"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
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sábado, 30 de março de 2013

ESTE É O MEU FILHO

"Pois assim amou Deus ao mundo, que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3.16

terça-feira, 12 de março de 2013

A HISTÓRIA DA PÁSCOA

"... E lhe perguntaram: "Não estás ouvindo o que estas crianças estão dizendo? " Respondeu Jesus: "Sim, vocês nunca leram: ‘dos lábios das crianças e dos recém-nascidos suscitaste (perfeito) louvor’? "
Mateus 21.16

sábado, 9 de fevereiro de 2013

RESILIENTE É AQUELE QUE...

"E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista". 1 João 3.22

Quando o ministro inglês W. E. Sangster notou pela primeira vez um mal-estar na garganta e dificuldade em uma das pernas para andar, foi consultar um médico. Foi constatado que ele padecia de uma enfermidade muscular incurável que, com o passar do tempo, causaria uma atrofia nos músculos, levando-o a morte.

Ao invés de entregar-se ao desânimo, Sangster resolveu dedicar-se a um trabalho missionário nos lares da Inglaterra. Entendeu que ainda podia escrever e ter mais tempo para orações. Ele orava: "Senhor, permita que eu permaneça firme nesta luta... não me importo mais em ser general". Escreveu artigos e livros, e ajudou a organizar reuniões de oração por toda a Inglaterra. Quando alguém se aproximava dele com palavras de piedade, ouvia o seguinte: "Ainda estou no jardim de infância do sofrimento".

Ao longo dos anos, as pernas de Sangster ficaram paralisadas. Ele perdeu completamente a voz. Mas naquela altura ainda conseguia segurar a caneta e escrever, embora com letras trêmulas. Na manhã do domingo de Páscoa, poucas semanas antes de morrer, ele escreveu um carta para sua filha, dizendo: "É terrível acordar no domingo de Páscoa e não ter voz para gritar 'ELE RESSUSCITOU!' - Porém seria mais terrível ainda ter voz e não querer gritar."

A pessoa escolhida é aquela que ouve o chamado de Deus e responde com firmeza "SIM", independentemente das circunstâncias. 

DO PEQUENO DEVOCIONAL DE DEUS PARA HOMENS - Ed.United Press, págs. 84-85.
...

"Nada proporciona maior capacidade de superação e resistência aos problemas e dificuldades em geral do que a consciência de ter uma missão para cumprir nesta vida."
Viktor Frankl 

Esta característica que hoje chamamos de resiliência, é possível obtê-la quando sabemos que podemos contar com um Deus que anda conosco pelo vale da sombra da morte, e que a morte que tanto nos apavora foi por Ele derrotada. Assim como Jesus Cristo ressuscitou dos mortos, nós também ressuscitaremos! Os que são de Cristo para a Vida Eterna, os que o rejeitaram para o Juízo.

domingo, 8 de abril de 2012

A MENSAGEM DA RESSURREIÇÃO por Marcelo Maia

A ressurreição foi a mensagem da igreja primitiva (veja Atos 2.24; 3.15; 3.24; 4.10; 4.33; 5.30 e 32; 10.40; 13.30-33; 17.31). Mas como foi entendida e pregada a ressurreição? O que eles viram e sobre o que estavam falando?

Lembremo-nos que os fariseus, principal grupo religioso da época de Jesus, criam na ressurreição. Inclusive, já haviam testemunhado casos de volta à vida (o filho da viúva, Lázaro).

No que a ressurreição de Jesus difere dos casos anteriores? A ressurreição do Senhor não foi simplesmente a volta à vida de um corpo morto. O que ocorreu foi o surgimento de uma nova ordem de vida, a vida eterna foi incorporada no tempo e no espaço. Aquilo que era apenas uma esperança escatológica havia acontecido debaixo dos narizes de todos.

A proclamação da ressurreição de Jesus pelos discípulos deu à doutrina novas proporções: o corpo glorificado de Cristo e o aparecimento da vida eterna no meio da mortalidade. Daí a causa de tanta oposição relatada em Atos.

O que Deus fez foi trazer para o presente algo reservado para o futuro. Algo que pertencia à esfera da eternidade, havia ocorrido na história.

Maravilhoso isso, não?

Mesmo assim, a ressurreição foi um acontecimento discreto. Jesus não apareceu a Pilatos, nem aos guardas, nem aos judeus. Não anunciou aos poderosos deste mundo sua vitória sobre a morte, não foi pedir contas a Roma nem ao Sinédrio. Apareceu, primeiramente, para mulheres, segundo o relato de Lucas, as testemunhas com menos credibilidade na época, em um dia de trabalho normal. Depois acompanhou dois discípulos, compartilhando o pão com eles ao fim da jornada; também fez uma refeição na praia junto com seus amigos.

