida sem a quebra do pecado – podemos apenas imaginar e esperar a partir dos lindíssimos quadros apresentados na Palavra. Um deles começa com uma insubstituível frase de Jesus: “Muito bem, servo bom e fiel!” (Mt 25:23). 

Naquele dia, finalmente entenderemos a figura majestosa do Pai em seu trono de perfeita justiça e inimaginável santidade; o Filho exaltado e abraçado pelo povo que redimiu; e o Espírito manifestando o verdadeiro e eterno amor.
 
Esses quadros bíblicos nos falam sobre uma terra sem lágrimas e sem morte; uma vida sem pecado e sem quebra; uma existência comunitária sem egoísmos, movida por um amor eterno. Uma experiência de tirar o fôlego só em pensar! 

A esperança existe porque algo mais virá. Algo além de toda compreensão, projeção e especulação.

Sobre o povo da Esperança, é dito que “… se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apoc 7:15-17). 
Ronaldo Lidório

sábado, 1 de agosto de 2020

Casamento em Resistência e Submissão | Por Maurício Avoletta Júnior

Stat Crux Dum Volvitur Orbis
(A Cruz permanece intacta enquanto o mundo dá voltas)

Há uma coletânea de cartas e sermões de Dietrich Bonhoeffer, o teólogo alemão que morreu em um campo de concentração nazista, chamada Resistência e Submissão. Nela, somos apresentados a escritos de um Bonhoeffer que, mais do que uma figura de resistência ao nazismo, tornou-se um exemplo de resistência à sociedade secularizada. Ele vivenciou o pior do ser humano e sentiu na pele os males do secularismo, mas, ainda assim, se posicionou como parte da resistência.

Da Igreja primitiva à Igreja Confessante da segunda grande guerra, sempre fomos resistência a algum aspecto da cultura vigente. Fomos, por diversas vezes, resistência ao Estado, às culturas pagãs, às perseguições e, mais recentemente, ao secularismo. Contudo, embora nossa resistência seja dinâmica, nossa submissão não é; ela sempre foi e sempre será ao senhorio de Cristo. Resistimos ao tempo e nos submetemos à vontade de Deus.

Hoje em dia, um dos modos de resistência e subversão sistêmica é o casamento. Em uma cultura hedonista e egocêntrica, escolher, deliberadamente, viver em função de uma outra pessoa é a maior ofensa ao sistema e ao Zeitgeist. Desejar, como casal, conformar-se à imagem de Cristo, mais do que um ato de resistência, é incitar uma revolução nas bases de uma sociedade moribunda.

O casamento é a figura sacramental do relacionamento de Jesus Cristo com sua noiva, a Igreja. É nele que somos moldados e transformados segundo a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. É nele que somos guiados por Nosso Senhor à santidade. Mais do que um relacionamento baseado em sentimentos, paixões e desejos sexuais, o casamento é um relacionamento baseado na caridade, no amor. Não o amor cor de rosa e hollywoodiano, mas o verdadeiro amor que se doa e busca o bem do outro em primeiro lugar.

Em uma época onde adultos agem como adolescentes e adolescentes agem como crianças, escolher amadurecer e viver os planos de Deus é optar pela subversão. Desejar uma vida ordinária e comum em detrimento de uma extraordinária, cheia de aventuras e de situações propícias para a divulgação em redes sociais, é nadar contra a correnteza de um mundo secularizado e sem esperanças.

A subversão de Bonhoeffer foi submeter-se ao senhorio de Cristo, num mundo onde todos estavam se submetendo às ideologias. A subversão de nossa época é mostrar que existem valores eternos e inegociáveis. É mostrar que nossa existência é submissa à vontade de Deus e não às tendências do momento. De fato, a vida do cristão sempre foi e sempre será, até a volta de Nosso Senhor, marcada de resistências ao espírito de nossas respectivas épocas e submissão ao senhorio de Cristo.

Maurício Avoletta Junior, 25 anos. Congrega na Igreja Batista Fonte de Sicar (SP). Formado em Teologia pela Mackenzie, estudante de filosofia e literatura (por conta própria); apaixonado por livros, cinema e música; escravo de Cristo, um pessimista em potencial e um futuro “seja o que Deus quiser”.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

DEPRESSÃO: UMA MORTE VIVA por Esther Carrenho

Depressão é uma palavra no singular, mas que designa uma série de quadros. Há a depressão leve, a moderada e a chamada grave, ou severa. Há também as depressões que estão relacionadas ao jeito de ser da pessoa. Elas existem, mas não são acontecimentos externos que as desencadeiam – são processos que surgem de dentro para fora. E ainda há as depressões que nem deveriam merecer o nome, já que são reações de tristeza e desencanto por perdas naturais na vida; o desemprego, a saída de um filho de casa, as mudanças de qualquer tipo, a chegada da velhice ou uma doença. Melhor dizendo, tais tipos de quadros merecem mais o nome de "sintomas depressivos", necessários para a elaboração do que se foi e a adaptação à nova realidade. 

Depressão é um assunto praticamente inesgotável. Muito já foi dito escrito e descrito sobre ela, e ainda há muito para ser descoberto. Mas dois aspectos existentes em quase todos os tipos de depressão podem ser considerados positivos. O primeiro é a possibilidade de uma reviravolta na vida. Isto é, a depressão é um alerta de que a forma como a vida acontece já não é mais possível. É como uma luz no painel da existência, indicando que, se providências não forem tomadas, a vida do indivíduo entrará em pane total. Vários fatores podem interferir e provocar um estado de depressão grave, no qual a pessoa perde totalmente o ânimo. O mundo vira todo colorido de cinza; os projetos futuros desaparecem; o sono e o apetite se alteram, a realidade fica distorcida. A disposição e a vontade para atividades sociais somem por completo. Se é que ainda existe algum alivio nesse quadro, este se dá no isolamento e na solidão – e o desejo de morrer é uma realidade constante. É por essa razão que chamo a depressão de "morte viva": há na depressão um gosto de morte, sim, ou porque alguma morte já ocorreu ou porque algum tipo de ruptura precisa ocorrer, para que a pessoa possa viver melhor trilhando novos caminhos. 

