"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

CASTIDADE por C S Lewis

A castidade é a menos popular das virtudes cristãs. Porém, não existe escapatória. A regra cristã é clara: “Ou o casamento, com fidelidade completa ao cônjuge, ou a abstinência total.” Isso é tão difícil de aceitar, e tão contrário a nossos instintos, que das duas, uma: ou o cristianismo está errado ou o nosso instinto sexual, tal como é hoje em dia, se encontra deturpado. E claro que, sendo cristão, penso que foi o instinto que se deturpou. (…)Dizem que o sexo se tornou um problema grave porque não se falava sobre o assunto. Nos últimos vinte anos, não foi isso que aconteceu. Todo o dia se fala sobre o assunto, mas ele continua sendo um problema. Se o silêncio fosse a causa do problema, a conversa seria a solução. Mas não foi. Acho que é exatamente o contrário. Acredito que a raça humana só passou a tratar do tema com discrição porque ele já tinha se tornado um problema. Os modernos sempre dizem que “o sexo não é algo de que devemos nos envergonhar”. Com isso, podem estar querendo dizer duas coisas. Uma delas é que “não há nada de errado no fato de a raça humana se reproduzir de um determinado modo, nem no fato de esse modo gerar prazer”. Se é isso o que têm em mente, estão cobertos de razão. O cristianismo diz a mesma coisa. O problema não está nem na coisa em si, nem no prazer. Os velhos pregadores cristãos diziam que, se o homem não tivesse sofrido a queda, o prazer sexual não seria menor do que é hoje, mas maior. Bem sei que alguns cristãos de mente tacanha dizem por aí que o cristianismo julga o sexo, o corpo e o prazer como coisas intrinsecamente más. Mas estão errados. O cristianismo é praticamente a única entre as grandes religiões que aprova por completo o corpo — que acredita que a matéria é uma coisa boa, que o próprio Deus tomou a forma humana e que um novo tipo de corpo nos será dado no Paraíso e será parte essencial da nossa felicidade, beleza e energia. O cristianismo exaltou o casamento mais que qualquer outra religião; e quase todos os grandes poemas de amor foram compostos por cristãos. Se alguém disser que o sexo, em si, é algo mau, o cristianismo refuta essa afirmativa instantaneamente. Mas é claro que, quando as pessoas dizem “o sexo não é algo de que devemos nos envergonhar”, elas podem estar querendo dizer que “o estado em que se encontra nosso instinto sexual não é algo de que devemos sentir vergonha”. Se é isso que querem dizer, penso que estão erradas. Penso que temos todos os motivos do mundo para sentir vergonha. Não há nada de vergonhoso em apreciar o alimento, mas deveríamos nos cobrir de vergonha se metade das pessoas fizesse do alimento o maior interesse de sua vida e passasse os dias a espiar figuras de pratos, com água na boca e estalando os lábios. Não digo que você ou eu sejamos individualmente responsáveis pela situação atual. Nossos ancestrais nos legaram organismos que, sob este aspecto, são pervertidos; e crescemos cercados de propaganda a favor da libertinagem. Existem pessoas que querem manter o nosso instinto sexual em chamas para lucrar com ele; afinal de contas, não há dúvida de que um homem obcecado é um homem com baixa resistência à publicidade. Deus conhece nossa situação; ele não nos julgará como se não tivéssemos dificuldades a superar. O que realmente importa é a sinceridade e a firma vontade de superá-las.Para sermos curados, temos de querer ser curados. Todo aquele que pede socorro será atendido; porém, para o homem moderno, até mesmo esse desejo sincero é difícil de ter. E fácil pensar que queremos algo quando na verdade não o queremos. Um cristão famoso, de tempos antigos, disse que, quando era jovem, implorava constantemente pela castidade; anos depois, se deu conta de que, quando seus lábios pronunciavam “ó Senhor, fazei-me casto”, seu cotação acrescentava secretamente as palavras: “Mas, por favor, que não seja agora.” Isso também pode acontecer nas preces em que pedimos outras virtudes; mas há três motivos que tornam especialmente difícil desejar — quanto mais alcançar – a perfeita castidade.Em primeiro lugar, nossa natureza pervertida, os demônios que nos tentam e a propaganda a favor da luxúria associam-se para nos fazer sentir que os desejos aos quais resistimos são tão “naturais”, “saudáveis” e razoáveis que essa resistência é quase uma perversidade e uma anomalia. Cartaz após cartaz, filme após filme, romance após romance associam a idéia da libertinagem sexual com as idéias de saúde, normalidade, juventude, franqueza e bom humor. Essa associação é uma mentira. Como toda mentira poderosa, é baseada numa verdade – a verdade reconhecida acima de