"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
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sábado, 10 de dezembro de 2011

FÓRUM CRISTÃO DE PROFISSIONAIS | O Reino do Bem

Vídeo do último FÓRUM CRISTÂO DE PROFISSIONAIS | O Reino do Bem, promovido pelo Natal de 365 dias do Novo Jeito.
Ed René Kivitz fala sobre O Reino do Bem uma Sociedade de Justiça e Paz.



FÓRUM CRISTÃO DE PROFISSIONAIS - O Reino do Bem from BRUNO MACEDO on Vimeo.


A nossa campanha NATAL SOLIDÁRIO 365 DIAS - www.novojeito.com/365dias - está chegando na reta final e precisamos do seu envolvimento. Sábado, dia 17 de dezembro, iremos ao Lugar da Criança, JUNTOS, celebrar o Natal de 365 dias.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A CONEXÃO DE JOBS | BM

Todo mundo é inspirado por alguém. Modelos nos são essenciais. 

O humano (o animal racional) não é só instinto, ele não vinga se não receber cuidado como alimento e abrigo, e vira bicho se não receber afeto e orientação. Recebemos uma herança bio-psico-social que forma o que somos, somos iguais no contexto, mas diferente no produto. Dividimos a mesma casa, a mesma família, a mesma escola mas no final nos tornamos diferentes, viramos Pessoa(L).

Penso que o que mais nos torna diferentes são os modelos (pessoas que queremos ter a forma e conteúdo) que adotamos. Os pais são para sempre o parâmetro de modelo (mesmo que seja antítese deste), mas nem sempre são o nosso modelo ideal. Aliás o ideal nem sempre é o ideal, mas cada um tem o seu.

Pessoas que nos inspiram são quase sempre modelos para nós. Quase sempre elas nos inspiram por aquilo que fazem e não por aquilo que são. É difícil separar o criador daquilo que ele faz, mas quanto ao material humano é questão de vida fazê-lo.

Conhecemos a história de um governante que assumiu o seu país em caos: a economia devastada por causa da crise mundial, e um povo com orgulho ferido por causa de uma guerra. Em menos de dez anos este governante tornou este país numa super-potência econômica e mundial, devolveu ao povo seu orgulho e lhe deu esperança. Grande feito deste homem, seu nome era Hitler. O que ele fez foi formidável para aquele povo (por um pequeno período de tempo), como ele fez foi detestável, odioso, faltam até palavras para descrever.

Esta semana recebemos com pesar a notícia da morte Steve Jobs, fundador da Apple. Grande foi a repercussão em todos os meios, inclusive nas mídia sociais. Jobs (trabalho?) era um cara admirado por muitos por sua criatividade, liderança inovadora e visão. Uns dos motes de Jobs era que precisamos ter paixão por aquilo que fazemos, e ele estava certo. Jobs falava isto de cátedra, poucos eram tão apaixonados pelo que fazia como ele. A prova é como a Apple se reinventava quando sob sua liderança. 

Jobs Era considerado um gênio, mesmo sem ter concluído uma educação formal, tirou proveito do que tinha as mãos e viveu uma vida muito longe da mediocridade. Foi um cara de muito sucesso e por isso muito admirado!

Sucesso é o selo de aprovação da vida de alguém. Esta é a mentalidade deste século (moderno ou pós-moderno)! Se você é alguém que faz algo bem feito você é provavelmente uma pessoa de sucesso. Não importa muito que tipo de pessoas você é, mas o que você faz. Seu valor como pessoa é determinado quase sempre pelo produto que você apresenta, pela coisa que você faz. É um processo sem volta de coisificação da vida!

Ontem ouvi uma pregação do Levi Araújo na IBAB, o texto foi de Apocalipse 5 a 7. Levi falou muitas coisas, mas pediu que a gente se lembrasse de três (muito difíceis): Confie sempre em Deus, Ore ao Senhor, e Sirva a Deus (servindo as pessoas). Algo que me impressionou com a morte de Jobs foi a sua repercussão e os sentimentos dos que se pronunciaram. Tenho um amigo fã de carteirinha de Jobs, e sei que ele se sentiria triste, me senti assim com Senna. Desde que percebi isto venho tentando relacionar este fato com a fé cristã e com o Reino de Deus.

