"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
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sábado, 30 de março de 2013

ESTE É O MEU FILHO

"Pois assim amou Deus ao mundo, que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3.16

domingo, 10 de abril de 2011

Aconteceu na Primeira Páscoa...

"Era noite... o pai entrou com um carneirinho nas costas... tão fofinho! As crianças correram para brincar com ele... a mãe pergunta: "O que é isso? Mais um para alimentar?" "Calma!" responde o homem. Estavam exaustos de trabalhar fabricando tijolos. "É coisa do Moisés... disse que Deus mandou. Depois do que aconteceu por aqui, não vou contestar as ordens dele". A explicação calou a todos. O que aconteceria? Ficariam com o Floquinho? Pois é, ele já tinha até nome, era parte da família. Passaram-se três dias. Floquinho dormia com as crianças e as seguiam por onde iam. Que bom ter um animalzinho por perto enquanto os pais trabalham! Eles sempre voltam tão cansados...agora a casa vive em festa! Mas, na tarde seguinte as crianças choraram: "Onde está o Floquinho? Fugiu?" Estavam tão tristes que não viram o pai pintar os batentes da porta de vermelho "Isso lá é hora de pintar porta, pai? O carneirinho sumiu!" Na hora do jantar, havia carne assada:"Nããão!!! O que fizeram com o Floquinho?". Foi um jantar muito triste. Ainda por cima foram proibidos de sair de casa até amanhecer... e mais triste ainda foi aquela madrugada. Ninguém dormiu por causa dos gritos... os filhos dos patrões de papai e mamãe morreram... aqui ninguém morreu...". O sangue na porta salvou a todos"; explicou o pai. Essa foi a primeira Páscoa (passagem). A morte passou direto e ignorou-os por causa da marca que fizeram.
Achou a história triste? Mas o final é feliz! Jesus fez o mesmo por você: Ele foi morto e a marca do seu sangue em nós é que nos livra da morte. Ao contrário do Floquinho, Jesus, o cordeiro de Deus, venceu a morte e vive para trazer todos para perto de Deus. Ele quer viver em você hoje e deseja ser seu melhor amigo, basta você querer. Você já se preparou para essa páscoa?"
Já dizia o nosso sábio irmão Salomão: "melhor é o fim das coisas do que o seu inicio". Estamos à véspera daquela que deveria ser a maior celebração cristã, a Páscoa. Não é o Natal, o inicio, o nosso maior motivo de alegria, mesmo sabendo que não poderia existir a Páscoa sem ele. Jesus poderia ter vindo a terra (encarnado) e chegado ao Getsêmani e não ter provado o cálice de sofrimento, da renuncia total e da injustiça (que se fez Justiça), Ele poderia ter desistido e isso seria a vitória do inimigo de nossas almas e nossa eterna condenação.

Mas graças a Deus, Ele foi obediente e "obediente até a morte de cruz". Porém a história não acaba aqui, Deus, nosso Pai eterno, o ressuscitou dentre os mortos e o fez SENHOR e CRISTO. Aqui na ressurreição, se inicia o fim da historia que dá significado e propósito a TUDO. A morte e ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é o maior evento da história (humana e eterna) e precisa ser celebrado, comemorado desta Forma.

Deus (antes da fundação do mundo) escolheu redimir sua criação que havia se perdido (se extraviado dizendo não à boa, perfeita e agradável vontade dEle, preferindo a mentira do inimigo), e num momento da nossa história, segundo a Bíblia na `plenitude dos tempos´, Deus envia seu filho com a missão de pregar o Evangelho (Boas-novas, a boa noticia de Deus) que pode ser sintetizado neste relato do evangelho de João 3.16, palavras de Jesus: "Porque Deus amou o mundo de tal (tanto) que deu o filho unigênito (único, igual a Ele) para que todo aquele que nEle crê (confia), não morra mas tenha a Vida eterna (que começa aqui e agora)". "Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E Ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou".

Viver essa vida só é possível através do poder que atuou na Ressurreição. O mesmo poder que operou em Jesus nos está disponível para podermos começar uma nova vida. Vida em que Deus nos adota como filhos seus e passamos a invocá-lo como PAI, um pai amoroso que também é Senhor, Salvador, conselheiro, consolador. Ele é aquele em que "nos movemos, pensamos e existimos".

Como podemos celebrar a Páscoa hoje? Primeiro devemos buscar relembrarmos de toda a história e meditarmos nela. No final de cada Evangelho (Mateus, Marcos, Lucas e João), os primeiros quatro livros do Novo Testamento, nos contam com a visão particular (e complementar) de cada autor, a história da crucificação de Jesus.

Uma boa é ver, se você não assistiu ou assistiu descuidado, depois de ler pelo menos um evangelho, o filme `A PAIXÃO´ de Mel Gibson. Não há exageros ali, o que há realmente é um ato de extremo AMOR por mim e por você. O interessante deste filme é a participação de Mel Gibson, além da idealização e direção, no momento da crucificação no nosso Senhor, a mão que segura o braço de Jesus para o prego ser batido é a dele, algo muito significativo.

