"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

CUIDADO COM OS LADRÕES por Carlos “Catito” e Dagmar

Há algum tempo, dei uma palestra sobre relacionamento familiar em Rondonópolis, MT. Depois da palestra, fui convidado por um grupo para ir jantar um delicioso peixe na brasa. Em meio a conversas e risadas, um casal de noivos que estava sentado ao meu lado me fez a seguinte pergunta: “Professor, vamos nos casar no mês que vem. Sabemos que não existe mágica para um casamento funcionar. Porém, queríamos saber se o senhor teria alguma dica para nos dar. Gostaríamos de cultivar um bom relacionamento desde o começo”.

Pensei por alguns segundos antes de responder e depois olhei bem para eles e disse: “Tenho sim!”.

O casal ajeitou-se na cadeira como se fosse participar de um momento especial, arregalou os olhos e aproximou-se para ouvir-me melhor. Então eu disse: “Se vocês querem ter um casamento harmônico desde o início, “não tenham nem televisor nem computador em casa” nos primeiros dois anos de casado!”.

Eles se entreolharam, com um esboço de sorriso e uma expressão de interrogação, perguntando-se se eu estava falando sério ou se era apenas uma piada, entre as muitas que eu havia contado durante a palestra. Então eu continuei, solene: “Bem, me digam uma coisa, se vocês não tiverem televisão nem computador nos dois primeiros anos de casado, no final do expediente irão chegar em casa, jantar e em seguida farão o que?”. Novamente o casal se entreolhou com um sorriso maroto. Eu complementei: “Tudo bem, “além disso”, vão fazer o quê?”. Eles soltaram uma gargalhada e responderam: “Conversar!”.

Realmente não há fórmulas mágicas para um sucesso no casamento, senão o diálogo. Nos dias atuais, a televisão e o computador são os maiores “ladrões do diálogo conjugal e familiar”. As pessoas chegam em casa cansadas de expedientes muitas vezes torturantes e querem “não pensar”. Apenas se jogam em frente à televisão ou ao computador e ali deixam a mente vagar pelos espaços cibernéticos, sem fazer esforço algum, senão o de mexer os dedos para zapear ou o de teclar e clicar o mouse.

Muito cuidado com esse relax! Existe muito lixo no espaço cibernético e nas programações televisivas que sorrateiramente se acumula nos cantos da mente e produz, em médio prazo, um fedor comportamental que infecta os relacionamentos. Não poucas vezes ouvi comentários de distintas senhoras cristãs, muitas vezes em encontros de casais, afirmando que estavam torcendo para que uma determinada personagem da novela abandonasse o marido e ficasse com o amante, pois o primeiro era nefasto, enquanto o segundo era adorável. Esse lixo entra silenciosamente nas mentes e vai distorcendo os valores.

Ao consultório nos chegam inúmeros casos de homens e mulheres com uma vasta bagagem cristã, mas que, de um momento para o outro, se veem envolvidos em pornografia pela internet. Isso por terem “inocentemente” entrado em salas de bate-papo e, paradoxalmente, não terem mais espaço de diálogo com o cônjuge.


Jesus alerta: “O ladrão só vem para roubar, matar e destruir; mas eu vim para que as ovelhas tenham vida, a vida completa” (Jo 10.10, NTLH).

Cuidemos então de cultivar o diálogo conjugal e familiar e de manter os ladrões distantes de nossa casa. Talvez você não precise desfazer-se de sua televisão ou computador, mas precise orar a Deus para desenvolver o fruto do Espírito Santo, que inclui o domínio próprio (Gl 5.22). Dominar o impulso de chegar em casa e ligar a televisão ou o computador e aproveitar o tempo para um fecundo diálogo conjugal e familiar é, sem dúvida, sinal de maturidade espiritual.


Carlos “Catito” e Dagmar são casados, ambos psicólogos e terapeutas de casais e de família. Catito é autor de Como se Livrar de um Mau Casamento e Macho e Fêmea os Criou, entre outros.


http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/330/cuidado-com-os-ladroes

sexta-feira, 18 de junho de 2010

COMO CRACK! (um estudo sobre compulsão sexual)

COMO CRACK!
Sequestrando o cérebro – como a pornografia funciona


Estamos rapidamente nos tornando a sociedade pornográfica. Durante o curso da última década, imagens explicitamente sexuais se infiltraram lentamente nos anúncios comerciais, no marketing e praticamente em todo vão da vida americana. Essa pornografia de ambiente está agora em quase todos os lugares, desde o shopping mall local ao horário nobre da televisão. Pelos cálculos de alguns, a produção e venda de pornografia explícita agora representam a sétima maior indústria dos Estados Unidos. Novos vídeos e páginas de internet são produzidos a cada semana, com a revolução digital trazendo um grande número de novos sistemas de distribuição. Toda nova plataforma digital se torna uma oportunidade de marketing para a indústria pornográfica.

