sábado, 1 de agosto de 2020
Casamento em Resistência e Submissão | Por Maurício Avoletta Júnior
sábado, 18 de maio de 2013
5 (cinco) ORAÇÕES PERIGOSAS por Bill Hybels
Parece muito certo abrigarmos uma ira justa contra aqueles que se rebelam contra Deus. Todavia, como é fácil nos esquecermos de perguntar ao Senhor se nós também não estamos agasalhando alguma atitude de rebelião. Esse tipo de oração é perigosa porque, quando pedimos ao Senhor que sonde nosso coração, ele sonda mesmo. O Espírito Santo revela as áreas de nossa vida que “resguardamos” com tanto cuidado, e que necessitam ser modificadas. O crente que tem um compromisso sério com Deus dirige-lhe esse tipo de petição no objetivo de eliminar o pecado de sua vida, visando ao seu crescimento espiritual.domingo, 16 de janeiro de 2011
VIVENDO SEM MÁSCARAS por Ed René Kivitz
Desde que a ouvi num documentário do GNT achei a história maravilhosa. Já dediquei horas em devaneios a respeito de Norton I e seu império particular. De vez em quando suscito uma discussão com amigos para saber o que eles aprendem com esta história. O que mais me chamou à atenção foi o fato de que você pode construir uma identidade falsa a seu respeito, e não faltarão pessoas para acreditar, alimentar e até mesmo tirar proveito da sua mentira.
Na verdade, acho que todo mundo cresce construindo uma identidade falsa a respeito de si mesmo. Desde a infância, quando sofremos as projeções dos pais e da família, passando pela adolescência, período quando precisamos encontrar um jeito de sermos aceitos e admirados pela turma, chegando à fase de definição de carreira e casamento, até este mundo fake, cuja moeda mais valorizada é a imagem e onde ninguém vale mais do que seu lay-out. Aos poucos vai deixando de ser importante o que de fato somos, para que entre em cena algo que nos tornamos, ou por escolha própria, ou por pressão de outros. A menina que disputava o amor do pai e o menino que disputava o amor da musa da escola crescem e se tornam a executiva que disputa a admiração do seu homem e o empresário que quer provar pra todo mundo que é melhor do que o irmão dele sim.
A maioria das pessoas funciona como matéria de retro-alimentação dessa loucura coletiva de identidades de mentirinha e infelicidades crônicas. Ninguém se atreve a tirar as máscaras, e muito menos denunciar as máscaras dos outros. Sobrevivemos de tapinhas nas costas e elogios evanescentes. Mal de época. Tempos em que ser celebridade é mais importante do que ser gente. Dias em que para ser celebridade vale tudo, até prostituir a identidade. Mundo de caras e bocas, onde os seduzidos pelos flashes e spots não buscam outra coisa senão a notoriedade, a admiração, o comentário invejoso dos demais boçais. Pessoas esculpidas, gente de plástico, corpos e caras de mentirinha, admirados e exibidos como verdadeiros – bolhas de sabão: perfeitos apenas de relance. Simulacro: sanduíches bonitos apenas na fotografia.
Alguém disse que a máscara, se lhe dermos tempo, torna-se o próprio rosto. Aí acontece o que Orlando Tejo, poeta de cordel, cantou
Eu briguei com um cabra-macho
mas não sei o que se deu
eu entrei pru dentro dele
ele entrou pru dentro deu
e num zuadão daquele
não sei se eu era ele
nem sei se ele era eu.
Isto é, a gente já não sabe quem é quem dentro da gente, desconhece quem mora na nossa cara, quem domina o pedaço que acreditávamos nosso corpo.
Mas tem sempre o dia em que a casa cai. Graças a Deus. O Lulu Santos tem razão, pois tem mesmo
dias que a gente olha pra si
e se pergunta se é mesmo isso ali
que a gente achou que ia ser
quando a gente crescer
e a nossa história de repente ficou
alguma coisa que alguém inventou
e a gente não se reconhece ali
no oposto de um dejavú.
Por estas e outras é que acredito que a maturidade implica necessariamente na descoberta do si mesmo. A questão primária para todo ser humano é responder a pergunta que Adão ouviu de Deus logo após o seu pecado, “Onde estás?”, que não visa a descoberta de uma localização geográfica, mas sim existencial. O significado desta experiência paradigmática para a raça humana é a afirmação de que o ser humano que está alienado de deus está também alienado de si mesmo, e nesse caso, o reencontro com Deus é necessariamente um reencontro com o si mesmo. É mais ou menos com o se Deus estivesse se dirigindo a cada pessoa e perguntando “Onde estás?”, ou em outras palavras, “onde está seu eu verdadeiro, quem é você por trás dessa máscara?”. Nesse sentido, “onde estás?” é uma pergunta muito próxima de “quem é você?” Algo do tipo “Que você não é Norton I, imperador dos Estados Unidos, eu sei. Então, quem é você?”
Meu amigo Alisson, cuja memória honro com saudade, captou isso perfeitamente:
Quando olha bem no íntimo
através do teu sorriso
o que será que Deus vê?
bem além da tua lógica
bem atrás de toda estética
o que será que Deus vê?
um coração aflito, um espírito ferido
e uma alma já cansada de representar
alguém desconfiado, sem um verdadeiro amigo
a quem possa se abrir sem se envergonhar
Quando Deus te investiga
bem no âmago da vida
lá no teu eu verdadeiro
é que ele quer por inteiro
transformar a tua essência
num batismo de alegria
verdadeiramente livre te fazer.