O segundo sinal positivo na depressão é que, junto com o inferno que, muitas vezes, é experimentado, há também aspectos positivos a serem adquiridos enquanto se mergulha na noite escura da vida, como se refere São João da Cruz. Lembro-me de uma mulher de 35 anos que acompanhei num período de depressão profunda, durante quase seis meses. Ela podia contar com um marido e com amigos que lhe deram todo o suporte durante o período em que não via razões para continuar viva; e também com um médico, que tratou dela de forma que tivesse condições para rever sua própria vida enquanto enfrentava as trevas da depressão. Quando, finalmente, superou aquela crise, ela concluiu que a agonia profunda que experimentou fez dela um ser humano mais acolhedor e compreensivo para com as pessoas, principalmente diante daquelas que apresentam tristeza, desânimo e vontade de desistir. "Hoje, sou mais amorosa e paciente. É como se o meu espaço interior tivesse se alargado para acolher as pessoas que sofrem", constatou ela. 

As depressões requerem cuidados e atenção; e, na maioria das vezes, medicação adequada pode ajudar em muito. Mas não se pode esquecer que tais situações também cooperam com o amadurecimento e o crescimento, tanto emocional como espiritual. Elias, o profeta, é um bom exemplo disso. Ele experimentou na própria pele um estado com todos os sintomas de uma depressão grave. Deus não o condenou; pelo contrário, quando ele fugia com medo de ser assassinado pela rainha Jezabel, milagres aconteceram na sua vida. Enquanto ele só dormia, a Bíblia diz que um anjo lhe trouxe comida, para que tivesse forças para caminhar até o Horebe. Naquele monte, Deus se manifestou a ele através de uma brisa suave. Elias, então, se apresenta e Deus lhe fala de forma acolhedora e amorosa, esclarecendo que ele tinha tarefas importantes para executar e que não estava sozinho: havia 7 sete mil pessoas que criam como ele e com as quais poderia conviver. 

Até Cristo Jesus experimentou uma tristeza profunda no Jardim do Getsêmani, sentimento tão intenso que o próprio Filho de Deus o definiu como "tristeza de morte". Mas foi assumindo aquela tristeza que ele tomou a decisão final de derramar vida a todos nós, através de sua morte na cruz. Pois que tanto Elias como Cristo sejam nossos estímulos para que, caso a depressão chegue a nós, não caiamos na desesperança!

domingo, 17 de novembro de 2013

VIDA LONGA, VIDA ALONGADA E VIDA ETERNA - Revista Ultimato nov/dez

Em vez de pedir a Deus vida longa, riqueza ou a morte de seus inimigos, o recém-empossado rei de Israel pediu sabedoria para governar o povo com Justiça. Na escala de valores do jovem Salomão, pelo menos para aquele momento, capacidade para servir a Deus e aos homens era mais importante do que vida longa (I Rs 3.4-15).

Afinal o que é vida longa? Vida longa é aquela que, a cada dia, consegue empurrar a morte para frente. Mas, no fundo, o que se quer mesmo é a morte da morte, "aquele monstro cujo lábio inferior toca a terra e o superior toca o céu, de modo a engolir tudo". A morte é uma intrusa, não foi programada, é a sósia do pecado e, segundo Paulo, é o último - e o pior - inimigo do ser humano e da criação de Deus a ser derrotado (I Co 15.26).

Na realidade, enquanto não chegarmos à plenitude da salvação, é mais correto falar em vida alongada do que em vida longa. Há uma pequena diferença entre uma e outra.

A vida alongada tem um preço muito alto. Depende de uma infinidade de médicos e enfermeiras, de produtos farmacêuticos - quase todos de uso contínuo - de aparelhos cada vez mais sofisticados, de exames de laboratório, de planos de saúde, de cirurgias e de permanências na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Hoje em dia, o alongamento da vida está sendo questionado tanto pela ciência como pela sociedade, incluindo o próprio paciente e sua família. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que 90% das mortes - quase 60 milhões por ano - "resultam de doenças agudas incapacitantes e enfermidades crônico-degenerativas que podem evoluir com lento e longo processo de morte, dependendo da doença e das comorbidades envolvidas". O cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida - SP, e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), diz que "a morte não é uma doença para a qual devemos achar cura" e "é necessário que o homem reconheça a aceite a própria realidade e os próprios limites".

Precisamos tirar o foco da esperança da vida longa e da vida alongada e colocá-la na vida eterna, à qual Jesus se referiu diversas vezes. Vida eterna não é vida terrestre, nem vida física, nem vida comum. Vida eterna é mais do que vida depois da morte e da ressurreição. Ela pode começar aqui e continuar, sem interrupção, para todo o sempre. O Evangelho de João garante que quem crê no Filho de Deus como Salvador "tem a vida eterna". O verbo "ter" está no presente e não no futuro (Jo 3.36). O ex-professor do seminário teológico de Dallas J. Walvoord explica que vida eterna "é mais o resultado do que a causa da Salvação, mas relaciona-se com a conversão ou a manifestação da vida nova em Cristo". É aquela vida "que antegoza e garante a comunhão com Deus na eternidade".