que o sexo (à parte os excessos e as obsessões que cresceram ao seu redor) é em si “normal”, “saudável” etc. A mentira consiste em sugerir que qualquer ato sexual que você se sinta tentado a desempenhar a qualquer momento seja também saudável e normal. Isso é estapafúrdio sob qualquer ponto de vista concebível, mesmo sem levar em conta o cristianismo. A submissão a todos os nossos desejos obviamente leva à impotência, à doença, à inveja, à mentira, à dissimulação, a tudo, enfim, que é contrário à saúde, ao bom humor e à franqueza. Para qualquer tipo de felicidade, mesmo neste mundo, é necessário comedimento. Logo, a afirmação de que qualquer desejo é saudável e razoável só porque é forte não significa coisa alguma. Todo homem são e civilizado deve ter um conjunto de princípios pelos quais rejeita alguns desejos e admite outros. Um homem se baseia em princípios cristãos, outro se baseia em princípios de higiene, e outro, ainda, em princípios sociológicos. O verdadeiro conflito não é o do cristianismo contra a “natureza”, mas dos princípios cristãos contra outros princípios de controle da “natureza”. A “natureza” (no sentido de um desejo natural) terá de ser controlada de um jeito ou de outro, a não ser que queiramos arruinar nossa vida. E bem verdade que os princípios cristãos são mais rígidos que os outros; no entanto, acreditamos que, para obedecer-lhes, você poderá contar com uma ajuda que não terá para obedecer aos outros.Em segundo lugar, muitas pessoas se sentem desencorajadas de tentar seriamente seguir a castidade cristã porque a consideram impossível (mesmo antes de tentar). (…) Podemos ter certeza de que a castidade perfeita — como a caridade perfeita — não será alcançada pelo mero esforço humano. Você tem de pedir a ajuda de Deus. Mesmo depois de pedir, poderá ter a impressão de que a ajuda não vem, ou vem em dose menor que a necessária. Não se preocupe. Depois de cada fracasso, levante-se e tente de novo. Muitas vezes, a primeira ajuda de Deus não é a própria virtude, mas a força para tentar de novo. Por mais importante que seja a castidade (ou a coragem, a veracidade ou qualquer outra virtude), esse processo de treinamento dos hábitos da alma é ainda mais valioso. Ele cura nossas ilusões a respeito de nós mesmos e nos ensina a confiar em Deus. Aprendemos, por um lado, que não podemos confiar em nós mesmos nem em nossos melhores momentos; e, por outro, que não devemos nos desesperar nem mesmo nos piores, pois nossos fracassos são perdoados. A única atitude fatal é se dar por satisfeito com qualquer coisa que não a perfeição.Em terceiro lugar, as pessoas muitas vezes não entendem o que a psicologia quer dizer com “repressão”. Ela nos ensinou que o sexo “reprimido” é perigoso. Nesse caso, porém, “reprimido” é um termo técnico: não significa “suprimido” no sentido de “negado” ou “proibido”. Um desejo ou pensamento reprimido é o que foi jogado para o fundo do subconsciente (em geral na infância) e só pode surgir na mente de forma disfarçada ou irreconhecível. Ao paciente, a sexualidade reprimida não parece nem mesmo ter relação com a sexualidade. Quando um adolescente ou um adulto se empenha em resistir a um desejo consciente, não está lidando com a repressão nem corre o risco de a estar criando. Pelo contrário, os que tentam seriamente ser castos têm mais consciência de sua sexualidade e logo passam a conhecê-la melhor que qualquer outra pessoa. Acabam conhecendo seus desejos como Wellington conhecia Napoleão ou Sherlock Holmes conhecia Moriarty; como um apanhador de ratos conhece ratos ou como um encanador conhece um cano com vazamento. A virtude – mesmo o esforço para alcançá-la — traz a luz; a libertinagem traz apenas brumas.Para encerrar, apesar de eu ter falado bastante a respeito de sexo, quero deixar tão claro quanto possível que o centro da moralidade cristã não está aí. Se alguém pensa que os cristãos consideram a falta de castidade o vício supremo, essa pessoa está redondamente enganada. Os pecados da carne são maus, mas, dos pecados, são os menos graves. Todos os prazeres mais terríveis são de natureza puramente espiritual: o prazer de provar que o próximo está errado, de tiranizar, de tratar os outros com desdém e superioridade, de estragar o prazer, de difamar. São os prazeres do poder e do ódio. Isso porque existem duas coisas dentro de mim que competem com o ser humano em que devo tentar me tornar. São elas o ser animal e o ser diabólico. O diabólico é o pior dos dois. E por isso que um moralista frio e pretensamente virtuoso que vai regularmente à igreja pode estar bem mais perto do inferno que uma prostituta. É claro, porém, que é melhor não ser nenhum dos dois. 