A legião de Admiradores de Jobs é bem maior do que pensava. Googlezei hoje buscando conhecer um pouco da fé, da espiritualidade de Jobs, percebi que ele como algumas "personalidades" manteve aspectos da vida privada para si e não gostava de se expor, provavelmente com medo de ser mal interpretado ou por conveniência. Bom, eu não descobri se Jobs Confiava sempre em DeusOrava ao Senhor, e Servia a Deus (servindo as pessoas). 

Sim, e eu com isso? (você deve estar se perguntado)

Em relação a Jobs não vale a pena matutar onde ele está agora, só sei que se o seu corpo já não foi queimado, vai virar pó. Quanto ao espírito só Deus sabe se ele estava conectado ao Espírito de Deus. Em relação ao seu legado espero que seja mais Gadgets, espero que a vida dele lhe inspire a ser gente. Pessoa e não coisa.


Quanto ao que Deus pensa sobre sucesso é questão de vida e morte conhecer seu ponto de vista - olhe para Jesus, conheça sua vida e obra que está nas escrituras, veja o selo de aprovação divino que Ele recebeu, morreu numa cruz e foi ressuscitado dentre os mortos para receber o título de Senhor dos senhores e Rei dos reis. 

Jesus foi o único que viveu Confiando sempre em DeusOrando ao Senhor, e Servindo a Deus (servindo as pessoas) sem se desviar disso por nenhum segundo. Por causa da Sua vida derramada Ele nos reconciliou com Deus. "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um andava no seu próprio (des)caminho. Mas o Senhor fez cair sobre Ele toda a nossa maldade".


E muito mais, além de nos trazer perdão e paz, Jesus é nosso advogado 24hrs, médico, amigo, e acima de tudo mestre e Senhor. Jesus é nosso modelo e nosso projeto final (Romanos 8.28-30). 

A melhor forma de servir a Deus servindo as pessoas é sendo uma testemunha de Jesus, de Seu amor e de Sua graça,  construindo pontes entre elas e Deus, Orando por elas e apresentando Jesus, aquele que nos ensina a Confiar sempre em DeusOrar ao Senhor, e Servir a Deus (servindo as pessoas). 


Steve Jobs contribuiu muito para as pessoas se  conectarem umas com as outras, mas só a cruz de Jesus nos conecta com O Pai e com nosso próximo, é como diz o poeta: "Jesus é a aliança entre você e eu". E nós como discípulos dEle somos uma conexão de Deus com o mundo. 


sábado, 20 de agosto de 2011

O POSTO DE SALVAMENTO (A parábola da igreja que se tornou irrelevante) - Theodore Wedel

"Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores... Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor. Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio..." Ap 2.2-5





Numa perigosa costa, onde os naufrágios são freqüentes, havia, certa vez, um tosco, pequeno posto de salvamento. O prédio não passava de uma cabana e havia um só barco salva-vidas. Mesmo assim, os membros, poucos e dedicados, mantinham uma vigilância constante sobre o mar e, sem pensar em si mesmos, saiam dia e noite, procurando incansavelmente pelos perdidos. Muitas vidas foram salvas por esse maravilhoso pequeno posto, de modo que acabou ficando famoso.

Algumas das pessoas que haviam sido salvas, alem de várias outras residentes nos arredores, queriam associar-se ao posto e contribuir com seu tempo, dinheiro e esforço para manter o trabalho de salvamento. Novos barcos foram comprados e novas tripulações treinadas. O pequeno posto de salvamento cresceu.

Alguns membros do posto de salvamento estavam descontentes com o fato de o prédio ser tão tosco e tão parcamente equipado. Achavam que um lugar mais confortável deveria servir de primeiro refúgio aos náufragos salvos. Assim, substituíram as macas de emergência por camas e puseram uma mobília melhor no prédio que foi aumentado.

