"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
Mostrando postagens com marcador Crianças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crianças. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de dezembro de 2024

NÃO CRIE FILHOS; CRIE PAIS E MÂES


Pais não criem:

Pródigos
Herdeiros
Nem filhos

Criem:
Pais e mães

Criando pródigos você faz do seu filho um consumidor materialista, individualista e egoísta. A vida dele consiste em buscar prazer e desfrutar de tudo destruindo até a árvore que dá o fruto. Ele vai comer a galinha e a vaca, ficando sem o azeite, a uva, e o pão, sem o ovo, e sem o leite; ele nunca terá um bezerro cevado para se alegrar verdadeiramente - no futuro próximo ele ficará só  querendo comer as alfarrobas. Aqui, Há uma grande oportunidade de ele cair em si e voltar pra casa do Pai e querer ser como Ele é.

Criando herdeiros você trata seu filho como empregado, ou ele se vê dessa forma. Ele vive na expectativa de um dia herdar a sua fortuna e gozar a vida gastando até o último centavo aquilo que era seu de direito. Ele não adquirirá a capacidade, nem a motivação de criar algo novo, fará a manutenção do status quo, ate o momento de possuir tudo.  E por causa da amargura não poderá gozar nem das riquezas, nem da companhia dos seus irmãos. Filhos herdeiros tem pouca chances de mudar,  pessoas assim perpetuarão a mentalidade de empregados ou servos, não de filhos.

Criando filhos deveria ser a forma mais comum, antigamente era. Há um pai e uma mãe presentes, ou um deles de forma atuante. Há mesa, há cuidado, e há educação além da "educação escolar". Os pais vivem para família e para o trabalho, eles se dividem entre ganhar e gastar; com eles mesmos, e com os filhos. Eles não estão tão preocupados em guardar dinheiro para deixar um futuro garantido, mas nos vinte e poucos anos que eles têm de convívio querem deixar memórias alegres e passar adiante valores morais.

O sonho desses pais é gozarem mais a vida quando os netos chegarem. Estes pais colocam uma carga pesada e uma alta expectativa que seus filhos retribuirão todo o investimento de uma vida dedicada a eles. Há um risco grande de frustração para todos!

Criando filhos para serem pais e mães que criam pais e mães: primeiro não existe possibilidade nenhuma de algo assim ser sonhado, muito menos  colocado em prática se Deus não for amado como Jesus O revelou: o Pai nosso! Nosso Abba é o modelo. 

Jesus em Lucas 15 conta a história do filho que saiu e do filho que ficou, mas a ênfase desse enredo está no Pai que ama de verdade sem medidas, e sem esperar nada em troca (1 Coríntios 13). 

A criação de filhos precisa ser intencional; esses filhos que nós geramos precisam ser adotados por nós. Eles são de Deus, e para darem frutos que permanecem precisamos entender que os criamos para a eternidade, não para nós mesmos, nem para este mundo que vai passar. 

O Evangelho precisa ser pregado e vivido. Dia após dia. A graça de Deus nos livrará de nós mesmos, dos nossos maiores medos, nos dará confiança da Presença de Deus em tudo. Até as nossas falhas e pecados serão usados para mostrar a graça, a misericórdia e o perdão. Ninguém se verá como perfeito, mas como dependentes do amor do Pai e tendo a graça de Jesus Cristo como modelo e destino (Efésios 4). 

O resultado de uma família que ama a Deus verdadeiramente será de gerações de bem-aventurados. E se por acaso alguns deles não derem frutos próprios, o Senhor os fará pais e mães de muitos órfãos, aliás todos serão pais e mães de muitos órfãos.

BM

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

JESUS, O DEUS MENINO por Ed René Kivitz

"Todo menino quer ser homem.

Todo homem quer ser rei.


Todo rei quer ser Deus.

Só Deus quis ser menino".