C S Lewis (Cristianismo Puro e Simples)
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

RECADO AOS MEUS JOVENS FILHOS | Guilherme Kerr

Às vezes me pergunto se consigo mesmo entendê-los. E se eles me entendem. Refiro-me aos meus filhos. De vez em quando ainda os tenho ao redor da mesa do almoço, do jantar. Mais raramente até no café da manhã, num sábado mais preguiçoso... Nesses momentos, quando a gente se descontrai e ri e pára por uns sagrados minutos de cobrar e aferir um ao outro, tenho a sensação gostosa de que a gente se entende e que a comunhão é uma das utopias possíveis no seio da família. Mas só por alguns minutos... Logo a culpa das expectativas não cumpridas deles sobre mim como pai, minha sobre eles como filhos, profana a santidade daquele momento que nos escapa. 

Meus filhos estão saindo da adolescência e entrando na idade adulta. O mais velho caminha para 21 anos de idade, a caçula já beira os 17 e ainda tem duas outras entre estes extremos tão próximos. Gosto de conversar com eles, gosto de tentar entendê-los. Gosto também de me sentir respeitado e amado por eles, o que acontece uma boa parte das vezes! Sinto-me gratificado quando percebo que eles aceitaram um conselho meu, ou quando levam a sério as coisas que considero sérias e importantes. 

Mesmo quando não consigo o tempo ou o espaço ou o melhor espírito para uma boa conversa, penso bastante neles. Sobre cada um: como está lidando com a vida, como está "toreando" suas emoções, como está controlando os seus hormônios, como está equacionando suas questões importantes em um mundo que se torna cada dia mais complexo e em muitos sentidos cruel... Preocupo-me por eles! Como, provavelmente, a maioria dos pais. 

Por conta disso, desse amor entranhado, dessa paixão tecida nos lugares mais inacessíveis da alma, tenho pensado em coisas boas para lhes dizer. Coisas que a gente vem colecionando nessas quase duas décadas de relacionamento a seis; segredos de pais para filhos. Coisas que agora reparto neste improvisado recado: 