Isso nos mostra, segundo a preciosa lição de Eugene Peterson, que nossa formação espiritual, que tem como fundamento a ressurreição de Cristo, dá-se nas situações corriqueiras do cotidiano: comendo, trabalhando, encontrando amigos. Nessas situações Cristo é formado em nós. É a fé vivida no dia-a-dia.

Que Cristo viva em nós, segundo a Sua Palavra!


...

Mais do mesmo tema (RESSURREIÇÃO):

Ed René Kivitz em:

MORRER ANTES, VIVER DEPOIS (TEXTO)


MORRER ANTES, VIVER DEPOIS (PREGAÇÃO em MP3 para ouvir)
(Click no link salve, e ouça) 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A COLISÃO DE DEUS COM O PECADO | Chambers

"Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados." 
1 Pedro 2.24 

A cruz de Jesus é a revelação do juízo de Deus sobre o pecado. Não podemos jamais tolerar a idéia de martírio associada à cruz de Jesus Cristo. A cruz foi um sublime triunfo, que fez os fundamentos do inferno se abalarem. 

Não há nada mais certo, no tempo ou na eternidade, do que Jesus Cristo fez na cruz: de um momento para outro ele recolocou toda a raça humana num relacionamento correto com Deus. Ele fez da redenção a base da vida humana - abriu o caminho para que todo filho de homem possa entrar em comunhão com Deus. 

A cruz não foi um acaso para Jesus: ele veio propositadamente para ela. Ele é o "Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo" (Ap 13.8). Todo o sentindo da encarnação está na cruz. Cuidemos para não separar o Deus manifestado na carne do filho tornando-se pecado (2 Co 5.21)

A encarnação tinha por objetivo a redenção. Deus se encarnou com o propósito de eliminar o pecado; não como o propósito de auto-realizar-se. A cruz é o centro de tempo e da eternidade, a resposta aos enigmas de ambos. 

A cruz não é a cruz de um homem, mas a cruz de Deus, e a cruz de Deus nunca pode tornar-se experiência humana. A cruz é a demonstração da natureza de Deus, o portal através do qual qualquer indivíduo da raça humana pode entrar em união com Deus. 

Podemos chegar à cruz, mas não podemos transpô-la; nós vivemos a vida para a qual a cruz é o portal. O centro da salvação é a cruz de Jesus, é a razão por que é tão fácil obter a salvação está no alto preço que ela custou a Deus. 

A cruz é o ponto em que Deus e o pecador colidem e o caminho para a vida se abre - mas a colisão se dá (primeiramente) no coração de Deus.

Oswald Chambers - do Devocional TUDO PARA ELE (Dia 06 de Abril)
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domingo, 10 de abril de 2011

Aconteceu na Primeira Páscoa...

"Era noite... o pai entrou com um carneirinho nas costas... tão fofinho! As crianças correram para brincar com ele... a mãe pergunta: "O que é isso? Mais um para alimentar?" "Calma!" responde o homem. Estavam exaustos de trabalhar fabricando tijolos. "É coisa do Moisés... disse que Deus mandou. Depois do que aconteceu por aqui, não vou contestar as ordens dele". A explicação calou a todos. O que aconteceria? Ficariam com o Floquinho? Pois é, ele já tinha até nome, era parte da família. Passaram-se três dias. Floquinho dormia com as crianças e as seguiam por onde iam. Que bom ter um animalzinho por perto enquanto os pais trabalham! Eles sempre voltam tão cansados...agora a casa vive em festa! Mas, na tarde seguinte as crianças choraram: "Onde está o Floquinho? Fugiu?" Estavam tão tristes que não viram o pai pintar os batentes da porta de vermelho "Isso lá é hora de pintar porta, pai? O carneirinho sumiu!" Na hora do jantar, havia carne assada:"Nããão!!! O que fizeram com o Floquinho?". Foi um jantar muito triste. Ainda por cima foram proibidos de sair de casa até amanhecer... e mais triste ainda foi aquela madrugada. Ninguém dormiu por causa dos gritos... os filhos dos patrões de papai e mamãe morreram... aqui ninguém morreu...". O sangue na porta salvou a todos"; explicou o pai. Essa foi a primeira Páscoa (passagem). A morte passou direto e ignorou-os por causa da marca que fizeram.
Achou a história triste? Mas o final é feliz! Jesus fez o mesmo por você: Ele foi morto e a marca do seu sangue em nós é que nos livra da morte. Ao contrário do Floquinho, Jesus, o cordeiro de Deus, venceu a morte e vive para trazer todos para perto de Deus. Ele quer viver em você hoje e deseja ser seu melhor amigo, basta você querer. Você já se preparou para essa páscoa?"
Já dizia o nosso sábio irmão Salomão: "melhor é o fim das coisas do que o seu inicio". Estamos à véspera daquela que deveria ser a maior celebração cristã, a Páscoa. Não é o Natal, o inicio, o nosso maior motivo de alegria, mesmo sabendo que não poderia existir a Páscoa sem ele. Jesus poderia ter vindo a terra (encarnado) e chegado ao Getsêmani e não ter provado o cálice de sofrimento, da renuncia total e da injustiça (que se fez Justiça), Ele poderia ter desistido e isso seria a vitória do inimigo de nossas almas e nossa eterna condenação.

