"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
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sábado, 26 de abril de 2014

EU SOU CRISTÃO! por Carol Wimmer

Quando eu digo “eu sou cristão”,
Não estou gazeteando “eu tenho uma vida exemplar”. 
Eu estou cochichando “eu estava perdido, 
fui achado e fui perdoado”.

Quando eu digo “eu sou cristão”
Não falo disso com orgulho pessoal
Eu estou confessando que sou falho
E, por isso, preciso de Cristo para ser meu guia

Quando eu digo “eu sou cristão”
Eu não estou dizendo que sou forte
Estou confessando que sou fraco e preciso 
da força dEle para seguir

Quando eu digo “eu sou cristão”
Eu não estou falando de sucesso
Estou admitindo que tenho fracassado 
e preciso de Deus para limpar minha sujeira

Quando eu digo “eu sou cristão”
Eu não estou dizendo que sou perfeito 
minhas falhas são demasiadamente visíveis 
mas que no seu amor Deus crê que eu valho a pena

Quando eu digo “eu sou cristão”
Eu ainda tenho problemas.
Eu tenho minhas dores de cabeça
Por isso invoco o seu Nome de poder. 

Quando eu digo “eu sou cristão”
Eu não sou mais santo que você.
Sou apenas um pecador que foi salvo
Que de alguma maneira recebeu a graça divina.

"Tu és o Deus das alvoradas, o Deus das vigílias noturnas, o Deus dos picos das montanhas e o Deus das profundezas dos mares; mas, Deus meu, minha alma tem horizontes mais vastos do que as alvoradas, as trevas mais densas do que as noites da terra, picos mais altos que qualquer montanha, profundezas maiores que qualquer mar. Tu, que és o Deus de tudo isso, sê o meu Deus. Não posso atingir as alturas nem as profundidades; há motivações que não consigo desvendar, sonhos que não posso alcançar — meu Deus, sonda-me".(Oswald Chambers -Salmo 139)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A COLISÃO DE DEUS COM O PECADO | Chambers

"Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados." 
1 Pedro 2.24 

A cruz de Jesus é a revelação do juízo de Deus sobre o pecado. Não podemos jamais tolerar a idéia de martírio associada à cruz de Jesus Cristo. A cruz foi um sublime triunfo, que fez os fundamentos do inferno se abalarem. 

Não há nada mais certo, no tempo ou na eternidade, do que Jesus Cristo fez na cruz: de um momento para outro ele recolocou toda a raça humana num relacionamento correto com Deus. Ele fez da redenção a base da vida humana - abriu o caminho para que todo filho de homem possa entrar em comunhão com Deus. 

A cruz não foi um acaso para Jesus: ele veio propositadamente para ela. Ele é o "Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo" (Ap 13.8). Todo o sentindo da encarnação está na cruz. Cuidemos para não separar o Deus manifestado na carne do filho tornando-se pecado (2 Co 5.21)

A encarnação tinha por objetivo a redenção. Deus se encarnou com o propósito de eliminar o pecado; não como o propósito de auto-realizar-se. A cruz é o centro de tempo e da eternidade, a resposta aos enigmas de ambos. 

A cruz não é a cruz de um homem, mas a cruz de Deus, e a cruz de Deus nunca pode tornar-se experiência humana. A cruz é a demonstração da natureza de Deus, o portal através do qual qualquer indivíduo da raça humana pode entrar em união com Deus. 

Podemos chegar à cruz, mas não podemos transpô-la; nós vivemos a vida para a qual a cruz é o portal. O centro da salvação é a cruz de Jesus, é a razão por que é tão fácil obter a salvação está no alto preço que ela custou a Deus. 

A cruz é o ponto em que Deus e o pecador colidem e o caminho para a vida se abre - mas a colisão se dá (primeiramente) no coração de Deus.

Oswald Chambers - do Devocional TUDO PARA ELE (Dia 06 de Abril)
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sexta-feira, 1 de julho de 2011

SUPERFICIAL E PROFUNDO por Oswald Chambers

"As pessoas precisam com mais freqüência ser lembradas do que instruídas"
Dr. Johnson

Tudo que é postado aqui passa pelo crivo que Deus falou comigo, mas esse especialmente calou fundo. Este é um dos textos que eu preciso revisitar sempre. Paula, minha auxiliadora, diz que eu preciso sor-rir mais, ser menos 'sério', ela está certa, a vida acontece nas entrelinhas.