O que não é surpresa para ninguém é que a vasta maioria daqueles consumidores de pornografia são homens. Não é nenhum segredo de comércio que as imagens visuais, quer fotos ou vídeos, estimulam muito os homens. Isso não é nenhum avanço novo, conforme atestam antigas formas de pornografia. O que é novo é o acesso em toda parte. Os homens e meninos de hoje não estão olhando para quadros desenhados em paredes de cavernas. Eles têm acesso quase que instantâneo a inumeráveis formas de pornografia numa grande quantidade de formas.

Mas, enquanto a tecnologia tem trazido novos meios para a transmissão da pornografia, o conhecimento moderno também traz uma nova compreensão de como funciona a pornografia no cérebro masculino. Embora essa pesquisa não faça nada para reduzir a culpabilidade moral dos homens que são consumidores de pornografia, ajuda a explicar como o hábito acaba viciando tanto.

Como explica William M. Struthers da Faculdade Wheaton, “os homens parecem ter sido feitos de tal maneira que a pornografia sequestra o funcionamento adequado de seus cérebros e tem efeito de longo prazo em seus pensamentos e vidas”.

Struthers é psicólogo com formação em neurociência e especialidade de ensino nas bases biológicas da conduta humana. No livro Wired for Intimacy: How Pornography Hijacks the Male Brain (Programado Para a Intimidade: Como a Pornografia Sequestra o Cérebro Masculino), Struthers apresenta percepções fundamentais da neurociência que fazem uma longa explicação do motivo por que a pornografia é uma tentação grande para a mente masculina.

“A explicação mais simples da razão por que os homens veem pornografia (ou procuram prostitutas) é que eles são levados a procurar intimidade”, explica ele. O impulso para obter intimidade sexual foi dado por Deus e é essencial para os homens, reconhece ele, mas é facilmente mal direcionado. Os homens são tentados a buscar “um atalho para o prazer sexual por meio da pornografia” e agora acham que dá para se acessar esse atalho com facilidade.

Num mundo caído, a pornografia se torna mais do que uma distração e uma distorção da intenção de Deus para a sexualidade humana.
Torna-se um veneno viciador.

Struthers explica:

“Ver pornografia não é uma experiência emocional ou fisiologicamente neutra. É fundamentalmente diferente de olhar para fotos em preto e branco do Memorial Lincoln ou olhar um mapa colorido das províncias do Canadá. Os homens são reflexivamente atraídos para o conteúdo de material pornográfico. Como tal, a pornografia tem efeitos de grande repercussão para estimular um homem à intimidade. Não é um estímulo natural. Atrai-nos para dentro. A pornografia é indireta e voyeurística em sua essência, mas é também algo mais. A pornografia é uma promessa sussurrada. Promete mais sexo, melhor sexo, infinito sexo, sexo conforme os desejos, orgasmos mais intensos, experiências de transcendência.”

A pornografia “atua como uma combinação de múltiplas drogas”, explica Struthers. Conforme afirma o Dr. Patrick Carnes, a pornografia é “um relacionamento patológico com experiência de alteração do humor”.
O tédio e a curiosidade levam muitos meninos e homens a experiências que se tornam mais como vício de drogas do que muitas vezes se admite.

Por que os homens em vez das mulheres? Como explica Struthers, o cérebro da mulher e do homem são feitos de forma diferente. “O cérebro de um homem é um mosaico sexual influenciado por níveis de hormônio no útero e na puberdade e moldado por sua experiência psicológica.” Com o tempo, a exposição à pornografia leva um homem ou menino mais profundamente “numa superestrada neurológica de mão única em que a vida mental de um homem fica restrita a uma sexualização excessiva. Essa superestrada tem inúmeros acessos de entrada, mas muito poucas saídas”.

A pornografia é “visualmente magnética” para o cérebro masculino. Struthers apresenta um exame fascinante da neurologia envolvida, com hormônios de prazer sendo conectados e liberados pela experiência de um homem vendo imagens pornográficas. Essas experiências com pornografia e hormônios de prazer criam novos padrões na programação do cérebro, e experiências repetidas formalizam a programação.

E, então, nunca acaba. “Se eu tomo a mesma dose de uma droga repetidas vezes e meu corpo começa a tolerá-la, precisarei tomar uma dose mais elevada da droga a fim de que tenha o mesmo efeito que tinha com uma dose mais baixa na primeira vez”, recorda-nos Struthers. Por isso, a experiência de ver pornografia e praticá-la cria uma necessidade no cérebro de mais e mais, só para alcançar o mesmo nível de prazer no cérebro.

Enquanto os homens são estimulados pelas imagens sexuais do ambiente ao redor deles, a pornografia explícita aumenta o efeito. Struthers compara isso à diferença entre a televisão tradicional e as novas tecnologias de alta definição. Tudo é mais claro, mais explícito e mais estimulante.