Mas graças a Deus, Ele foi obediente e "obediente até a morte de cruz". Porém a história não acaba aqui, Deus, nosso Pai eterno, o ressuscitou dentre os mortos e o fez SENHOR e CRISTO. Aqui na ressurreição, se inicia o fim da historia que dá significado e propósito a TUDO. A morte e ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é o maior evento da história (humana e eterna) e precisa ser celebrado, comemorado desta Forma.

Deus (antes da fundação do mundo) escolheu redimir sua criação que havia se perdido (se extraviado dizendo não à boa, perfeita e agradável vontade dEle, preferindo a mentira do inimigo), e num momento da nossa história, segundo a Bíblia na `plenitude dos tempos´, Deus envia seu filho com a missão de pregar o Evangelho (Boas-novas, a boa noticia de Deus) que pode ser sintetizado neste relato do evangelho de João 3.16, palavras de Jesus: "Porque Deus amou o mundo de tal (tanto) que deu o filho unigênito (único, igual a Ele) para que todo aquele que nEle crê (confia), não morra mas tenha a Vida eterna (que começa aqui e agora)". "Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E Ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou".

Viver essa vida só é possível através do poder que atuou na Ressurreição. O mesmo poder que operou em Jesus nos está disponível para podermos começar uma nova vida. Vida em que Deus nos adota como filhos seus e passamos a invocá-lo como PAI, um pai amoroso que também é Senhor, Salvador, conselheiro, consolador. Ele é aquele em que "nos movemos, pensamos e existimos".

Como podemos celebrar a Páscoa hoje? Primeiro devemos buscar relembrarmos de toda a história e meditarmos nela. No final de cada Evangelho (Mateus, Marcos, Lucas e João), os primeiros quatro livros do Novo Testamento, nos contam com a visão particular (e complementar) de cada autor, a história da crucificação de Jesus.

Uma boa é ver, se você não assistiu ou assistiu descuidado, depois de ler pelo menos um evangelho, o filme `A PAIXÃO´ de Mel Gibson. Não há exageros ali, o que há realmente é um ato de extremo AMOR por mim e por você. O interessante deste filme é a participação de Mel Gibson, além da idealização e direção, no momento da crucificação no nosso Senhor, a mão que segura o braço de Jesus para o prego ser batido é a dele, algo muito significativo.

A segunda, depois de ler e meditar, é reconhecer que quem crucificou Jesus fomos nós mesmos. Se ali estivéssemos naquela época, poderíamos ser um no meio da multidão gritando, solte Barrabás! e CRUCIFICA-O! ou fazer como os discípulos que fugiram. Não foi só o irmão Pedro que negou a Jesus, porém por todos Jesus orou "Pai perdoem porque não sabem o que fazem". Mas muito mais que isso foram os MEUS pecados que o crucificaram, foi escolha dEle ir para a Cruz pagar o meu preço, a sua dívida, a nossa Redenção.

Somos pecadores porque um dia o nosso `pai´ Adão (e nossa mãe também) resolveu tentar ser autônomo (viver por suas próprias leis), ele não acreditou no que Deus disse que isso seria caminho de morte e destruição. A partir daí o vírus do pecado foi nos passado como por herança, "aquele que comete pecado é escravo do pecado (Jesus)".
Mas o sacrifício perfeito e suficiente de Jesus, quando aceito por nós (como nosso),põe fim a esta maldição "...e conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará ... Eu Sou o Caminho, a Verdade, a Vida". A verdade é uma pessoa! e nEle está a plenitude da vida "... Disse-lhes Jesus: Eu Sou a Ressurreição e a Vida; Quem crê em Mim ainda que esteja morto, viverá! ...Eu vim para que vocês tenham Vida e Vida abundante", Jesus é tudo aquilo de que precisamos!!!