BM
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Não se deixe levar pela ideia de que as coisas superficiais da vida não têm nada haver com Deus; elas são de Deus tanto quanto as coisas profundas e enraizadas. Não é a sua dedicação a Deus que o leva a não querer ser superficial, e, sim o desejo de impressionar os outros com o fato de que você não é superficial - sinal evidente de que você é presunçoso. Cuidado para não cultivar desprezo pelos outros, produto dessa presunção, e que faz com que você ostente a sua "profundidade" para mostrar aos outros o quanto eles são superficiais. Evite bancar a pessoa profunda; Deus se fez nenê.

Ser superficial não significa ser mau, nem indica a inexistência de profundidade na vida; o oceano tem as suas praias. Os prazeres superficiais da vida: comer e beber, passear e conversar, são todos determinados por Deus. São coisas que Jesus fazia, e as fazia como Filho de Deus, e ele disse que "o discípulo não está acima do seu Mestre", Mateus 10:24.

A nossa salvaguarda está em fazer as coisas superficiais. Temos que viver no meio delas de forma sensata e perspicaz. Deus nos dará as coisas mais profundas, além das superficiais. Nunca exponha as profundezas a ninguém, a não ser a Deus. Às vezes, somos tão sérios, tão excessivamente zelosos com a nossa "imagem", que nos recusamos a comportar-nos como cristãos (de carne e osso) nas coisas corriqueiras da vida.

Tome a firme decisão de não levar ninguém a sério, a não ser Deus; e a primeira pessoa de quem você terá de saber descartar-se - por ser o maior embusteiro e maior fraude que já conheceu - será você mesmo.

Oswald Chambers do Devocional TUDO PARA ELE dia 22 de Novembro.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

QUE É QUE VOCÊ ACHA DISSO? Oswald Chambers

Ninguém tem maior amor do que este: de dar a própria vida em favor dos seus amigos... mas tenho vos chamado amigos”.(Jo 15.13-15)

Jesus não nos pede que morramos por ele, mas, que demos a vida para ele. Pedro disse: "Por ti darei a própria vida" e disse para valer; seu sentido de heroísmo era magnífico. Ai de nós se formos incapazes de fazer uma declaração como a que Pedro fez aqui ao Senhor. Só se percebe o senso de dever através do senso de heroísmo.

Alguma vez o Senhor lhe perguntou: "Darás a tua vida por mim?" É muito mais fácil morrer do que dar a vida, diariamente, com a convicção de um chamado divino. Não fomos feitos para os momentos de glória, mas, temos que caminhar à luz deles em toda a nossa vida diária. Houve um único momento de glória na vida de Jesus no Monte da Transfiguração; depois, ele esvaziou-se pela segunda vez da sua glória e desceu para se encontrar com o demônio no vale (Mc 9.1-29). Durante trinta e três anos Jesus deu sua vida para fazer a vontade do Pai; e João diz: "Devemos dar nossa vida pelos irmãos" (1 Jo 3:16), embora fazer isso seja contrário à própria natureza humana.

Se sou amigo de Jesus, tenho que dar minha vida por ele, com responsabilidade e deliberação. Isso é difícil, mas, graças a Deus que é difícil. A salvação é fácil porque custou muito para Deus, mas, a manifestação dela em minha vida é difícil. Deus salva uma pessoa, unge-a com o Espírito Santo e depois lhe diz: "Agora desenvolva a sua salvação; seja leal a mim, mesmo embora a influência de tudo que o cerca o induza a ser desleal". "Tenho vos chamado amigos". Permaneça leal ao seu amigo, e lembre-se de que a honra dele está empenhada e penhorada em sua vida terrena.

TUDO PARA ELE, 16 DE JUNHO

terça-feira, 27 de julho de 2010

O QUE SIGNIFICA ACEITAR A CRISTO - Tozer e Chambers

Eu não sei quem me despertou do sono, e me alertou do grande perigo, eu não consigo me lembrar onde ouvi o galo cantar ou qual cantou primeiro, o que eu sei é que este assunto é pouco discutido hoje em dia. Quando ouço algum pregador fazendo um "apelo" nesses termos (aceite a Jesus, Ele quer morar no seu coração - Jesus morreu por você e Ele só quer o seu coração - não viva sem Cristo, mas principalmente não morra sem Ele), me preocupo bastante sobre que tipo de Evangelho é este que está sendo anunciado, me dá até um arrepio.