Struthers explica isso com força e persuasão: “Algo sobre a pornografia influencia e arrasta a alma masculina. A influência é fácil de identificar. A forma da mulher nua pode ser hipnotizante. A disposição de uma mulher de participar de um ato sexual e expor sua nudez é sedutora para os homens. A consciência da própria sexualidade, o desejo de saber, experimentar algo como bom brota do profundo lá de dentro. Uma imagem começa a ficar maior em importância quanto mais a olhamos, ganhando força máxima e podendo chegar a um ponto em que nos sentimos como se estivéssemos num caminhão sem freios descendo uma montanha.”

Wired for Intimacy é um livro oportuno e importante. Struthers oferece perspectivas profundas e estratégicas da neurobiologia e psicologia. Mas o que torna esse livro realmente útil é o fato de que Struthers não deixa seu argumento para a neurociência, nem usa a categoria de vício para suavizar a pecaminosidade de ver pornografia.

Os pecadores naturalmente procuram um jeito de esconder seu pecado, e a causa biológica é muitas vezes citada como meio de evitar responsabilidade moral. Struthers não permite isso, e sua perspectiva da pornografia tem base bíblica e teológica. Ele responsabiliza o pecado de ver pornografia naqueles que voluntariamente se tornam consumidores de imagens explícitas. Ele conhece sua audiência – afinal, suas aulas são cheias de estudantes universitários do sexo masculino. O viciado é responsável por seu vício.

Ao mesmo tempo, qualquer compreensão de como o pecado opera seu mal enganador é uma ajuda para nós, e entender como a pornografia atua na mente masculina é um conhecimento poderoso. A pornografia é um pecado que rouba Deus de Sua glória no presente do sexo e sexualidade.
Há muito sabemos que o pecado faz reféns. Conhecemos agora outra dimensão de como esse pecado sequestra o cérebro masculino. Conhecimento, como dizem, é poder.

http://musicamorevida.wordpress.com/2010/04/20/como-crack/

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Revista Ultimato - Jan/Fev 2010

Não quero ver mentiras e fantasias que me iludem quanto ao sexo


A partir de hoje, com o auxílio de Deus, não vou mais acessar páginas de sites pornográficos. Se, porventura, eu tiver uma recaída, não darei um tiro no ouvido nem farei em pedaços o meu compromisso. Correrei em direção ao Pai e lhe pedirei perdão; confessarei minha fraqueza e pedirei outra vez o seu socorro. Estou resolvido a não fazer de minha mente uma lata de lixo. Já basta a sujeira herdada do pecado original. Não quero causar mais embaraços à minha difícil conduta cristã. Estou suficientemente convicto de que devo alimentar minha nova natureza e não minha pecaminosidade latente. Devo respeito a meu Deus, ao meu cônjuge e aos meus filhos. O amor conjugal é muito bonito para ser chamuscado pela pornografia. Não quero ver, não quero hospedar, não quero arquivar mentiras e fantasias que me iludem quanto ao sexo. Se Jó, muitos e muitos séculos atrás, quando deveria ser mais fácil fechar os olhos à luxúria, por não haver revistas, filmes, sites ou cabines pornográficas, fez um acordo com os seus olhos para não olhar com cobiça para uma mulher (Jó 31.1), quanto mais eu deveria me obrigar a fazer o mesmo, seja solteiro ou casado, adolescente, jovem, adulto ou idoso. Creio no recurso da oração, insistirei na oração, farei orações objetivas e precisas. Orarei com humildade, com lágrimas. Substituirei as mensagens pesadas dos sites pornográficos por outras imagens não apimentadas, sejam culturais, artísticas ou religiosas. Dobrarei a minha vontade todas as vezes que ela me for prejudicial. Mas nunca ingenuamente, como Pedro quando declarou: “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei” (Mt 26.33). Não me dispensarei da disciplina pessoal nem da autonegação, mas prestarei muita atenção ao fato de que o domínio próprio é fruto do Espírito Santo (Gl 5.23). Se eu sentir necessidade e se for de bom alvitre, não hesitarei em compartilhar o meu problema com outras pessoas de minha intimidade, para obter auxílio. À semelhança de Davi, rogarei ao Senhor que me lave e me purifique da bagagem pornográfica acumulada ao longo dos anos, para que ela não me persiga mais. Pedirei que Deus tenha misericórdia de mim e, por seu amor, apague da minha mente todas aquelas imagens rudes, dando-me um coração puro (Sl 51.1-10). Guardarei na memória aquela bem-aventurança do sermão da montanha: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5.8). De hoje em diante vai ser assim! Com o auxílio de Deus. Amém.
http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=2542&secMestre=2563&sec=2574&num_edicao=322#