"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A PROFISSÃO MAIS DIFÍCIL DO MUNDO por Philip Yancey

Certa ocasião, jantei na casa de uma família amish (um grupo cristão conservador da América do Norte), e fiquei sabendo de seu processo incomum de escolher um pastor. Naquela parte do país poucos amihs estudam depois da oitava série, e quase ninguém tem formação teológica. A congregação toda vota em qualquer um de seus integrantes masculinos que mostre algum potencial pastoral, e os que recebe pelo menos três votos se sentam ao redor de uma mesa. Cada um deles tem diante de si um hinário e dentro deste hinário escolhido aleatoriamente um dos candidatos encontra um cartão que o designa como o novo pastor. Durante o próximo ano cabe a ele fazer dois sermões por semana, com a duração média de 90 minutos.

“O que acontece se quem receber a indicação não se sentir capacitado?”, perguntei para meu amigo amish. Ele me olhou intrigado e respondeu: “Se ele se sentisse qualificado, nós não o indicaríamos. Queremos um homem humilde, alguém que conta com Deus”.

Não recomendo o método amish de chamado pastoral (embora ele de fato guarde um intrigante paralelismo com o sistema de sorteios do Antigo Testamento), mas o último comentário de meu amigo me fez pensar. Thomas Merton disse certa vez que quase tudo o que esperamos de pastores e sacerdotes - ensinar e aconselhar as pessoas, consolá-las, orar por elas - deveria na verdade ser responsabilidade do resto da congregação. Nos parece que o distintivo da vocação pastoral é ser o homem de Deus, aquele que “é chamado para ser outro Cristo em um sentido mais particular e íntimo que o cristão comum”. O pastor fica como uma espécie de intermediário da misericórdia de Deus, composto pela sua função de pregador e admoestação dos pecadores.

Em nossa fixação por perfis profissionais e competência na carreira, será que não esquecemos da qualificação mais importante de um pastor - a necessidade de conhecer a Deus? Mahatma Gandhi, líder de meio bilhão de pessoas, mesmo no calor de negociações envolvendo a independência da Índia, se recusava a comprometer seu princípio de guardar toda segunda-feira como um dia de silêncio. Ele acreditava que se deixasse de guardar esse dia de nutrição espiritual ficaria menos eficiente durante os outros seis.

Eu me pergunto em que medida nossos líderes espirituais seriam mais eficientes se nós lhe concedêssemos um dia por semana como um tempo de silêncio para a reflexão, meditação e estudo pessoal. Eu me pergunto como nossas igrejas seriam se nós fizéssemos da saúde espiritual do pastor - e não sua eficiência - nossa prioridade número um.



Coluna Back Page (Publicado originalmente em 21 de maio de 2001, na revista Christianity Today)
Do Livro devocioanal SINAIS DA GRAÇA - Mundo Cristão.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

FÓRUM CRISTÃO DE PROFISSIONAIS com Marina Silva

O Novo Jeito promove ao vivo de SP em videoconferência:

Fórum Cristão de Profissionais com Marina Silva e Ed René Kivitz

Dia 26/11 no auditório do Colégio Equipe - Torre - Recife- PE
Mais informações - www.novojeito.com

Inscrições gratuitas.Vagas limitadas!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

FCP | O PROFISSIONAL QUE FAZ A DIFERENÇA


QUANDO?


Segunda, 7 de Novembro

19:30 - 21:30



ONDE?


IGREJA CRISTÃ

NOVA VIDA RECIFE


R. Teles Junior, 233 | Aflitos

Recife - PE




Transmissão via WEB
Direto de São Paulo



Mais informações:
Bruno Macedo 81.9626-7100
Email: bruno@novojeito.com
Twitter: @AlmaAncorada


Disponível em vídeo:

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

FÓRUM CRISTÃO DE PROFISSIONAIS | Afinal, trabalhar para quê?

Em vídeo, o último Fórum Cristão de Profissionais.