Para alguns pode ser somente questão de terminologia, mas para mim é, como diz os autores, "aceitar a Cristo" é algo que não faz parte do 'espírito evangélico' contido nas Escrituras. Nem Cristo nem os Apóstolos falaram nestes termos, isso parece uma 'açucarização' do Evangelho, algo bastante perigoso. Você já ouviu falar de remédio eficiente sem ser amargo?

Os apelos neotestamentarios eram do tipo:
"arrenpendei-vos pois é chegado o Reino dos céus." (Mt 3.2);

"...Mas se não se arrenpenderem, todos vocês pereceram." (Lc 13.5);

"Depois Jesus foi pelas cidades e povoados e ensinava, prosseguindo em direção a Jerusalém. Alguém lhe perguntou: Senhor, serão poucos os salvos? Ele lhes disse: Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Quando o dono da casa se levantar e fechar a porta, vocês ficarão do lado de fora, batendo e pedindo: Senhor, abre-nos a porta. Ele, porém, responderá:‘Não os conheço, nem sei de onde são vocês. Então vocês dirão: Comemos e bebemos contigo, e ensinaste em nossas ruas. Mas ele responderá: Não os conheço, nem sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, todos vocês, que praticam o mal!" (Lc 13.22-27);

"Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo". (Lc 14.26,27);

"Pedro respondeu: Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para que os seus pecados sejam perdoados, e vocês receberão de Deus o Espírito Santo". (At 2.38)

É disso que os dois, Tozer e Chambers, vão falar. Para mim é mais uma questão de vida ou morte. Um remédio pode ser inócuo ou se tornar um veneno dependendo da dose, no caso do Evangelho de Jesus Cristo não existe perigo de superdosagem...

BM

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O Ministério dos Despercebidos por Oswald Chambers
"Bem-aventurados os humildes de espírito." - Mateus 5.3

O Novo Testamento destaca virtudes que, pelos nossos padrões, não são lá muito importantes. "Bem-aventurados os humildes de espírito", literalmente - "bem-aventurados os indigentes" - algo excessivamente comum para ser levado em conta! As pregações que se ouvem hoje procuram enfatizar a força de vontade, a beleza do caráter da pessoa - coisas que são facilmente notadas por todos. A frase que tantas vezes ouvimos - "Aceitar a Jesus" - dá ênfase a uma postura que o Senhor nunca propôs e na qual nunca confiaria. Ele nunca nos pede para aceitá-lo, mas para nos rendermos a Ele - o que é muito diferente. O reino de Jesus Cristo tem como base a beleza natural daquelas coisas simples. Sou bem-aventurado é na minha pobreza. Se sei que não tenho força de vontade, nem nobreza de disposição, então Jesus diz: "Bem-aventurado és tu", porque é através dessa pobreza que entro no Reino dEle. Não posso entrar nele como pessoa boa, só posso entrar como um indigente.

A verdadeira natureza da beleza interior que testifica de Deus é aquela que se torna sempre um fator inconsciente. Uma influência consciente é pedante e anticristã. Se eu disser: "Será que sirvo para alguma coisa", perco imediatamente toda a beleza que vem do toque proveniente do Senhor. "Quem crer em mim... do seu interior fluirão rios de água viva", João 7:38. Se eu fico a analisar esses rios são, perco o toque do Senhor.

Quais são as pessoas que mais nos têm influenciado? Não são as que pensavam fazê-lo, mas as que não tinham a mínima noção de que estavam nos influenciando. Na vida cristã, a realidade implícita nunca é consciente; se é consciente, deixa de ter aquela beleza simples que é característica do toque de Jesus. Sabemos quando é Jesus que está operando, porque Ele produz nas coisas comuns algo que é inspirador.

Oswald Chambers (do devocional TUDO PARA ELE dia 21 de agosto).
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O Que Significa Aceitar Cristo por A W Tozer

Poucas coisas, felizmente poucas, são assuntos de vida e morte, tal como uma bússola para uma viagem marítima ou um guia para uma viagem através do deserto. Ignorar coisas assim vitais não é só lançar sortes ou correr um risco, mas puro suicídio; ou seja, estar certo ou morto.

Nosso relacionamento com Cristo é uma questão de vida ou morte, e num plano muito superior. O homem que conhece a bíblia sabe que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores e que os homens são salvos apenas por Ele sem qualquer influência por parte de quaisquer obras meritórias deles.