Essas palavras de Leonardo Boff ganharam meu coração nesse Natal. Imediatamente lembrei o que a Bíblia diz sobre Jesus menino:

"Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz". Isaías 9.6

"O lobo viverá com o cordeiro, o leopardo se deitará com o bode, o bezerro, o leão e o novilho gordo pastarão juntos; e uma criança os guiará". Isaías 11.6

"Mas quando os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei viram as coisas maravilhosas que Jesus fazia e as crianças gritando no templo: "Hosana ao Filho de Davi", ficaram indignados, e lhe perguntaram: "Não estás ouvindo o que estas crianças estão dizendo? " Respondeu Jesus: "Sim, vocês nunca leram: ‘dos lábios das crianças e dos recém-nascidos suscitaste louvor'?" Mateus 21.15,16, citando o Salmo 8.2

"Naquele momento os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos céus? " Chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: "Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus". Mateus 18.1-4

"O povo também estava trazendo criancinhas para que Jesus tocasse nelas. Ao verem isto, os discípulos repreendiam os que as tinham trazido. Mas Jesus chamou a si as crianças e disse: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele". Lucas 18.15-17

Ouvi  Jesus  convidando: “Torne-se menino. Eu fui menino”.

Perguntei: Por que a criança é o paradigma daquele que enxerga, discerne, experimenta e participa do reino de Deus?

Os estudiosos da Bíblia sugerem duas possibilidades. A primeira é que as crianças representam as virtudes que Deus espera ver nos adultos, como pureza, simplicidade, ingenuidade. Mas não é menos verdadeiro que essas são mais propriamente características que devem ser deixadas para trás do que virtudes que devem ser desenvolvidas. Paulo, apóstolo, diz que “não devemos ser como meninos imaturos” (Efésios 4.11-16), e que a vida adulta exige o desapego das coisas de menino (I Coríntios 13.11). Jesus também ensinou que ingênuos não sobrevivem no meio de lobos, e por isso devemos ser “simples como a pomba e prudentes como a serpente” (Mateus 10.16). Quanto à pureza das crianças, convenhamos, todas elas sabem ser egocêntricas e são naturalmente manipuladoras e agressivas quando se trata de fazer valer suas vontades. Você pode dizer que aprendem com os adultos, mas aprendem rápido, de modo que atribuir grandeza moral às crianças é sim ingenuidade. Virtude exige maturidade, disciplina, esforço, sofrimento – crescemos porque padecemos.

Outra possibilidade de interpretação para o fato de ser a criança o modelo para quem deseja viver no reino de Deus é que ela simboliza os pequeninos. “Deixai vir a mim os pequeninos” significaria “não impeçam que os que sofrem se acheguem a mim”. Jesus ensinou que os que têm fome, sede, estão doentes e injustamente encarcerados são os pequeninos a quem servimos sem saber que agimos em favor do próprio Cristo (Mateus 25.40). Mas também é verdade que Jesus não foi menino no sentido de ser vítima das circunstâncias e das contingências. Jesus padeceu voluntariamente, com lucidez, ciente do propósito de seu sofrimento, que enfrentou com singular coragem e grandeza de espírito.

O contraste entre homem, rei, Deus e menino perdurou no meu coração e minhas perguntas não foram respondidas pelos estudiosos da Bíblia. Mergulhei no silêncio e esperei que a Palavra viva encontrasse o caminho do meu coração e respondesse minhas perguntas: Por que devo ser menino? o que significa se fazer menino? de que maneira Deus foi menino?

Duas verdades explodiram dentro de mim. A primeira, a respeito da condição da criança. A segunda, a respeito da qualidade de relação própria da criança.

Imaginei uma conversa entre as Pessoas da Santíssima Trindade ocorrida na eternidade. Jesus olha para o Pai e diz: “Eu me esvazio, abro mão das minhas prerrogativas divinas, e mergulho na mais vulnerável condição humana. Vou ao ventre de uma mulher. Vou ao colo e ao seio de Maria. Aceito me fazer menino”.

O ato voluntário de Jesus implica a disposição de colocar-se sob o cuidado alheio. Uma criança, ou recebe cuidado, ou morre. Dos recém nascidos, o ser humano é o que exige maiores e complexos cuidados, e por mais tempo. Ser criança é ser vulnerável. Ser menino é ser dependente do pai, da mãe e tantos outros cuidadores. O ato de Jesus implica dizer ao Pai: “Eu me entrego absolutamente aos teus cuidados. Abandono-me em tuas mãos. Fico à tua disposição. Inteiramente dependente do teu amor. Completamente à mercê do teu caráter justo e bom”.