A segunda, depois de ler e meditar, é reconhecer que quem crucificou Jesus fomos nós mesmos. Se ali estivéssemos naquela época, poderíamos ser um no meio da multidão gritando, solte Barrabás! e CRUCIFICA-O! ou fazer como os discípulos que fugiram. Não foi só o irmão Pedro que negou a Jesus, porém por todos Jesus orou "Pai perdoem porque não sabem o que fazem". Mas muito mais que isso foram os MEUS pecados que o crucificaram, foi escolha dEle ir para a Cruz pagar o meu preço, a sua dívida, a nossa Redenção.

Somos pecadores porque um dia o nosso `pai´ Adão (e nossa mãe também) resolveu tentar ser autônomo (viver por suas próprias leis), ele não acreditou no que Deus disse que isso seria caminho de morte e destruição. A partir daí o vírus do pecado foi nos passado como por herança, "aquele que comete pecado é escravo do pecado (Jesus)".
Mas o sacrifício perfeito e suficiente de Jesus, quando aceito por nós (como nosso),põe fim a esta maldição "...e conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará ... Eu Sou o Caminho, a Verdade, a Vida". A verdade é uma pessoa! e nEle está a plenitude da vida "... Disse-lhes Jesus: Eu Sou a Ressurreição e a Vida; Quem crê em Mim ainda que esteja morto, viverá! ...Eu vim para que vocês tenham Vida e Vida abundante", Jesus é tudo aquilo de que precisamos!!!

Por fim convoque os seus que você ama, faça como Jesus fez na última Ceia, consagre o Vinho e o Pão a Ele, e reparta entre vocês com um ato de celebração e memória do nosso maior presente, Ele mesmo.
Não se esqueça, Nosso Senhor Jesus Cristo, Aquele que ressuscitou dentre os mortos e vive para todo sempre, prometeu que vai voltar para buscar aqueles que são Seus, aqueles que vivem a vida celebrando a sua vida, morte e ressurreição pela Fé.

quinta-feira, 18 de março de 2010

MORRER ANTES, VIVER DEPOIS por Ed René Kivitz

“A ressurreição de Cristo é o acontecimento mais decisivo e significativo da história, pois nenhum outro terá jamais tanta importância”.
Urs von Balthasar
Cristo é chefe de fila na ressurreição dos mortos”.
Lucien Cerfaux

A Páscoa cristã celebra o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Na Páscoa cristã o sangue dos animais sacrificados para remissão de pecados é substituído pelo corpo e sangue de Jesus Cristo, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, imolado de uma vez para sempre, sacrifício que repercute por toda a eternidade: desde antes da fundação do mundo o sangue de Jesus era conhecido, afirmam os apóstolos. Como já foi dito, para que Deus pronunciasse "haja luz", foi necessário que antes tivesse pronunciado "haja cruz". Somente o sacrifício de Jesus Cristo dá sustentação a um mundo que, não obstante sua maldade, permanece alvo da misericórdia e graça de Deus.

Sendo verdade que a morte de Jesus Cristo possibilita a existência, sua ressurreição dá sentido a ela. Na ressurreição de Jesus Cristo há a inversão da polaridade da vida. O paradigma "viver antes, morrer depois", em Jesus Cristo é substituído por "morrer antes, viver depois". A real densidade da vida é aquela que Jesus Cristo conquista em sua ressurreição. O ressuscitado tem uma vida que não morre mais. A vida em sua plenitude exige a morte; somente depois de morrer é possível viver verdadeiramente.


Quem vive preso ao paradigma antigo: "viver antes, morrer depois", está preso a uma qualidade de vida finita, contida nos limites da mortalidade. Por mais que se esforce para superar o drama da morte, estará sempre combatendo um inimigo com quem não se pode negociar. Tentará superar sua finitude com as coisas efêmeras da existência: o retardamento do envelhecimento, a entrega insaciável ao prazer, conforto e bem estar, ou será vítima do encharcamento da náusea e do desespero. A morte estará sempre à espreita, revestindo de transitoriedade tudo aquilo a que o iludido tenta se apegar para vencer sua condição mortal.


Aquele que vive sob o novo paradigma da ressurreição: "morrer antes, viver depois", encontra e desfruta a verdadeira e real dimensão da vida. Não pode ser ferido pela morte, pois já morreu e ressuscitou. Na linguagem de Jesus, "passou da morte para a vida", isto é, já não vive mais aprisionado pelo medo da morte e não teme a carência de coisa alguma, pois já experimenta o que não se pode perder. É capaz de desfrutar sem possuir, fruir o efêmero e caminhar sereno pela sexta-feira da paixão, pois seguro está na promessa e na esperança do domingo da ressurreição.


Seguir a Jesus Cristo é colocar os pés na rota da vida eterna. Vida com qualidade divina, que não se esgota nos limites do corpo mortal, mas se plenifica no corpo da ressurreição, quando o mortal se reveste de imortalidade e o corruptível de incorruptibilidade. A vida eterna é mais do que vida para sempre e sua realidade diz respeito a algo mais do que tempo de existência. Não importa tanto quanto tempo vou viver, mas que tipo de vida anima meu ser. Quem acredita que a vida é o que se tem até que a morte chegue, concentrará todos os seus esforços e energias em conquistar o melhor possível aqui e agora. Quem sabe que a plenitude da vida está para além do túmulo, que fica vazio na ressurreição, saberá viver aqui e agora além dos limites do morrer, terá a verdadeira vida desde já, pois Jesus Cristo prometeu: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente".
Ed René Kivitz


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