Os verdadeiros amigos não são aqueles que nos dão tapinhas nas costas e vivem alimentando nossos egos falsos. Amigo é aquele que nos ajuda a enxergar a verdade a respeito de nós mesmos. Amigo é quem nos coloca de frente pro espelho. Isso exige honestidade, coragem, aceitação, perdão, encorajamento na direção da transformação, disposição de permanecer ao lado, caminhando junto, depois que cai o pano.
Não sabemos quem se escondia por trás de Norton I. Não sabemos também do que ele se escondia, ou de quem fugia, porque precisou se proteger daquela maneira. Ninguém conseguiu fazer com que ele despisse sua fantasia. Sequer sabemos se houve quem tentasse. Norton I é uma vida desperdiçada no esforço de conseguir as melhores mesas nos restaurantes, viajar sempre de primeira classe, se hospedar nos melhores hotéis, receber convites para eventos badalados, passar dias em ilhas e castelos, assistir os espetáculos nos camarotes vips e acumular mimos de marcas famosas.
O mais triste dessa história é que Norton não é uma personagem, ou um indivíduo desequilibrado. Norton é o nome científico de um tipo de gente. Aquele foi Norton I, depois dele vieram muitos outros. Gente que não entendeu ainda o que ensinou o rei Salomão, esse sim uma celebridade de seu tempo: “maior é aquele que conquista a si mesmo do que aquele que conquista uma cidade”. As ruas estão cheias de Nortons I. A maioria deles não está nem mesmo preocupada em conquistar a cidade. Basta-lhes aparecer numa festa, numa capa de revista, ou numa retina qualquer de outro Norton se consumindo de inveja.
Ed René Kivitz
http://www.edrenekivitz.com/
"Tu és o Deus das alvoradas, o Deus das vigílias noturnas, o Deus dos picos das montanhas e o Deus das profundezas dos mares; mas, Deus meu, minha alma tem horizontes mais vastos do que as alvoradas, as trevas mais densas do que as noites da terra, picos mais altos que qualquer montanha, profundezas maiores que qualquer mar. Tu, que és o Deus de tudo isso, sê o meu Deus. Não posso atingir as alturas nem as profundidades; há motivações que não consigo desvendar, sonhos que não posso alcançar — meu Deus, sonda-me".
Walter McAlister - Máscara
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A MARAVILHOSA GRAÇA E A SÉTIMA ARTE - Postado em maio e reeditado
Estou num dilema destes. Tenho tido uma prática que até algumas anos atrás era motivo de disciplina, e até de afastamento da comunidade religiosa, quando o sujeito era flagrado nela. Tinha gente que se achava escolhida por Deus para vigiar os irmãos e coibí-la. Pode ser só neura minha, mas vou confessar a você e depois você me dá a sua opinião e conselho.
Ultimamente esta prática tem sido cada vez mais constante, as vezes todos os dias da semana, inclusive o dia santo. A minha dificuldade é lembrar o dia que passei sem exercitá-la, esta semana foi no domingo e na terça, dia de Ceia e de reunião do grupo pequeno. Relendo o que escrevi até aqui, e sabendo que este texto foi esboçado a quase dois meses, estou me dando conta da gravidade da situação.
Fazendo uma avaliação honesta posso dizer que isso virou um hábito, me dei conta que estou virando um cinéfilo. Não passo um dia ser olhar os lançamentos, os horários de exibição, quando passo na frente de minha locadora e estou sem condições de parar, observo os posteres para saber as novidades, até o carrinho de DVD caolho (pirata) está chamando a minha atenção.
Esta semana quase perco a aula de Teologia Prática, a única que estou cursando e a que me falta para conclusão do curso, e olhe que não tenho direito a mais nenhuma falta. Tudo aconteceu porque uma reunião na igreja foi cancelada, então resolvi olhar na programação o filme que poderia ser encaixado, O Homem de Ferro estava lá me esperando pela segunda vez.
Eu ainda não sei onde o Homem de Ferro vai me ajudar com a teologia, mas talvez dê para relacioná-lo com a Carta de Paulo aos Efésios 6.10-18. Vou te dar uma lista do que assisti em uma semana para se ter uma ideia do estou falando, e que tipo de filme chama minha atenção, nesta lista com certeza está faltando algum que não veio a memória.
Vistos:
Alice no país das maravilhas - Cinema
Os fantasmas de Scrooge - DVD
Garota fantástica - DVD
House - SKY
Para serem vistos:
Mãos Talentosas, Percy Jackson, Criação, Bons Costumes...
Tudo que foi dito acima foi uma introdução e uma espécie de gabarito/currículo para dizer o seguinte: quero lhe indicar três filmes que impactaram a minha vida, e que têm muito em comum. Eu os chamo de a triologia do Bem contra a injustiça - JORNADA PELA LIBERDADE, O GRANDE DEBATE & INVICTUS.
1- Todos invocam a Graça de Deus e estão encharcados por Ela, isso sem serem necessariamente filmes religiosos feitos por religiosos (é uma Graça invisível, mas não imperceptível, assim como Deus é);
2- todos tratam da questão da injustiça sendo confrontada por aqueles que não deixaram de crer e de lutar até o fim, mesmo quando tudo dizia que era impossível;
3- um tem haver com outro no sentido da história linear, como são filmes baseados em fatos históricos, tudo começa com William Wilbeforce lutando contra a escravidão num país que tinha sua economia altamente dependente deste sistema e termina com Mandela reconstruindo uma nação com o poder do perdão, o único que acaba com o ciclo maldito da injustiça.
O GRANDE DESAFIO - O debate do século
No mesmo tom:
http://ancoradalma.blogspot.com/2010/02/invictus-o-poder-do-perdao.html
Osmar ludovico - Cinema, um olhar crítico
Novas indicações de filmes com Graça:
Mãos talentosas - com Cuba Good Junior (bom demais)
Jornada Pela Justiça - The Wronged Man (Excelente)
