"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
Mostrando postagens com marcador Em memoria de Mim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Em memoria de Mim. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de abril de 2010

“Façam isto em memória de mim” - Rob Bell

“...Na noite em que foi traído, Jesus conduziu uma refeição de Páscoa diferente de qualquer outra. Tomou do pão e do cálice e relacionou esses símbolos a si mesmo. Disse-lhes: “façam isto em memória de mim”.

“Façam isto” é entendido como se o pão e o cálice fossem o corpo e sangue de Cristo.

De modo que vamos e provamos de ambos. Refletimos e lembramos. Cantamos e oramos. Participamos desse ritual há dois mil anos. Alguns de nos “fazemos isto” em um culto de igreja; outros, todos os dias; outros, ainda, em pequenos grupos de amigos. “Fazemos isto” de todas as formas e em todos os tipo de lugares, com toda a diversidade possível. Alguns “fazemos isto” com cânticos; outros, em silencio. Em determinados ambientes, um sacerdote, pastor, presbítero ou líder serve-nos; em outros, as pessoas servem umas as outras, ao passo que há reuniões em que as pessoas servem as si mesmas.

“Fazemos isso” em lembrança de Jesus porque o ritual nos emociona, transforma, apazigua e une.

Experimente fazer isso com alguém com quem você não esta falando. Vocês acabarão reconciliando-se, ou pelo menos conversando ou sendo mais compreensivos e compassivos.

Contudo, e se Jesus se referisse a outra coisa – a algo alem do ritual? E se estivesse falando de encenarmos de verdade aquilo a que o ritual se refere mais e mais, vezes sem conta, ano após ano? E se o “façam isto” a que se referi originariamente não fosse o ritual pelo qual estava conduzindo seus discípulos naquele momento? E se o “façam isto” fosse todo o seu modo de vida?

Ele escolheu o caminho que aponta para baixo;

entra em Jerusalém montado em um jumento, não em um cavalo,

acompanhado de crianças, não de soldados,

chorando, humilde.

E morre,

nu,

sangrando,

com sede,

sozinho.

Talvez seja isso o que quer dizer quando afirma: “Façam isto em memória de mim”. A parte do “Façam isto” é nossa vida. Abrir-nos para o mistério da ressurreição, abrir-nos para a libertação de outros, permitir que nosso corpo seja moído e nosso sangue vertido..."

Rob Bell (em JESUS QUER SALVAR OS CRISTÃOS)