O próximo será no dia 13 de setembro e retransmitiremos no Colégio Equipe a partir das 20.00hrs. Mais informações | www.novojeito.com | VENHA ASSISTIR CONOSCO!


terça-feira, 12 de julho de 2011

FÓRUM CRISTÃO DE PROFISSIONAIS - Um Jeito Cristão

Fórum Cristão de Profissionais
Com a presença de Ed René Kivitz


São só 200 vagas
Sem custo para você

Dia 02 de agosto às 19:30 hrs
Localização ABA Aflitos
Av.Rosa e Silva, 1510

Mais informações:
Bruno Macedo 81-96267100

Inscrições:
http://www.novojeito.com/fcp

Em vídeo:
http://vimeo.com/32855750

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Jesus Cristo, Senhor de tudo e de todos - René Padilla

"Se você acredita no que lhe agrada nos evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos evangelhos que você crê, mas em você."
Agostinho de Hipona

A autoridade que Jesus Cristo recebeu do Pai ao ressuscitar, segundo sua própria declaração em Mateus 28.18, é uma autoridade universal: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”. Em outras palavras, sua autoridade se estende sobre a totalidade da criação e sobre todos os aspectos da vida humana. Não há nada nem ninguém que esteja fora da órbita da autoridade de Jesus Cristo. Ele tem autoridade não apenas sobre a igreja, mas também sobre o mundo. Não apenas sobre o domingo, mas também sobre o restante da semana. Não apenas sobre o que está relacionado com as práticas religiosas, mas também sobre o que concerne à família e ao trabalho, à arte e à ciência, à economia e à política.

Isto não significa, porém, que todos reconheçam essa autoridade de Cristo, mas sim que todos deveriam reconhecê-la. Com efeito, o que distingue os cristãos dos não-cristãos é o fato de que aqueles reconhecem e, portanto, confessam, a autoridade universal de Jesus Cristo e vivem à luz desse reconhecimento, enquanto estes não a reconhecem nem a confessam. Como afirma o apóstolo Paulo: “Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam” (Rm 10.12). Como veremos mais adiante, isto é o que torna necessária a missão da igreja, cuja essência é a proclamação de Jesus Cristo como Senhor. “Isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo (Rm 10.8b-9).

Infelizmente, com muita frequência nós cristãos nos deixamos levar pela dicotomia entre a esfera do sagrado e a esfera do secular. Fazemos separação entre a ética e a religião, entre o público e o privado, entre o mundo e a igreja. Como consequência, estamos marcados pela incoerência entre nossa confissão de Jesus Cristo como Senhor de tudo e de todos, por um lado, e nosso estilo de vida, por outro.

Esta incoerência se faz visível hoje em dia, por exemplo, na maneira como permitimos que a sociedade de consumo defina nosso estilo de vida, impondo-nos valores alheios aos do reino de Deus. A sociedade de consumo transformou o aforismo do filósofo francês Rene Descartes “cogino, ergo sum” (“penso, logo existo”) em “consumo, logo existo”. Como resultado, a maioria das pessoas na sociedade moderna, especialmente no mundo dominado pelo capitalismo, não consome para viver, mas vive para consumir. Pressupõe que, se uma pessoa quer chegar a ser “alguém” entre seus contemporâneos, deve ter capacidade para adquirir os símbolos de “status” que a sociedade de consumo oferece. E, para alcançar este objetivo, muitas pessoas estão dispostas a pagar um alto preço: a saúde, as boas relações conjugais e familiares, a satisfação fruto do exercício de uma vocação escolhida livremente.

Em contraste com o estilo de vida que reflete os valores da sociedade de consumo, o estilo de vida coerente com a confissão de Jesus Cristo como Senhor de tudo e de todos renuncia a estes valores e se compromete com a realização do propósito de Deus para a vida humana exemplificado por seu Filho. É um estilo de vida em que prevalecem os valores do reino de Deus que se resumem em “shalom”: harmonia com Deus, harmonia com o próximo, harmonia com a criação de Deus. E é nesta direção que aponta a missão integral.

Traduzido por Wagner Guimarães

C. René Padilla é fundador e presidente da Rede Miqueias, e membro-fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana e da Fundação Kairós. É autor de O Que É Missão Integral? (Editora Ultimato).

http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=2641&secMestre=2641&sec=2663&num_edicao=324