Agora, o posto de salvamento tornou-se um popular lugar de reunião para os seus membros. Deram-lhe uma bela decoração e o mobiliaram com requinte, pois o usavam como uma espécie de clube. Agora, era menor o numero de membros ainda interessados em sair ao mar em missões de salvamento. Assim, tripulações de barcos salva-vidas foram contratadas para fazer este trabalho. O motivo predominante na decoração do clube ainda era o salvamento de vidas e havia um barco salva-vidas litúrgico na sala em que eram celebradas as cerimônias de admissão ao clube.

Por essa época, um grande navio naufragou ao largo da costa e as tripulações contratadas trouxeram barcadas de pessoas com frio, molhadas e semi-afogadas. Elas estavam sujas e doentes e alguma delas eram de pele preta ou amarela. O belo e o novo clube estava em caos. Por isso, o comitê responsável pela propriedade imediatamente mandou construir um banheiro do lado de fora do clube, onde as vitimas de naufrágios pudessem se limpar antes de entrar.

Na reunião seguinte, houve uma cisão entre os membros do clube. A maioria dos membros queria suspender as atividades de salvamento por serem desagradáveis e atrapalharem a vida social normal do clube. Alguns membros insistiram que o salvamento de vidas era seu propósito primário e chamaram a atenção para o fato de serem de que eles ainda eram chamados posto salvamento. Mas por fim estes membros foram derrotados na votação. Foi-lhes dito que se queriam salvar as vidas de todos os vários tipos de pessoas que naufragassem naquelas águas, eles poderiam iniciar seu próprio posto de salvamento mais abaixo naquela mesma costa. E foi o que fizeram.

Com o passar dos anos, o novo posto de salvamento passou pelas mesmas transformações ocorridas no antigo. Acabou tornando-se um clube, e mais um posto de salvamento foi fundado. A história continuou a repetir-se, de modo que, quando se visita aquela costa hoje em dia, encontra-se vários clubes exclusivos ao longo da praia.
Naufrágios são freqüentes naquelas águas, mas a maioria das pessoas morre afogada.

Theodore Wedel - O POSTO DE SALVAMENTO.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

JESUS TEM AIDS Por Russell D. Moore

"...Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber?
E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?
E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?
O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes..." (Mateus 25.31-46, leia todo)


Jesus tem AIDS.

Provavelmente, apenas ler isto escrito em sua frente deixou alguns de vocês irritados. Deixe-me ajudá-lo a enxergar porque isto e, ao fazê-lo, por que cuidar daqueles que têm AIDS é parte do mandato evangelístico entregue a nós na Grande Comissão.

A afirmação de que Jesus tem AIDS alarma alguns de vocês porque sabem que isto não é verdade. Jesus, afinal, é o filho exaltado do Deus vivo. No sepulcro, ele venceu a morte, e a venceu definitivamente. Ele não está fraco, morrendo ou infectado; ele é triunfante e ressurreto.

Sim.

Sim, mas, o que frequentemente parecemos esquecer é que Jesus identificou-se com os sofredores deste mundo, uma identificação que continua através de sua igreja.
Sim, Jesus completou seu sofrimento na cruz, mas ele também fala de si mesmo como “perseguido” por Saulo de Tarso, quando Saulo persegue sua igreja em Damasco (Atos 9.4).

Por meio do Espírito de Cristo, nós “gememos” com ele no sofrimento de um universo ainda sob a maldição (Rm 8.23,26). Essa maldição manifesta-se, entre bilhões de outras formas, em corpos voltando-se contra si mesmos, por sistemas imunológicos dando errado.

É por isso que a igreja deve sofrer, continuamente, com Cristo, enquanto carregamos sua presença nas trevas de uma criação caída. O Apóstolo Paulo diz, então, “Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês, e completo no meu corpo o que resta das aflições de Cristo, em favor do seu corpo, que é a igreja” (Cl 1.24).

Alguns da igreja de Cristo têm AIDS. Alguns deles estão agonizando em hospitais logo ali descendo a rua. Alguns deles são órfãos devido a essa doença na África. Todos eles estão sofrendo com uma intensidade que poucos de nós podem imaginar.

Alguns de vocês estão irritados com a declaração que escrevi porque acham que, de alguma forma, isto incrimina Jesus. Afinal, a AIDS é uma doença vergonhosa, que mais frequentemente se espalha através da promiscuidade sexual ou pelo uso ilícito de drogas.
Sim.