Por fim convoque os seus que você ama, faça como Jesus fez na última Ceia, consagre o Vinho e o Pão a Ele, e reparta entre vocês com um ato de celebração e memória do nosso maior presente, Ele mesmo.
Não se esqueça, Nosso Senhor Jesus Cristo, Aquele que ressuscitou dentre os mortos e vive para todo sempre, prometeu que vai voltar para buscar aqueles que são Seus, aqueles que vivem a vida celebrando a sua vida, morte e ressurreição pela Fé.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

MANTENHA-SE IMPRESSIONADO! - Alexandre Barbosa

Antes de tomar um remédio, você reflete no fato de como é complexa a pesquisa, a fabricação e o transporte do comprimido que está prestes a descer pela sua garganta? Claro que não! Não é necessário considerar estas coisas para que o remédio funcione.

Como nesta ilustração, a igreja muitas vezes caminha sem se dar conta da complexidade do trabalho que esteve envolvido na missão salvadora de Jesus Cristo. Por exemplo: a encarnação, a humilhação, a morte e a ressurreição de Deus. Mas estes fatos precisam nos impressionar todos os dias para que confiemos no Pai.

E é por isso que existe a comemoração da Páscoa cristã, ela nos ajuda a refletir naquilo que não podemos desconhecer ou esquecer. Celebrar esta data ajuda a manter viva a compreensão da relevância da obra de Jesus Cristo, pois era impossível que nós a realizássemos. Ele fez o impossível para que vivêssemos o possível.


O que era complicado, ele descomplicou. Entretanto, quando esquecemos ou desconhecemos a Obra de Cristo, complicamos em nós o que ele já havia simplificado para nós.

Um crente que se esquece ou não crê na Obra de Cristo é um ser que vive inseguro e desorientado. Na sua incredulidade ou ignorância, complica a fé, os relacionamentos, a igreja, a Bíblia, a santificação, a oração, o serviço, a vida cristã, o amor, etc...


A incompreensão ou a incredulidade, quanto a Obra de Cristo, exige uma vida complexa, sofisticada e cara. Porém viver o Evangelho simples de Cristo é o único caminho possível de ser vivido de verdade. Uma vida com decisões difíceis, corajosas e dolorosas, porém é a vida cheia da sobriedade e simplicidade de Cristo.

Mantenha-se impressionado com o preço da sua salvação!


Alexandre Barbosa é pastor da igreja Cristã Nova Vida do Recife

http://www.novavidarecife.com.br/

sábado, 3 de abril de 2010

PÁSCOA: ELE É O MEU ÊXODO E A MINHA ALEGRIA! - Caio Fábio

Na Páscoa verdadeira acontecem duas mortes: a do Cordeiro e daqueles por quem Ele morreu.

Na morte de Jesus eu não escapei da morte, eu morri com Ele, a fim de poder viver com Ele.

Se Jesus morreu, mas eu escapei de morrer com Ele, significa que Ele não morreu por mim...

Entretanto, Jesus morreu por mim independentemente de que eu tenha aceitado morrer com Ele, em Sua morte.

Assim a Graça principia...

Afinal, Cristo Jesus deu a vida por nós, sendo nós ainda alienados Dele por completo.

Todavia, uma vez que eu celebre a Páscoa como morte de Jesus, o Cordeiro, por mim, então, por tal consciência, segundo Paulo, eu devo também me considerar morto para o pecado e vivo para Deus.

É como tudo o mais que seja de Deus!...

Começa sempre unilateral, mas, depois que existe consciência e alguma fé, o que se diz aos discípulos é o seguinte: Você quer perdão..., mais perdão..., perdão sempre... — então, perdoe sempre, até 70 x 7 num único dia!

É por isto que somente os misericordiosos alcançam misericórdia sempre!

Entretanto, em Páscoas de Ovo... — não há lugar para a Cruz, e, muito menos, para se celebrar a nossa própria morte com Jesus.

Ninguém quer morrer...

Todo mundo quer viver, viver e viver.

Mas não há vida em Jesus sem que eu aceite que a morte de Jesus quer ser a minha morte...