Jesus explicou a Nicodemos que Ele seria pregado numa cruz para que todos os que cressem nEle tivessem a vida eterna (Jo 3.15). A continuação desta palavras é o versículo mais traduzido e recitado de toda a Bíblia: "Deus amou o mundo tanto, que deu o Seu único Filho, para que todo aquele que nEle crer não morra, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).

Jesus não veio remendar coisa alguma - Ele veio para construir coisas novas e maiores. A vida eterna para quem deseja ter vida longa ou alongada - e não consegue - é uma delas.

A morte daquele monstro cujo lábio inferior encosta no mais baixo abismo e o superior encosta no mais alto céu, de modo a devorar bebês, recém-nascidos, crianças, adolescentes, adultos e idosos de ambos os gêneros, faz parte da escatologia cristã. O sumiço da morte está em processo!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

QUE PAÍS É ESSE? NOVO JEITO promove em Recife Ed René Kivitz


NOVO JEITO promove em Recife (PRESENCIAL) palestra/debate com Ed René Kivitz a respeito das manifestações do povo brasileiro - Que país queremos?!? 

Legião Urbana - QUE PAÍS É ESSE?

Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na baixada fluminense
Mato grosso, Minas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papeis e documentos fieis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Terceiro mundo, se foi
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos indios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

NATAL 365 DIAS | NOVO JEITO.COM

“Podemos dar sem amar, mas não se pode amar sem dar".
Amy Carmichael


Já imaginou proporcionar um Natal de


365 dias para crianças que nunca 


tiveram um dia sequer?


Amanhã, 17 de dezembro, vamos JUNTOS celebrar o primeiro dia do Natal 365 dias. Você faz parte desta história.


O que é a campanha Natal Solidário?

A campanha Natal Solidário é a forma que encontramos de mobilizar a nossa rede de amigos e seguidores para promovermos “juntos” um tempo de solidariedade e transformação na vida das pessoas que não tem acesso ao que chamamos de bem comum. Este é o 2º ano. No ano passado, a campanha arrecadou mais de 3.000 cestas básicas e promoveu um natal de um Novo Jeito na vida das famílias beneficiadas. Veja neste link

Porque este ano tem o nome de ‘Natal de 365 dias’?

No ano passado, a ação foi em apenas um dia. Já o Natal Solidário 2011 vai levar o espírito do Natal durante os 365 dias de 2012. Elegemos as áreas de música, esportes, informática e saúde para trabalharmos. A nossa proposta é: durante os 365 dias de 2012 promovermos estes serviços na vida de crianças.

Quem pode participar desta campanha?

Usamos muito a expressão ‘Juntos Somos Fortes’, por acreditarmos que as nossas campanhas pertencem a todos. Fica aqui o nosso convite e um pedido de coração: participe e apoie! Você apóia: investindo, comprando 1 cota, divulgando a campanha em sua rede social e vindo participar da festa no dia 17 de dezembro de 2011.

Qual o alvo financeiro e o tempo limite da campanha?

Nosso alvo é arrecadarmos R$ 77.000 para viabilizarmos as 4 áreas citadas acima durante 2012. Mês a mês, durante 2012, será realizada uma prestação de contas das ações realizadas. Porém, nada impede que este alvo também seja alcançado através da doação de equipamentos; Exemplo 1: uma empresa quer doar computadores para a sala de informática; Exemplo 2: algum amigo da rede quer doar os instrumentos musicais…
A campanha tem início no dia 1o de novembro e vai até 17 de dezembro, com a nossa festa no Lar da Criança.
Obs : Receber recursos de amigos e amigos dos nossos amigos é uma grande responsabilidade, por isso todos os recursos financeiros arrecadados na campanha Natal Solidário 2011 serão auditados por uma consultoria independente (www.expertise.com.br).

Porque participar desta campanha?

Porque acreditamos que: 1] Podemos “Sim”, “Juntos”, mudar o quadro social atual e do futuro desta garotada; 2] Podemos “Sim”, “Juntos”, despertar nelas os dons, os talentos; 3] Ainda é um sonho ver futuros profissionais nestas áreas (música, esportes, informática, saúde) mas este sonho começa “AGORA” no Natal de 365 dias. Participe com a gente!



“Não devemos nos cansar de fazer pequenas coisas por amor a Deus, Por que Deus não se importa com a 'grandeza' do trabalho, mas com o amor com que é realizado.” 
irmão Lawrence

sábado, 1 de outubro de 2011

COMO UM BARCO ENCALHADO

"Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação que há na sua presença".
Salmos 42:5

Em agosto de 1918, um saveiro estava sendo puxado por um rebocador no Rio Niagara quando o cabo se quebrou. As fortes correntezas logo conduziram o barco em direção às cataratas. Quando estava para cair, o barco encalhou em algumas rochas bem acima das quedas. Os dois homens que estavam a bordo foram salvos apenas no dia seguinte. Eles passaram uma noite de terror, pois, esperavam a qualquer momento despencar para a morte. Isso aconteceu faz quase noventa anos e a velha barcaça continua lá, no mesmo lugar até hoje. Jamais aconteceu a queda prevista. Os dois homens se preocuparam por nada.

A esperada queda do barco, que trouxe ansiedade e desespero àqueles homens não aconteceu, da mesma forma que a maioria dos problemas que tiram nossa paz e alegria também não nos atingirão.