Lembrei de quantas vezes ao longo desse ano me percebi como criança encolhida em posição fetal, acolhida na palma da mão de Deus, minha manjedoura. Não me acovardei, não fugi da vida, não abri mão das minhas responsabilidades, não deixei de encarar o ônus que o sagrado direito de viver impõe. Apenas admiti minha finitude, minha impotência, minha incapacidade e meus limites diante das cruéis e sublimes dimensões da existência. As injustiças das sociedades humanas marcadas pela destruição e ganância, e a maravilha do universo em expansão me mostraram meu real tamanho, e me fizeram orar suplicante. O peso da maldade contra mim, a vergonha do mal que me habita, a inconstância dos meus pensamentos e sentimentos, a perplexidade em momentos de confusão e conflitos, a impotência diante dos paradoxos da vida, as demandas dos que me buscam clamando por socorro, me fizeram muitas e muitas vezes correr para as mãos de Deus e me entregar em absoluta dependência, como um menino que se derrama no colo do pai, despido de qualquer vergonha por ser ainda menino.

Sei que sou homem. Sei que sou rei. Sei que o Espírito de Deus habita em mim. Mas sei que sou menino. Não me ofendo quando ouço meu Pai dizer que não sou capaz de sustentar a existência com minhas próprias forças, encarar o mundo com minha própria sabedoria, resolver a vida com minha pretensa onipotência. O estado de criatura, e o sentimento de dependência não me causam revolta. A consciência de ser “homem insuficiente” me coloca de joelhos. Na verdade, me faz correr repetidas vezes para o refúgio seguro dos cuidados do meu Pai Celestial.

Essas imagens trouxeram para mim a lembrança de que assim Jesus nos ensinou a orar: Abba, Abba Pai. Oração é palavra do afeto. Abba é o balbuciar da criança que ainda não aprendeu a falar. Abba é a expressão da criança que sabe quem é seu pai, mas não sabe nada a respeito dele. Abba é a palavra da intimidade supra racional e anterior a qualquer elaboração de raciocínio e valoração. Abba é o impulso da criança que, diante de tantos braços estendidos e faces convidativas, sabe exatamente o colo ao qual deve se entregar. Esse é o meu pai, aqui estou seguro, aqui é o meu lugar, diz a criança que sabe do seu Abba.

Carrego comigo mais perguntas do que respostas, sou como Riobaldo, “quase de nada não sei, mas desconfio de muita coisa”. Mas nada me impede de crer. Sei dos argumentos contra a fé, enxergo as mazelas da religião, conheço cada canto do labirinto da dúvida. Mas nada disso me impede de crer. Minha relação com o Abba prescinde da lógica, pois repousa no afeto. Há muita que desconheço. Mas sei que tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada não me separam do afeto do Abba. Sei que "nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação é capaz de me separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, meu Senhor".

Ouvi Jesus convidando: “Seja menino. Eu fui menino”. E então compreendi o que ele me dizia: “Entregue-se completamente aos cuidados do Abba, e nunca, nunca, nunca, em tempo algum, e por qualquer razão, duvide enquanto Ele sussurra ao seu ouvido: Você é meu filho amado, em quem eu tenho prazer”.

Então respondi em oração.

Eis-me aqui, Abba, disposto a crescer e ser homem à imagem de teu filho Jesus.
Eis-me aqui, Abba, disposto a ser rei, para que tua vontade seja feita na terra como no céu.
Eis-me aqui, Abba, ansioso para participar de tua natureza divina.
Mas, verdadeiramente, eis-me aqui, Abba, menino, completamente entregue ao teu cuidado, vivendo no teu amor.
Eis-me aqui, Abba, o meu coração não é orgulhoso e os meus olhos não são arrogantes. Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim. Acalmei e tranqüilizei a minha alma. Sou como menino recém-amamentado por sua mãe. A minha alma é como essa criança. Somente em Ti está a minha esperança, desde agora e para sempre!