Este é o ensino de Paulo o tempo todo, à exaustão.

O convite da Páscoa existencial do Novo Testamento é para que nós nos conformemos com Jesus na Sua morte, a fim de obtermos superior ressurreição.

E mais:

No ensino de Paulo o morrer com Jesus, o aceitar as implicações de Sua morte, trazia como conseqüência a consciência de nossa morte para o viver segundo o capricho, o egoísmo, o “si-mesmo”.

Entretanto, Paulo diz: “Fazei morrer a vossa natureza terrena”... — e a descreve tal natureza como sendo aquilo que mata a alma e o espírito; a saber: maldade, luxuria, inveja, prostituição, amargura, ódio, gritarias e maldade no falar; entre tantas outras coisas.

Assim, a verdadeira Páscoa existencial, segundo o Evangelho, é todo dia; e é algo que a gente faz...

Existe a dimensão do “fazei” no Novo Testamento!

Está Tudo Feito para que, em mim, possa ser feito; e em tal tarefa sou colaborador de Deus, abrindo o ser para que a operação do Espírito não encontre o pior adversário da Graça, que é a nossa própria indisposição de aceitarmos a cura como morte... em Jesus.

Sim! Nossa cura é morrermos; a fim de que possamos provar a outra vida, que não é no além ainda, mas aqui e agora; já.

Hoje, mais do que nunca antes, por imposição do amor de Deus em meu favor na história, sei o que é estar morto enquanto se está vivo...

Ora, digo isto apenas para ilustrar o fato que, quando morremos com Jesus, quando nossa reputação, justiça-própria, glória, honra, e tudo quanto seja importante e elevado entre os homens, acaba para nós, então, aí é que começa a vida.

Com isto não recomendo a ninguém a experiência da busca de uma catástrofe. Apenas digo que é pelo querer, pelo fazer, pela decisão... que se pode, dia a dia, ir fazendo morrer a nossa natureza terrena; na mesma medida em que apenas nos gloriemos em Jesus, na Cruz, na Vida que é; e, assim, vivamos em novidade de vida; não segundo o mundo; não para chocar ninguém; mas apenas para dar o testemunho da nova consciência segundo a fé, que é pura para comer e beber com gratidão, e feliz para testemunhar somente pela alegria da libertação.

Todavia, saiba:

Uma das primeiras manifestações de que de fato morremos com Jesus, é o abdicar de toda importância humana que se contraponha à simplicidade do que seja a Verdade em Jesus.

E mais:

Os mortos já não têm mais divida alguma!

Quem serão os credores que entrarão na morte para cobrar ao morto? Sim! Se o morto morreu em Jesus, na Cruz?

Paulo diz: Aquele que morreu já não tem dívidas!

Assim, fique livre para andar livre; e isto só acontece quando se caminha exclusivamente segundo o Evangelho.

Desse modo, estou ressuscitado com Jesus. E, por causa Dele, a morte já não tem domínio sobre mim.

Todo dia é uma nova vida!

Nele, que é a nossa Páscoa,

Caio


http://www.caiofabio.net/2009/conteudonews.asp?codigo=3

sexta-feira, 2 de abril de 2010

FELIZ PÁSCOA!!!

"Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança". (Daniel 12.13)
Se você soubesse que recebeu uma herança inesperada, num momento de extrema pobreza, você não iria querer abrir o testamento e saber?

"Antes da criação do mundo, Deus já nos havia escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo, a fim de pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dele sem culpa. Por causa do seu amor por nós, Deus já havia resolvido que nos tornaria seus filhos, por meio de Jesus Cristo, pois este era o seu prazer e a sua vontade.. Pois, pela morte de Cristo na cruz, nós somos libertados, isto é, os nossos pecados são perdoados... E Deus pôs em vocês a sua marca de proprietário quando lhes deu o Espírito Santo, que ele havia prometido. O Espírito Santo é a garantia de que receberemos o que Deus prometeu ao seu povo, e isso nos dá a certeza de que Deus dará liberdade completa aos que são seus... Peço que Deus abra a mente de vocês para que vejam a luz dele e conheçam a esperança para a qual ele os chamou. E também para que saibam como são maravilhosas as bênçãos que ele prometeu ao seu povo e como é grande o seu poder que age em nós, os que cremos nele. Esse poder que age em nós é a mesma força poderosa que ele usou quando ressuscitou Cristo e fez com que ele se sentasse ao seu lado direito no mundo celestial. Cristo reina sobre todos os governos celestiais, autoridades, forças e poderes. Ele tem um título que está acima de todos os títulos das autoridades que existem neste mundo e no mundo que há de vir. Deus colocou todas as coisas debaixo da autoridade de Cristo e deu Cristo à Igreja como o único Senhor de tudo. A Igreja é o corpo de Cristo; ela completa Cristo, o qual completa todas as coisas em todos os lugares" (Efésios cap.1).