Aqueles que aprendem a confiar no Senhor, deixando todo temor à margem, são os que vencem as batalhas da vida e gozam das bênçãos abundantes de Deus. Portanto, não se deixe abater pelas lutas de seu dia-a-dia, enfrente-as com coragem e determinação, pois, a alegria do Senhor será sempre a sua força. A preocupação é como um barco encalhado nas pedras. Ela nunca levará você a lugar algum!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O PODER DA ESPERANÇA por Ed René Kivitz

"Deixai toda a esperança, ó vós que entrais!"
Dante Alighieri sonhou com esta inscrição às portas do inferno.

O inferno é o único lugar onde a esperança morre para sempre,
mesmo que eu ache que não tem mais jeito,
enquanto eu tiver fôlego e Deus continuar sendo Deus,
HÁ ESPERANÇA!

Não deixe de ouvir Ed René Kivitz falando sobre O PODER DA ESPERANÇA


Mensagem em MP3 para baixar:

http://www.ibab.com.br/mensagens/20110529_erk.mp3

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

OS ADULTOS E AS CRIANÇAS NA FÉ por Osmar Ludovico

Vivemos um momento de grande expansão da Igreja 'Evangélica' no Brasil. Um crescimento sem precedentes alcançando todo o Brasil. Caminhamos pelas principais avenidas das grandes cidades e nos deparamos com muitas igrejas, novas e antigas denominações. Nas pequenas cidades também, no campo, na praia, em todo lugar encontramos crentes. Ligamos o rádio e a TV, e são incontáveis os programas que anunciam o Evangelho. Há convertidos desde as camadas mais humildes da população até as mais abastadas. O movimento evangélico é visto como um segmento que movimenta milhões de reais no mercado editorial, fonográfico e de outros bens e serviços religiosos.

Urge, no entanto, um alerta quanto à qualidade, profundidade e alcance social deste movimento. Um deles diz respeito à leitura da Bíblia. Sabemos que crescemos no amor e no conhecimento de Deus através do estudo e aplicação das Sagradas Escrituras. O que vemos é uma oferta extraordinária de cultos, reuniões, seminários, conferências e encontros, em todo lugar, todos os dias da semana. Isto não significa que o povo está sendo instruído adequadamente nas Escrituras. Senão vejamos: a maior parte dos crentes depende de líderes e pastores que lhe expliquem a Palavra. Esta é uma necessidade premente para novos convertidos, mas o que dizer dos crentes com cinco, dez ou mesmo vinte anos de vida cristã?

Existe a idéia de que Deus fala primeiro e através de homens e mulheres que estudaram num Seminário Teológico e receberam alguma ordenação formal. Estes líderes treinados nas línguas originais, na exegese, na hermenêutica e homilética se tornam intérpretes da Palavra de Deus para a maior parte dos crentes. E passam a impressionar muito mais pela sua oratória, retórica e erudição do que pelo conteúdo e pela vida.

De um lado, vemos crentes que se acomodam sem desenvolver uma prática pessoal de estudo bíblico para que Deus fale com eles diretamente. Tornam-se dependentes de líderes para lerem suas Bíblias, só ouvem a voz de Deus de segunda mão, e não mais cultivam uma relação pessoal com Aquele que pode falar diretamente com eles através de sua Palavra. Do outro lado, vemos pastores e líderes que pregam e ensinam seis, sete vezes por semana e se tornam profissionais da Palavra. Depois de dez, vinte anos fazendo isso, já não lêem mais a Bíblia para si mesmos e não precisam sequer orar para preparar um sermão.

Então retornamos àquilo que a Reforma pretendeu reformar, o clericalismo. Apesar de nos acharmos diferentes da Igreja Católica, não somente temos nossos sacerdotes cuja oração e revelação são praticamente inatingíveis para a maior parte dos crentes, como também temos nossa hierarquia com bispos e apóstolos. O mesmo fenômeno ocorre no louvor, onde a figura do dirigente ocupa este lugar de intermediação entre Deus e os homens.

Acontece, então, como nos ensina a Bíblia, que crentes há um certo tempo, que poderiam se nutrir de alimento sólido, permanecem tomando leite. O alimento sólido é para o adulto, que sai de casa, vai para a feira, escolhe os ingredientes, volta, prepara, cozinha e leva a refeição à mesa, considerando uma dieta balanceada de proteínas, carboidratos, sais minerais e vitaminas. O leite, não, é uma mamadeira dada por alguém, fácil de digerir, alimento para crianças. Quando não temos uma vida devocional pessoal, de oração e estudo das Escrituras, transferimos para os líderes a função de nos nutrir.
E assim continuamos tomando mamadeira.

É tempo de a Igreja ensinar que não precisamos de intermediários para ouvir a voz de Deus. Reconhecemos nossos pastores e líderes como aqueles que Deus levanta para orientar e guiar, e cuja função principal é a de amadurecer os crentes, tornando-os adultos na fé. Que não sejamos mais infantis, dependendo da instrução e dos limites de líderes, mas cresçamos como adultos, andando com nossas próprias pernas na fé, na esperança e no amor.

Osmar Ludovico, extraído do livro “MEDITATIO”, de São Paulo, Mundo Cristão – 2007 , Páginas 146-148.

sábado, 1 de janeiro de 2011

FELIZ ANO NOVO!

O Ano aceitável do Senhor

"O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor..."
(Isaías 61.1-2)

Feliz ano novo! Um próspero ano novo! Cumprimentos, cartões com felicitações. Este é o nosso desejo: sermos felizes e prósperos. Trezentos e sessenta e cinco dias felizes, bem-sucedidos, tranquilos, com saúde, sem problemas financeiros, familiares ou profissionais. Nada de errado com esses desejos! Nós temos sede de felicidade. Uma vontade de ser feliz implantada pelo próprio Deus.