Ed René Kivitz


https://www.facebook.com/edrenekivitz/posts/770162363000925

terça-feira, 12 de março de 2013

A HISTÓRIA DA PÁSCOA

"... E lhe perguntaram: "Não estás ouvindo o que estas crianças estão dizendo? " Respondeu Jesus: "Sim, vocês nunca leram: ‘dos lábios das crianças e dos recém-nascidos suscitaste (perfeito) louvor’? "
Mateus 21.16

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

UM PRESENTE - Meu aniversário de 40 anos


Conheci pessoalmente no final de 2010 o Lugar da Criança, este é um projeto social que funciona como uma creche numa das áreas mais carentes da nossa cidade (o Coque). Foi através da comunidade de fé que participo, que já apoiava este trabalho, mas eu só ficava naquela de apoiar sem conhecer in loco para não me envolver de fato. 

Acontece que no final de 2010 nossa comunidade foi lá fazer um dia de ação social com o anúncio do Evangelho e eu fui. Fiquei primeiramente bastante impressionado com a estrutura física - muito bem feita para um trabalho onde o serviço oferecido era gratuito. Em segunda lugar me impressionou o fato do projeto ser mantido quase na sua totalidade com somente US$ 5000,00 mensais que vinham de doação dos EUA. Em terceiro a falta de apoio da cidade (governo municipal, estado e federação), das igrejas e da sociedade. Eles faziam um trabalho importantíssimo com pouquíssima ajuda! 

A partir dai nasceu no meu coração um amor por aquele trabalho e uma dor/culpa por fazer tão pouco. Como eu poderia participar deste intento, trazer para mais de 100 crianças um futuro digno e esperançoso?
Bom, no segundo semestre de 2011 o Novo Jeito (www.novojeito.com e http://www.novojeito.com/2012/acoes/), o qual eu faço parte, estava procurando fazer uma campanha de Natal que saísse da mesmice, isto é, deixar de lado um ação assistencialista que mata a fome de alguns por muito pouco tempo e não transforma a realidade de ninguém, e que de fato só aplacava a nossa dor de consciência. Por isso queríamos uma ação que durasse o ano inteiro, onde além de recursos nos envolveríamos com nosso tempo, trabalho, e dedicação e amor.

Após conhecermos vários projetos que trabalhavam com idosos, profissionalização, jovens e adolescentes, escolhemos realizar a nossa ação no Lugar da Criança e lançamos a campanha NATAL 365 DIAS. Durante todo o ano de 2012 conseguimos levar esporte, música e informática para as crianças que não tinham acesso. Além disso pudemos mostrar à cidade que existe um trabalho sério e que crianças estavam sendo cuidadas, alimentadas no corpo e na alma sendo apresentadas ao Evangelho, e agora com a nossa parceria poderiam voltar a sonhar com um emprego digno, ou em ser um atleta, músico ou muito mais, ao invés de estarem nas ruas correndo toda sorte de riscos.

Se eu for falar de tudo que está acontecendo vou acabar deixando este texto ainda mais cansativo... o que eu quero pedir a você é que você se dê a oportunidade de conhecer este projeto que chamamos de LUGAR DOS SONHOS, e que conhecendo faça parte desta corrente do bem. As CRIANÇAS do Lugar da Criança precisam de padrinhos que doem pelo menos R$ 25,00 mensais e muito mais do que o dinheiro, também interajam com elas por carta, relatórios de atividades e andamento, e pessoalmente com carinho, afeto e palavras de incentivo. Paula, minha esposa, adotou duas crianças e eu sei que ela recebeu sem querer infinitivamente mais do que deu, o amor destas crianças nos constrangem.

Se você anda mais perto de mim e pensa em me presentear, faça isso: Conheça esse projeto e deixe Deus dizer a você se é vontade dEle ou não que você faça parte.
"Se a cada dia que passa eu não me tornar uma pessoa mais amorosa, que cuida do outro, que busca o bem e o interesse do próximo mais próximo (a partir dos meus), é vã a fé e a vida que ela gerou. Quem anda com Deus ama de fato e a sua vida gera mais vida e graça por onde passa". BM
Um grande abraço!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

DE PAI PRA FILHO | BM

‎"Instrua, ensina, educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele".
Provérbios 22.6

Sabemos este texto de cor, mas o interpretamos muito mal (assim como fazemos com toda a Escritura). A criança aprende não o que dizemos (palavras), mas a olha as nossas atitudes e o que está por trás delas.