Tal coisa é verdadeira e sabida, mas a morte e ressurreição de Cristo evidentemente não salvam todos de maneira automática. Como um indivíduo entra numa relação salvadora com Cristo? Sabemos que alguns fazem isso, mas é óbvio que outros não alcançam esse plano. Como é coberto o abismo entre a redenção provida objetivamente e a salvação recebida subjetivamente? Como o que cristo fez por mim opera em meu interior? Para a pergunta: “O que devo fazer para ser salvo?” devemos aprender a resposta correta. Falhar neste ponto não envolve apenas arriscar nossas almas, mas garantir o exílio eterno da face de Deus. É aqui que devemos estar certos ou perder-nos para sempre.
Os cristãos “evangelicais” fornecem três respostas a esta pergunta ansiosa: “Creia no Senhor Jesus Cristo”, “Receba Cristo como seu Salvador pessoal” e “Aceite Cristo”. Duas delas são extraídas quase literalmente das Escrituras (At 16:31; Jo 1:12), enquanto a terceira é uma espécie de paráfrase, resumindo as outras duas. Não se trata então de três, mas de uma só.

Por sermos espiritualmente preguiçosos, tendemos a gravitar na direção mais fácil a fim de esclarecer nossas questões religiosas, tanto para nós mesmo quanto para os outros; assim sendo, a fórmula “aceite Cristo” tornou-se uma panacéia de aplicação universal, e acredito tem sido fatal para muitos. Embora um penitente ocasional responsável possa encontrar nela toda instrução de que precisa para ter um contato vivo com Cristo, temo que muitos façam uso dela como um atalho para a terra prometida, apenas para descobrir que ela o levou em vez disso a “uma terra de escuridão, tão negra quanto as próprias trevas; e da sombra da morte, sem qualquer ordem, e onde a luz é como a treva”.

A dificuldade está em que a atitude “Aceite Cristo” está provavelmente errada. Ela mostra Cristo suplicando a nós, em lugar de nós a Ele. Ela faz com que fique de pé, com o chapéu na mão, aguardando o nosso o veredicto a respeito dEle, em vez de nos ajoelharmos com os corações contritos esperando que Ele nos julgue. Ela pode até permitir que aceitemos a Cristo mediante um impulso mental ou emocional, sem qualquer dor, sem prejuízo de nosso ego e nenhuma inconveniência ao nosso estilo de vida normal.

Para esta maneira eficaz de tratar um assunto vital, podemos imaginar alguns paralelos; como se, por exemplo, Israel tivesse “aceito” no Egito o sangue da páscoa , mas continuasse vivendo em cativeiro, ou o filho pródigo “aceitasse” o perdão do pai e continuasse entre os porcos no país distante. Não fica claro que se aceitar Cristo deve significar algo, é preciso que haja uma ação moral em harmonia com essa atitude?

Ao permitir que a expressão “Aceite Cristo” represente um esforço sincero para dizer em poucas palavras o que não poderia ser dito tão bem de outra forma, vejamos então o que queremos ou devemos indicar ao fazer uso dessa frase.

Aceitar Cristo e dar ensejo a uma ligeira ligação com a pessoa de nosso Senhor Jesus absolutamente única na experiência humana. Essa ligação é intelectual,volitiva e emocional. O crente acha-se intelectualmente convencido de que Jesus é tanto Senhor como Cristo; ele decidiu segui-lo a qualquer custo e seu coração logo está gozando da singular doçura de sua companhia.

Esta ligação é total, no sentido de que aceita alegremente Cristo por tudo que Ele é. Não existe qualquer divisão covarde de posições, reconhecendo-o como salvador hoje e aguardando até amanhã para decidir quanto à sua soberania. O verdadeiro crente confessa Cristo como o seu Tudo em Todos sem reservas. Ele inclui tudo de si mesmo, sem que qualquer parte de seu ser fique insensível diante da transação revolucionária.

Além disso, sua ligação com Cristo é toda-exclusiva. O senhor torna-se para ele a atração única e exclusiva para sempre, e não apenas um entre vários interesses rivais. Ele segue a órbita de Cristo como a Terra a do Sol, mantido em servidão pelo magnetismo do seu afeto, extraindo dEle toda a sua vida,luz e calor. Nesta feliz condição são-lhe concedidos novos interesses, mas todos eles determinados pela sua relação com o Senhor.

O fato de aceitarmos a Cristo desta maneira todo-inclusiva e todo-exclusiva é um imperativo divino. A fé salta para Deus neste ponto mediante a Pessoa e a obra de Cristo, mas jamais separa a obra da Pessoa. Ele crê no Senhor Jesus Cristo, o Cristo abrangente, sem modificação ou reserva, e recebe e goza assim tudo o que Ele fez na sua obra de, tudo o que está fazendo agora no céu a favor dos seus, e tudo que opera neles e através deles.