Mas, será que a expressão feliz ano novo não revela um pouco de inquietação? Inquietação que vem de outros anos que não foram tão felizes, nos quais enfrentamos problemas e mais problemas? E, por outro lado, não sabemos como será o amanhã, o que nos aguarda nos próximos dias.

Talvez o feliz ano novo não passe de um sonho. Sabemos que a realidade é diferente. Há a possibilidade de crises, de guerras, de mortes, de pessoas se acusando, de problemas financeiros, de problemas familiares, etc. Tudo isso é bem real e acontece ao nosso redor.

Entretanto, quando recebemos Cristo em nossa vida, quando confiamos em Deus, as Escrituras nos dizem que nos assentamos com Ele nas regiões celestiais (Efésios 1.3).
Mesmo assim nossa vida aqui na terra nem sempre é um "mar de rosas". Muitas vezes passamos por dificuldade e muitas lutas.

Mas, que tal pensarmos, então, em um ano aceitável do Senhor? Sim, Talvez não seja um ano próspero e tão tranquilo quanto esperávamos.
Mas que seja um ano que possamos aceitar das mãos do Senhor.

Que você possa chegar ao final deste ano e dizer, como disse Samuel: "Ebenézer: até aqui nos ajudou o Senhor", I Samuel 7.12.

Um ano em que aceitemos a Deus, sua vontade e o que ele nos manda. Um ano aceitável do Senhor!

Não há sucesso maior do que estar na vontade de Deus!

Fonte: Devocional 13 Pão Diário, dia 01 de Janeiro.
...

"I don't know what tomorrow brings, but I know Who brings tomorrow".
"Eu não sei o que o amanhã trará, mas eu sei Quem traz o amanhã!"
(Frase adesivo que coleciono desde 1991)

(confiança)
Amor
Esperança
Gratidão

Com esses fundamentos 2011 será um ano feliz para você e para todos que participarem da sua vida. Feliz porque a Presença amorosa, bondosa e graciosa de nosso Pai será real em toda e qualquer situação.


FELIZ 2011, um ano aceitável do SENHOR!


Em Cristo Jesus,
BM

...

Conselhos para 2011, 2012, 2013...


Uma ótima reflexão, neste mesmo tom.

CONSELHOS PARA A VIRADA por Ed René Kivitz.

Para ouvir click em cima do link, salve e escute:

http://www.ibab.com.br/mensagens/20101226_erk.mp3

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

É GRAÇA!

Para meu amigo Nixon... É Graça...

Não retenhas de mim, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me sempre a tua graça e a tua verdade. Salmo 40.11

Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam. Salmo 63.3

Faze-me ouvir, pela manhã, da tua graça, pois em ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a ti elevo a minha alma. Salmo 143.8

Esse irmão/cantor vive o que prega, no seu site você baixa de GRAÇA essa inspirada música e outras... É GRAÇA!

http://www.claudiomartos.com/claudiomartos.com/De_Graca.html

BM

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A MARAVILHOSA GRAÇA E A SÉTIMA ARTE - Postado em maio e reeditado

"Alguém vai dizer: Eu posso fazer tudo o que quero. Pode, sim, mas nem tudo é bom para você. Eu poderia dizer: Posso fazer qualquer coisa. Mas não vou deixar que nada me domine... outros dizem assim: Podemos fazer tudo o que queremos. Sim, mas nem tudo é bom. Nem tudo traz beneficio, pelo contrário..." Tradução livre de I Coríntios 6.12 e 10.23

É difícil dizer quando alguma deixa de ser boa, mesmo que por princípio a coisa em si seja inofensiva, incapaz de causar dano ou mal. A linha pode ser muito tênue entre uma coisa e outra, para alguns pode ser questão apenas de ponto de vista ou de interpretação. Virtude ou vício? Bom ou ruim? Benéfico ou maléfico?

Estou num dilema destes. Tenho tido uma prática que até algumas anos atrás era motivo de disciplina, e até de afastamento da comunidade religiosa, quando o sujeito era flagrado nela. Tinha gente que se achava escolhida por Deus para vigiar os irmãos e coibí-la. Pode ser só neura minha, mas vou confessar a você e depois você me dá a sua opinião e conselho.

Ultimamente esta prática tem sido cada vez mais constante, as vezes todos os dias da semana, inclusive o dia santo. A minha dificuldade é lembrar o dia que passei sem exercitá-la, esta semana foi no domingo e na terça, dia de Ceia e de reunião do grupo pequeno. Relendo o que escrevi até aqui, e sabendo que este texto foi esboçado a quase dois meses, estou me dando conta da gravidade da situação.

Fazendo uma avaliação honesta posso dizer que isso virou um hábito, me dei conta que estou virando um cinéfilo. Não passo um dia ser olhar os lançamentos, os horários de exibição, quando passo na frente de minha locadora e estou sem condições de parar, observo os posteres para saber as novidades, até o carrinho de DVD caolho (pirata) está chamando a minha atenção.

Esta semana quase perco a aula de Teologia Prática, a única que estou cursando e a que me falta para conclusão do curso, e olhe que não tenho direito a mais nenhuma falta. Tudo aconteceu porque uma reunião na igreja foi cancelada, então resolvi olhar na programação o filme que poderia ser encaixado, O Homem de Ferro estava lá me esperando pela segunda vez.

Eu ainda não sei onde o Homem de Ferro vai me ajudar com a teologia, mas talvez dê para relacioná-lo com a Carta de Paulo aos Efésios 6.10-18. Vou te dar uma lista do que assisti em uma semana para se ter uma ideia do estou falando, e que tipo de filme chama minha atenção, nesta lista com certeza está faltando algum que não veio a memória.