Neste documentário uma mãe diz que a filha é mais do que consumista, é super consumista. Onde ela aprendeu isto? Quem é o caixa dela?


Limites, culpa, educação, dinheiro, valores humanos e eternos, sexualidade sadia, amizade, pessoa/gente, trabalho - e Deus com TUDO isso. Precisamos urgentemente dizer as nossas crianças o que essas palavras significam e mostrar com a nossa existência o lugar de cada uma delas.


Não espere um caminho de benção para o seu filho se você não seguir nEle!


"Há caminhos que para o homem parece direito, mas seu fim é de morte".  Provérbios de Salomão - o Homem que sabia disso, falou isso, e terminou trilhando um caminho de destruição. 
Como disse o poeta: "Saber não é o bastante, VIVER é muito mais." 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

NATAL 365 DIAS | NOVO JEITO.COM

“Podemos dar sem amar, mas não se pode amar sem dar".
Amy Carmichael


Já imaginou proporcionar um Natal de


365 dias para crianças que nunca 


tiveram um dia sequer?


Amanhã, 17 de dezembro, vamos JUNTOS celebrar o primeiro dia do Natal 365 dias. Você faz parte desta história.


O que é a campanha Natal Solidário?

A campanha Natal Solidário é a forma que encontramos de mobilizar a nossa rede de amigos e seguidores para promovermos “juntos” um tempo de solidariedade e transformação na vida das pessoas que não tem acesso ao que chamamos de bem comum. Este é o 2º ano. No ano passado, a campanha arrecadou mais de 3.000 cestas básicas e promoveu um natal de um Novo Jeito na vida das famílias beneficiadas. Veja neste link

Porque este ano tem o nome de ‘Natal de 365 dias’?

No ano passado, a ação foi em apenas um dia. Já o Natal Solidário 2011 vai levar o espírito do Natal durante os 365 dias de 2012. Elegemos as áreas de música, esportes, informática e saúde para trabalharmos. A nossa proposta é: durante os 365 dias de 2012 promovermos estes serviços na vida de crianças.

Quem pode participar desta campanha?

Usamos muito a expressão ‘Juntos Somos Fortes’, por acreditarmos que as nossas campanhas pertencem a todos. Fica aqui o nosso convite e um pedido de coração: participe e apoie! Você apóia: investindo, comprando 1 cota, divulgando a campanha em sua rede social e vindo participar da festa no dia 17 de dezembro de 2011.

Qual o alvo financeiro e o tempo limite da campanha?

Nosso alvo é arrecadarmos R$ 77.000 para viabilizarmos as 4 áreas citadas acima durante 2012. Mês a mês, durante 2012, será realizada uma prestação de contas das ações realizadas. Porém, nada impede que este alvo também seja alcançado através da doação de equipamentos; Exemplo 1: uma empresa quer doar computadores para a sala de informática; Exemplo 2: algum amigo da rede quer doar os instrumentos musicais…
A campanha tem início no dia 1o de novembro e vai até 17 de dezembro, com a nossa festa no Lar da Criança.
Obs : Receber recursos de amigos e amigos dos nossos amigos é uma grande responsabilidade, por isso todos os recursos financeiros arrecadados na campanha Natal Solidário 2011 serão auditados por uma consultoria independente (www.expertise.com.br).

Porque participar desta campanha?

Porque acreditamos que: 1] Podemos “Sim”, “Juntos”, mudar o quadro social atual e do futuro desta garotada; 2] Podemos “Sim”, “Juntos”, despertar nelas os dons, os talentos; 3] Ainda é um sonho ver futuros profissionais nestas áreas (música, esportes, informática, saúde) mas este sonho começa “AGORA” no Natal de 365 dias. Participe com a gente!



“Não devemos nos cansar de fazer pequenas coisas por amor a Deus, Por que Deus não se importa com a 'grandeza' do trabalho, mas com o amor com que é realizado.” 
irmão Lawrence

sábado, 3 de dezembro de 2011

TORNAR-SE CRIANÇA | Ultimato nov/dez 2011

Jesus disse que ninguém pode entrar no reino dos céus se não se tornar como uma criança. A imagem que surge na mente dos adultos, quando ouvem esta afirmação de Jesus, é a da pureza infantil, da inocência, da dependência - virtudes que poucos adultos desejam. Assim, a conclusão lógica a que qualquer um chegaria é que poucos deles entrarão no reino dos céus.