Esta herança é uma herança ETERNA, que ninguém pode nos roubar, nem nós mesmos podemos esgotá-la. A encarnação, a vida, a morte e a ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo é uma dádiva, a maior de todas.

Que neste tempo o Espírito Santo nos traga a memória tudo aquilo nos traz esperança, renove a nossa fé, e que o amor dEle seja derramado em nossos corações.




FELIZ PÁSCOA!!!

BM

quinta-feira, 18 de março de 2010

MORRER ANTES, VIVER DEPOIS por Ed René Kivitz

“A ressurreição de Cristo é o acontecimento mais decisivo e significativo da história, pois nenhum outro terá jamais tanta importância”.
Urs von Balthasar
Cristo é chefe de fila na ressurreição dos mortos”.
Lucien Cerfaux

A Páscoa cristã celebra o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Na Páscoa cristã o sangue dos animais sacrificados para remissão de pecados é substituído pelo corpo e sangue de Jesus Cristo, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, imolado de uma vez para sempre, sacrifício que repercute por toda a eternidade: desde antes da fundação do mundo o sangue de Jesus era conhecido, afirmam os apóstolos. Como já foi dito, para que Deus pronunciasse "haja luz", foi necessário que antes tivesse pronunciado "haja cruz". Somente o sacrifício de Jesus Cristo dá sustentação a um mundo que, não obstante sua maldade, permanece alvo da misericórdia e graça de Deus.

Sendo verdade que a morte de Jesus Cristo possibilita a existência, sua ressurreição dá sentido a ela. Na ressurreição de Jesus Cristo há a inversão da polaridade da vida. O paradigma "viver antes, morrer depois", em Jesus Cristo é substituído por "morrer antes, viver depois". A real densidade da vida é aquela que Jesus Cristo conquista em sua ressurreição. O ressuscitado tem uma vida que não morre mais. A vida em sua plenitude exige a morte; somente depois de morrer é possível viver verdadeiramente.


Quem vive preso ao paradigma antigo: "viver antes, morrer depois", está preso a uma qualidade de vida finita, contida nos limites da mortalidade. Por mais que se esforce para superar o drama da morte, estará sempre combatendo um inimigo com quem não se pode negociar. Tentará superar sua finitude com as coisas efêmeras da existência: o retardamento do envelhecimento, a entrega insaciável ao prazer, conforto e bem estar, ou será vítima do encharcamento da náusea e do desespero. A morte estará sempre à espreita, revestindo de transitoriedade tudo aquilo a que o iludido tenta se apegar para vencer sua condição mortal.


Aquele que vive sob o novo paradigma da ressurreição: "morrer antes, viver depois", encontra e desfruta a verdadeira e real dimensão da vida. Não pode ser ferido pela morte, pois já morreu e ressuscitou. Na linguagem de Jesus, "passou da morte para a vida", isto é, já não vive mais aprisionado pelo medo da morte e não teme a carência de coisa alguma, pois já experimenta o que não se pode perder. É capaz de desfrutar sem possuir, fruir o efêmero e caminhar sereno pela sexta-feira da paixão, pois seguro está na promessa e na esperança do domingo da ressurreição.


Seguir a Jesus Cristo é colocar os pés na rota da vida eterna. Vida com qualidade divina, que não se esgota nos limites do corpo mortal, mas se plenifica no corpo da ressurreição, quando o mortal se reveste de imortalidade e o corruptível de incorruptibilidade. A vida eterna é mais do que vida para sempre e sua realidade diz respeito a algo mais do que tempo de existência. Não importa tanto quanto tempo vou viver, mas que tipo de vida anima meu ser. Quem acredita que a vida é o que se tem até que a morte chegue, concentrará todos os seus esforços e energias em conquistar o melhor possível aqui e agora. Quem sabe que a plenitude da vida está para além do túmulo, que fica vazio na ressurreição, saberá viver aqui e agora além dos limites do morrer, terá a verdadeira vida desde já, pois Jesus Cristo prometeu: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente".
Ed René Kivitz


MORRER ANTES, VIVER DEPOIS em MP3 para ouvir
(Click no link salve, e ouça)