Vistos:

House - SKY
Homem de ferro 2 - Cinema
Alice no país das maravilhas - Cinema
Os fantasmas de Scrooge - DVD
Garota fantástica - DVD
Defendor - DVD
House - SKY

Para serem vistos:

Mãos Talentosas, Percy Jackson, Criação, Bons Costumes...

Tudo que foi dito acima foi uma introdução e uma espécie de gabarito/currículo para dizer o seguinte: quero lhe indicar três filmes que impactaram a minha vida, e que têm muito em comum. Eu os chamo de a triologia do Bem contra a injustiça - JORNADA PELA LIBERDADE, O GRANDE DEBATE & INVICTUS.

1- Todos invocam a Graça de Deus e estão encharcados por Ela, isso sem serem necessariamente filmes religiosos feitos por religiosos (é uma Graça invisível, mas não imperceptível, assim como Deus é);

2- todos tratam da questão da injustiça sendo confrontada por aqueles que não deixaram de crer e de lutar até o fim, mesmo quando tudo dizia que era impossível;

3- um tem haver com outro no sentido da história linear, como são filmes baseados em fatos históricos, tudo começa com William Wilbeforce lutando contra a escravidão num país que tinha sua economia altamente dependente deste sistema e termina com Mandela reconstruindo uma nação com o poder do perdão, o único que acaba com o ciclo maldito da injustiça.

Você aceita um desafio?

Assista na sequência estes três filmes, se você não for impactado pela coragem, fé, e ousadia, nos momentos em que a aflição, o sofrimento, a humilhação e a dor são cruciantes e parecem insuportáveis, e ver que aparentemente do nada há um poder que os levanta da prostração e os fazem triunfar. Se você assistí-los e não lhe fizer bem, nem renovar uma ponta de Esperança na sua existência, pode mandar a conta...

BM

JORNADA PELA LIBERDADE - A surpreendente, extraordinária, e maravilhosa Graça na vida de um homem comum




O GRANDE DESAFIO - O debate do século



INVICTUS - O poder do Perdão



No mesmo tom:

http://ancoradalma.blogspot.com/2010/02/invictus-o-poder-do-perdao.html

A Teologia de Avatar

Osmar ludovico - Cinema, um olhar crítico


Novas indicações de filmes com Graça:

Mãos talentosas - com Cuba Good Junior (bom demais)

Jornada Pela Justiça - The Wronged Man (Excelente)



quarta-feira, 30 de junho de 2010

SAÚDE NA ESPERANÇA DA VOLTA DE JESUS! - Caio

"Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus. É necessário que ele permaneça no céu até que chegue o tempo em que Deus restaurará todas as coisas, como falou há muito tempo, por meio dos seus santos profetas".
Atos 3.19-21

A grande dificuldade no andar equilibrado segundo o Evangelho, está na equação escatológico + histórico/continuo...

Ou seja:

O segredo existencial é viver na expectativa escatológica (do final de tudo, do fim dos tempos), mas com o olhar prospectivo do ponto de vista do que se possa fazer para adiar a profecia como calamidade humana geral.

Depois de falar sobre o Fim dos Tempos, Jesus contou parábolas.

Em Mateus 24/25 vemos que a ênfase Dele recai sobre parábolas com advertência para que se vigie; mantendo a fé e a esperança acesos; dando a vida aos melhores potenciais e causas do bem; fazendo o bem a todos como quem faz a Jesus necessitado; sabendo que no fim o que vale é ser achado fazendo todo o bem que Jesus fez na terra, entre os homens; praticando todas as coisas que detêm o mal e a iniqüidade; abraçando todas as causas do amor e da misericórdia; amando e aplaudindo a justiça; e, mesmo sabendo que a humanidade não quererá..., tratando tudo como quem tenta salvar de um navio afundando todas as vidas que sejam alcançáveis.

Entretanto, existe também a advertência feita quanto à possibilidade de que o servo se acostume à espera, que ache que seu Senhor demora, e, assim, perdendo a esperança, faça do que antes era cuidado pelos outros, um grande negócio; ou que se sirva dele para abusar e enriquecer; ou que trate os homens com desumanidade; ou que passe a entregar-se à embriaguez dos tempos, deixando-se levar pela frieza e pelo desamor; e, assim, torne-se mau enquanto diz cuidar das coisas do seu Senhor.

Assim, escatologicamente, o Evangelho me chama para manter a esperança viva em amor e fé; enquanto também me convida a otimizar minha existência e dons no mundo; crescendo no espírito e manifestando isto na vida e no encontro com o próximo; e me ordena a tratar a todo carente de corpo, alma e espírito como se todos fossem Jesuses caídos no caminho; enquanto me engajo em todas as causas do bem possível na Terra.

Ou seja:

O servo mau é o que desiste da alegria na espera; ou o que apaga a luz interior...; ou o que se acovarda e esconde o bem recebido; ou o que não vê Jesus no chão do mundo...; ou o que entrega-se ao torpor dos tempos, perdendo o amor, e, assim, sentindo-se gerente das coisas de Deus no mundo, passa a maltratar os homens com o seu desevangelho... Assim se forma o servo mau...

Já o servo bom e fiel é o oposto disso. Ele vigia e anda de olhos bem abertos; conserva a alegria da esperança do Encontro com o Noivo; multiplica seus dons e potenciais em serviço ao mundo e em desenvolvimento no espírito e na consciência do Evangelho; trata aqueles que lhe foram confiados com todo amor e reverencia; e, além disso, é capaz de ver Jesus em toda carência ou necessidade humana.