Sim, mas estes eram exatamente os tipos de pessoas com quem Jesus consistentemente se identificou, enquanto caminhava pelas montanhas da Galileia e ruas de Jerusalém, anunciando o Reino de Deus. Pode alguém ser mais promíscuo que as prostitutas com quem Jesus comeu? Pode alguém ser mais marginalizado pela sociedade que a mulher com fluxo de sangue, sangue que teria feito impuro qualquer um que tocasse nela (Lc 8.40-48)? Jesus a tocou, e levou sobre si mesmo a impureza dela.

A AIDS é escandalosa, claro. Mas não tão escandalosa quanto uma cruz.

No madeiro da crucificação, Jesus identificou-se com um mundo pecaminoso (incluindo o escândalo do meu pecado). Ele pareceu ser amaldiçoado por Deus (Dt 21.23; Gl 3.13). Por isso parecia tão razoável às multidões gritando amaldiçoá-lo como um Messias falso, porque somente aqueles rejeitados por Deus seriam pendurados num madeiro. É por isso que o apóstolo Paulo tinha de insistir repetidamente que ele não se “envergonhava” da cruz. No Gólgota, Jesus tornou-se pecado (embora ele nunca tenha conhecido pecado) ao carregar os pecados do mundo (2Co 5.21). Isto é escandaloso.

Mais ainda, alguns de vocês estão irritados porque acreditam que a frase que escrevi acima é uma afronta à dignidade do rei do universo. Ele não tem qualquer doença de imunodeficiência; ele está reinando à destra de Deus.

Sim.

Sim, mas não podemos ver Jesus somente em sua Cabeça, mas também em seu Corpo, também em sua identificação com aqueles que ele chama “os meus menores irmãos” (Mt 25.40). Jesus não está com fome nesse exato momento, está? Ele não está nu, está? Ele não está com sede, está? Ele não está preso, está? Bem, sim, ele está… na nudez, fome, sede, e prisão dos seus irmãos e irmãs sofredores ao redor do mundo.

Quando estivermos em julgamento, seremos, Jesus nos diz, responsabilizados por como o reconhecemos na dor daqueles que não parecem carregar a glória de Cristo agora. Vemos Jesus agora, pela fé, no sofrimento dos filhos de usuárias de crack, no viciado em metanfetamina, no órfão pela AIDS, no pródigo hospitalizado, que vê a sua ruína nos fios correndo de suas veias.

Me pergunto quantos de nós ouvirão as palavras de nosso imperador galileu: “eu tive AIDS e vocês não se preocuparam em se aproximar de mim”.

Portanto, se amamos Jesus, nossas igrejas deveriam estar mais cientes dos clamores da maldição, incluindo a maldição da AIDS, que a cultura ao nosso redor. Nossas congregações deveriam dar boas vindas aos soropositivos, e não deveríamos estar preocupados em abraçá-los – como abraçaríamos nosso Cristo. Nossas congregações deveriam estar na linha de frente das missões às regiões devastadas pela AIDS no mundo. Nossas famílias deveriam estar desejosas de receber aqueles feitos órfãos por este carrasco global.

Através de tudo isso, devemos ser insistentes na proclamação do Evangelho. Para aqueles cujo sangue se tornou seu próprio inimigo, devemos anunciar o sangue que eles não conhecem, o sangue dAquele que pode purificá-los de toda injustiça, assim como nos purificou (1Jo 1.7); o sangue dAquele que é eternamente imune ao pecado, à morte e ao inferno (Jo 6.53-56).

Jesus ama o mundo, e o mundo tem AIDS. Jesus se identifica com os menores deste mundo, e muitos deles têm AIDS. Jesus nos chama para reconhecê-lo nas profundezas do sofrimento, e lá existe a AIDS também.

Jesus tem AIDS.

Russel D. Moore é pastor na Highview Baptist Church.
Traduzido por Josaías Jr iPródigo

Artigo retirado de iPródigo: http://iprodigo.com

Link do artigo: http://iprodigo.com/traducoes/jesus-tem-aids.html