Aceitar Cristo é conhecer os significado das palavras: “pois, segundo ele é, nós somos neste mundo” (1 joão 4:17). Nós aceitamos os amigos dele como nossos, seus inimigos com inimigos nossos, seus caminhos como os nossos, sua rejeição como a nossa rejeição, sua cruz como a nossa cruz, sua vida como a nossa vida e seu futuro como o nosso.

Se é isto que queremos dizer quando aconselhamos alguém a aceitar a cristo, será melhor explicar isso a ele, pois é possível que se envolva em profundas dificuldades espirituais caso não explanarmos o assunto.

sábado, 3 de julho de 2010

TUDO PARA ELE - Oswald Chambers

Impaciência...Um dos Grandes “Nãos” de Deus“Não te impacientes; certamente isso acabará mal”.(Salmo 37.8)
Impacientar-se significa tornar-se maltrapilho, mental ou espiritualmente. Uma coisa é dizer: "Não te impacientes"; mas ter uma disposição que o capacite a ser naturalmente paciente é outra coisa. Parece muito fácil falar e dizer "descansa no Senhor e espera nele", Salmo 37.7, enquanto o ninho não for revirado e quando não estamos vivendo, como tantos estão, em tumulto e angústia; mas em tais condições de tumulto será possível descansar no Senhor? Se esse "não" em "não te impacientes" não funcionar ali, não funcionará em lugar nenhum. Esse "não", deve funcionar tanto nos dias tumultuosos quanto nos dias de paz e calmaria, senão nunca funcionará de jeito nenhum. E se não funcionar no seu caso particular, não funcionará no caso ninguém mais. Descansar no Senhor não depende, em absoluto, das circunstâncias externas, mas, do nosso relacionamento com o próprio Deus.
A inquietação sempre termina em pecado. Pensamos que um pouco de ansiedade e preocupação é indício de que somos de fato sensatos; pois é muito mais indício de que somos de fato pecadores. A impaciência brota da determinação de fazermos aquilo que queremos. O Senhor Jesus nunca se preocupava e nunca se mostrava ansioso, porque não estava aqui para concretizar suas próprias idéias; estava aqui para pôr em prática a vontade de Deus-Pai. Se você é filho de Deus, a impaciência é pecado.

Será que você tem estado alimentando sua alma com a idéia de que sua situação é grave demais para esperar em Deus?
Ponha de lado todas as "suposições" e "habite na sombra do Onipotente", Salmo 91.1.

Diga firmemente a Deus que você não mais se impacientará com qualquer situação. Toda a nossa impaciência e preocupação são conseqüência de fazermos planos sem levar Deus em conta (leia Romanos 12.1,2).
TUDO PARA ELE - 4 De Julho - Oswald Chambers

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A QUAQUER COISA? Chambers


"Se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus." João 3.3
As vezes estamos dispostos a participar de uma reunião de oração, mas será que temos a mesma disponibilidade interior para uma tarefa simples como engraxar botas?
Nascer de novo, do Espírito, é obra inconfundível de Deus, tão misteriosa quanto o vento, tão surpreendente quanto o próprio Deus. Não sabemos onde começa; está oculta nas profundezas de nossa vida pessoal. Nascer do alto é um eterno, perene e perpétuo reinício; é um renovar-se o tempo inteiro, no pensar, no falar e no viver; uma contínua surpresa da vida de Deus. A insipidez é indício de que algo está em desarticulação com Deus: "Tenho que fazer isto, senão nunca será feito". Esse é o primeiro indício de insipidez. Temos vida nova neste momento ou estamos "mofados", rebuscando na nossa mente algo para fazer? A vida nova não vem da obediência, mas do Espírito Santo; a obediência mantém-nos na luz como Deus está na luz.
Preserve ciosamente seu relacionamento com Deus. Jesus disse o seguinte: "... para que sejam um como nós somos um" – nada os separava. Mantenha toda a vida permanentemente aberta a Jesus Cristo; não use de dissimulação com Ele. Por acaso está buscando receber vida de alguma outra fonte que não o próprio Deus? Se estiver dependendo de outra coisa que não Ele, nem perceberá sua falta, se e quando Ele se retirar.
Nascer do Espírito significa muito mais do que geralmente supomos. Dá-nos uma nova visão e mantém-nos totalmente dispostos a tudo, mediante um inesgotável suprimento de vida de Deus. 
(Oswald Chambers - Tudo para Ele - 20 de Janeiro)