Esta é a equação do existir segundo o Evangelho!...

Quem quer que ache que possa haver outra equação existencial, saiba: como as virgens insensatas ficará sem óleo; como aquele que escondeu o dom da Graça por atribuir maldades a Deus, ficará de fora; como aquele que abusou dos irmãos, será lançado com os malfeitores; como aquele que apenas reconhecia Jesus em ícones e símbolos e não em gente, será ajuntado aos bodes da história...

Assim é a equação existencial do Evangelho!...

Se você crer e viver assim, andará seguro e útil; se não crer e assim não viver, já se perdeu, mesmo que seja gerente do que se considere pelos homens “os maiores interesses de Deus na Terra”.

É assim que é.

É pegar ou largar...

O que se não pode é fingir que seja diferente!...

Nele, que assim disse que seria, e, portanto, disse que tem que ser assim, para o nosso bem e não para o nosso mal,

Caio

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O TAPECEIRO - Stênio Marcius

"Não há desespero tão absoluto como aquele que vem com os primeiros momentos de nossa primeira grande tristeza.

Quando ainda não sabemos o que é ter sofrido e ter se curado.

Ter se desesperado e recuperado a esperança."
George Eliot



"Como Deus pode ser feliz e decretar a calamidade?Imagine que Ele tem a capacidade de ver o mundo através de duas lentes.

Olhando pela mais estreita, Ele fica triste e irado com pecado e sofrimento.

Pela mais larga, Ele vê o mal em relação a seus propósitos eternos.

A realidade é como um mosaico. As (algumas) partes podem ser feias em si, mas o todo é belo".

Jonathan Edwards


Este video é a continuação do post:

quinta-feira, 18 de março de 2010

MORRER ANTES, VIVER DEPOIS por Ed René Kivitz

“A ressurreição de Cristo é o acontecimento mais decisivo e significativo da história, pois nenhum outro terá jamais tanta importância”.
Urs von Balthasar
Cristo é chefe de fila na ressurreição dos mortos”.
Lucien Cerfaux

A Páscoa cristã celebra o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Na Páscoa cristã o sangue dos animais sacrificados para remissão de pecados é substituído pelo corpo e sangue de Jesus Cristo, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, imolado de uma vez para sempre, sacrifício que repercute por toda a eternidade: desde antes da fundação do mundo o sangue de Jesus era conhecido, afirmam os apóstolos. Como já foi dito, para que Deus pronunciasse "haja luz", foi necessário que antes tivesse pronunciado "haja cruz". Somente o sacrifício de Jesus Cristo dá sustentação a um mundo que, não obstante sua maldade, permanece alvo da misericórdia e graça de Deus.

Sendo verdade que a morte de Jesus Cristo possibilita a existência, sua ressurreição dá sentido a ela. Na ressurreição de Jesus Cristo há a inversão da polaridade da vida. O paradigma "viver antes, morrer depois", em Jesus Cristo é substituído por "morrer antes, viver depois". A real densidade da vida é aquela que Jesus Cristo conquista em sua ressurreição. O ressuscitado tem uma vida que não morre mais. A vida em sua plenitude exige a morte; somente depois de morrer é possível viver verdadeiramente.


Quem vive preso ao paradigma antigo: "viver antes, morrer depois", está preso a uma qualidade de vida finita, contida nos limites da mortalidade. Por mais que se esforce para superar o drama da morte, estará sempre combatendo um inimigo com quem não se pode negociar. Tentará superar sua finitude com as coisas efêmeras da existência: o retardamento do envelhecimento, a entrega insaciável ao prazer, conforto e bem estar, ou será vítima do encharcamento da náusea e do desespero. A morte estará sempre à espreita, revestindo de transitoriedade tudo aquilo a que o iludido tenta se apegar para vencer sua condição mortal.


Aquele que vive sob o novo paradigma da ressurreição: "morrer antes, viver depois", encontra e desfruta a verdadeira e real dimensão da vida. Não pode ser ferido pela morte, pois já morreu e ressuscitou. Na linguagem de Jesus, "passou da morte para a vida", isto é, já não vive mais aprisionado pelo medo da morte e não teme a carência de coisa alguma, pois já experimenta o que não se pode perder. É capaz de desfrutar sem possuir, fruir o efêmero e caminhar sereno pela sexta-feira da paixão, pois seguro está na promessa e na esperança do domingo da ressurreição.


Seguir a Jesus Cristo é colocar os pés na rota da vida eterna. Vida com qualidade divina, que não se esgota nos limites do corpo mortal, mas se plenifica no corpo da ressurreição, quando o mortal se reveste de imortalidade e o corruptível de incorruptibilidade. A vida eterna é mais do que vida para sempre e sua realidade diz respeito a algo mais do que tempo de existência. Não importa tanto quanto tempo vou viver, mas que tipo de vida anima meu ser. Quem acredita que a vida é o que se tem até que a morte chegue, concentrará todos os seus esforços e energias em conquistar o melhor possível aqui e agora. Quem sabe que a plenitude da vida está para além do túmulo, que fica vazio na ressurreição, saberá viver aqui e agora além dos limites do morrer, terá a verdadeira vida desde já, pois Jesus Cristo prometeu: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente".
Ed René Kivitz


MORRER ANTES, VIVER DEPOIS em MP3 para ouvir
(Click no link salve, e ouça)

domingo, 17 de janeiro de 2010

O MAIORAL ..."Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor"


"O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso".

Madre Teresa de Calcutá


"Você descobrirá, conforme olha para trás em sua vida, que os momentos em que você realmente viveu são os momentos em que você fez as coisas no espírito do amor".