A infância, para muitos adultos, é apenas uma lembrança - boa para uns, ruim para outros. É raro encontrar um adulto que demonstre interesse, por menor que seja, em ser como uma criança. Os poucos que o demonstram, o fazem por razões românticas, não reais. O interesse do adulto pela inocência ou pureza quase sempre é confuso e infantilizado. É também raro encontrar um adulto que, de fato, queira ser dependente. Pode até querer se convencer de suas limitações, mas dificilmente abrirá mão do controle de seu destino. 


Ao tomar uma criança como exemplo daqueles que entrarão no reino dos céus, Jesus não tem em mente as imaginações românticas que nós, adultos, temos da infância. Mesmo porque o reino dos céus não será herdado por adultos infantilizados. Maturidade e crescimento são evidências esperadas na vida daqueles que seguem a Cristo.


Ao tomar uma criança como exemplo, Jesus nos ajuda a corrigir uma compreensão equivocada que temos da virtude da humildade. Os discípulos discutiam entre si qual deles seria o maior no reino dos céus - conversa típica de adulto. No meio desta discussão, Jesus toma uma criança e diz que quem se humilhar como ela - este, sim - será o maior no reino dos céus. 


Tornar-se criança não é transformar-se em um adulto infantilizado; é aprender o significado da humildade, sem a qual ninguém entrará no reino dos céus. Tornar-se como criança é reconhecer a condição de filho e de filha. Ser humilde como uma criança é reconhecer-se como criatura. A natureza humana frequentemente inverte esta relação. O prazer mais natural de uma criança é agradar seus pais. Humildade é agradar aquele (ou aqueles) a quem amamos. Não se trata de uma virtude que se conquista com atitudes modestas ou com a negação de elogios. Ela se desenvolve na medida em que cresce em nós a consciência de quem somos diante do Criador. 


É curioso notar como a fronteira entre a humildade e o orgulho é estreita. Ser elogiado por ter feito algo bom nunca foi um pecado. É legítimo o prazer que sentimos ao agradar alguém a quem amamos. O prazer maior de qualquer cristão será ouvir a voz do Salvador dizer: “Muito bem, servo bom e fiel…” - um elogio que nos encherá de prazer por termos agradado aquele a quem mais amamos. Porém, o elogio pode se transformar em uma fonte de prazer em si mesmo. Neste caso, não se procura agradar a pessoa amada, mas sentir-se valorizado e importante. O polo é invertido: é a criatura assumindo o lugar do Criador. É neste ponto que o adulto deixa de ser criança e torna-se infantil.

Tornar-se criança significa reconhecer a condição de criatura e saber que nada nos alegra mais do que agradar o Criador. É por isso que Jesus nos ensina a entrar no quarto, fechar a porta, para aprender a orar. Orar em público, faz da oração facilmente um fim. Ouvir elogios dos outros nos faz sentir que somos “bons na oração”, enquanto que orar secretamente no quarto nos leva a experimentar a recompensa que vem de Deus. Aprendemos a orar por causa dele e não por nossa causa. Desejamos agradá-lo e não a nós. 


Somente os humildes entrarão no reino dos céus. A verdadeira fé não é fazer grandes coisas em nome de Deus, mas viver de forma a agradá-lo. Não é isto que os pais esperam de uma criança? Tornar-se criança é viver liberto da tirania da vaidade, da busca insana pela autorrealização, da necessidade infantil de ser admirado e reconhecido. Tornar-se criança é experimentar a alegria de viver para aquele que nos criou e agradá-lo. 


"Quer louvar-te um ser humano, parte minúscula de tua criação. És tu mesmo que lhe dás o impulso para fazê-lo, assim ele se sente feliz ao louvar-te. Pois para ti nos criaste, e inquieto é nosso coração, até que chegue a descansar em ti". (Agostinho, “Confissões”) 

•Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de “Janelas para a Vida” e “O Caminho do Coração”.
http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/333/tornar-se-crianca