Henry Drummond


"Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro".

Carl Gustav Jung

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional!"

C. Drummond de Andrade

"Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele... ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós. Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito. E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo. Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus... Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele. No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão".I João 4.7-21


Do dicionário Aurélio temos as seguintes definições:

ESPERANÇA


[De esperar + -ança.]


Fé, confiança em conseguir o que se deseja.


Rel. A segunda das três virtudes teologais, simbolizada por uma âncora (muito interessante, tem tudo haver com este blog, e com certeza foi simbolizada por uma âncora por causa da influência das escrituras em nossa língua e sociedade) .


FÉ [Do lat. fide.]


Crença, confiança.


Asseveração de algum fato.


Rel. A primeira virtude teologal: adesão e anuência pessoal a Deus, seus desígnios e manifestações.


AMOR [Do lat. amore.]


Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa: Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção extrema: Adoração, veneração, culto: amor a Deus. Rel. Uma das virtudes teologais (v. virtudes teologais).


Nos dois primeiros posts fiz algumas asseverações sobre a Esperança e a Fé, as duas primeiras virtudes teologais (que nome, hein?), como diz Aurélio. É interessante perceber que na definição do nosso dicionário a Esperança incorpora a Fé, Esperança é a confiança em conseguir o que se deseja. Hoje, aproveitando a continuação do texto de Paulo de I Co 13, eu gostaria de refletir sobre a terceira virtude, a maior de todas, o Amor.


É uma pena que o Aurélio não tem ajudado a nossa sociedade pós-moderna a compreender o que é o amor tanto como faz com as outras palavras, começar e terminar conceituando o amor como um sentimento é reducionismo. Embora os poetas exaltem-no e todos nós cantemos "All You Need Is Love", nós andamos desorientados e perplexos, pois sabemos o que precisamos mas não sabemos onde achá-lo, nem tampouco sabemos o que é direito. Veja o que é uma tal de Madeleine de Scudéry disse: "Amor é um não-sei-quê, que surge não sei de onde, e acaba não se como".


Eu creio que a Bíblia Sagrada tem as respostas que mais precisamos, principalmente no que concerne ao sentido da vida. É engraçado quando você pergunta as pessoas o que elas acham da Bíblia, num país com uma grande maioria religiosa, quase sempre cristã nominal, as pessoas normalmente dizem que é a Palavra de Deus, A palavra do mesmo Deus que elas afirmam crer (mais de 90% dos brasileiros afirmam crer num Deus pessoal, embora o número de sem religião esteja crescendo), mesmo que no dia-a-dia Deus seja colocado de lado.


As Escrituras dizem que temos que amar em primeiro lugar a Deus, a causa e a consumação de tudo, e depois o nosso próximo como a nós mesmos, e quem fizer isso será feliz... Bem-aventurado. Como as Escrituras podem colocar o Amor como uma ordenança? Como obrigar alguém a nutrir um sentimento? Gosto quando o Autor de O Monge e o Executivo diz que o "Amor é o que o amor faz", Amar é um verbo de ação, é muito mais uma decisão do que um sentimento, quando a gente decidir amar, normalmente o que vem depois é uma sensação de bem-estar, mas se o amor não for posto em prática pode vir uma outra sensação, a de culpa.


Talvez seja por isso que estamos tão perdidos, e ainda tem a complicação que na nossa língua só temos uma palavra para se dizer muitas coisas, assim como no inglês também; eu gosto de você - eu te amo, eu quero você sexualmente - eu te amo, eu gosto muito do meu carro - eu amo meu carro, eu estou me sentido muito bem hoje - eu me amo, eu adoro o Legião - eu amo o legião, todas as coisas estão correndo muito bem, então eu adoro e louvo a Deus - eu amo a Deus.


O outro lado da moeda é que não podemos amar nada nem ninguém se não experimentarmos o amor em nós, não se pode dar o que não se tem. Jesus, no começo de seu ministério entre nós, repetiu o que a lei já ordenava para amarmos os outros como a nós mesmos, mas quando Ele estava por dar a prova de Seu amor, Ele disse: "Assim como Eu amei a vocês, amem-se uns aos outros. Ninguém tem maior amor do que este: de dar a alguém a própria vida em favor (no lugar) dos seus amigos" João 15.12,13.


Tenho uma nota que não circula mais de US$ 2,00 e que há dezesseis anos atrás me disseram para mantê-la, pois o seu valor real era maior que o nominal, na época me disseram que valia cerca de US$ 10,00, até hoje não achei quem pagasse. Também vendo e compro carros e não é a tabela de preço FIPE que determina o seu valor, a tabela aponta dados estatíscos das últimas negociações, mas o verdadeiro valor é determinado pelo preço que alguém está disposto a pagar. As Escrituras afirmam que formos comprados por alto preço, o sangue de um justo, santo e inocente, este é o nosso verdadeiro valor e a evidência que somos amados de Deus.

"Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente.
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei.
Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimadoa, se não tiver amor, nada disso me valerá.
O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.
Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.
Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.
Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor".
I corintios 13, o apóstolo Paulo
"Por que Deus tanto amou o mundo (Eu e Você) que deu o seu único Filho para que TODO aquele que crê (confia) nEle não morra (em seu egoismo, em suas mazelas, em seus descaminhos...) mas receba a Vida eterna (que começa aqui e agora)". João 3.16



"Enganar-se a respeito da natureza do amor é a mais espantosa das perdas. É uma perda eterna, para a qual não existe compensação nem no tempo nem na eternidade: a privação mais horrorosa, que não é possível recuperar nem nesta vida... nem na futura!" Soren Kierkegaard