O que a gente é vale mais do que o que a gente tem. Às vezes, vocês sabem bem, eu me arrependo de ter escolhido o ministério — este de seguir a Deus como pastor ou no serviço da poesia e da adoração através da música. Às vezes me pego reclamando, dizendo que gostaria de poder ter mais, poder dar mais a vocês, supri-los mais adequadamente, proporcionar uma viagem extra, uma roupa mais bonita, um sapato mais "chique". Às vezes reclamo em voz alta e não tem como não perceber (que bom que vocês me conhecem — é um alívio poder ser eu mesmo). Mas estes meus reclamos não conseguem matar a lucidez que vem do Espírito de Deus — na sua luz nós vemos a luz! E, nos meus momentos de lucidez, me curvo diante do Pai e lhe digo que Ele fez bem em aceitar os meus votos de ministério ("não me dê a riqueza, nem a pobreza, dá-me o pão que me for necessário...", votos que eu "roubei" do sábio Salomão). Digo a Ele que Ele tem feito bem à minha alma e que nos meus melhores momentos eu chego a cantar de tanta alegria. Digo a Ele que apesar do "modismo" da teologia da prosperidade e do "servo" de Deus que é sempre bem sucedido, inclusive financeiramente, eu estou satisfeito e aprendi a viver contente na abundância bem como na escassez. Digo a Ele que Ele mesmo é a minha porção, que Ele é o meu bem maior, o Amado de minha alma e o Senhor da minha vida. Digo a Ele que vocês — minha mulher e meus filhos, minha família — são o meu tesouro mais precioso nesta vida e que, graças ao cuidado dele, — inclusive em não nos dar tudo o que pedimos — temos aprendido a respeitar os outros, a amar e ver com bons olhos os menos privilegiados e a aprender os pirimeiros passos da dependência e da fé genuína — não esta que está na moda, que exige de Deus aquilo que se quer, mas a da Bíblia, que ferece a Deus aquilo que se tem! Acho que vocês já aprenderam a lição número 1 — valemos pelo que somos. Vocês são maravilhosos e preciosos! 

Amar de verdade 'tá cada dia mais difícil. 
Jesus já havia alertado aos discípulos, quase 2.000 anos atrás, mas vale relembrar: "... e por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará!" Vivemos dias maus. As pessoas amam mais a si nesmas do que a Deus. As pessoas amam mais aos prazeres do que a Deus. Muitos amam a Deus da boca pra fora, mas o coração está longe dele. Vivemos dias de muita apostasia. Apostasia é a negação da fé. Às vezes ela é aberta e descarada e fica fácil de perceber. Outras vezes, e sei que vocês já têm percebido isso, ela é encoberta e dissimulada — tem aparência de piedade, fala coisas bonitas, freqüenta a igreja e faz oração, mas é apostasia mesmo assim. Só que é difícil de perceber. Iniqüidade e amor não conseguem formar um bom par. A Iniqüidade entra por uma porta, o amor sai pela outra. Mas quando isso acontece no meio da família da fé, a tendência é a gente ficar magoado, ressentido. Aos pouquinhos a gente vai se tornando cínico — não acredita mais nas pessoas, tem dificuldade de perdoar, de dar uma segunda chance. O amor esfria. Vigiem e orem, façam jejum e lutem com Deus, mas não deixem isso acontecer com vocês: "De tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as fontes da vida!" Como Satanás vem sempre para roubar, matar e destruir, sua mira predileta á o nosso coração. Cuidem do seu coração. Peçam sempre a Deus discernimento para perceber o mal e afastar-se dele. "Sejam inocentes para o mal, excelentes na prática do bem e o Deus da paz em breve esmagará Satanás debaixo dos pés de vocês." 

Corpo e alma são duas faces da mesma moeda. 
Sei que isso parece "chover no molhado" ou preocupação excessiva de pai (e mãe, porque neste ponto sou o porta-voz dela...). Vivemos hoje um novo surto de neoplatonismo. (Sei que vocês ainda não conhecem nem têm muito interesse por Platão, mas um dia terão. É tudo uma questão de tempo!) Para os neoplatonistas, o espírito (ou alma) era bom e tudo que a ele se referisse. O corpo (ou matéria) era mau. Isso gerava uma de duas atitudes: o "ascetismo", que submetia o corpo a toda disciplina para que seus impulsos maus não atrapalhassem a jornada da alma a caminho de Deus; ou o "hedonismo", que liberava o corpo para fazer o que bem quisesse e deleitar-se nos prazeres da "carne" — afinal o corpo não prestava mesmo para nada. Hoje, acreditem se quiserem, ainda vivemos este mesmo conflito. Até no meio das igrejas. O ascetismo toma a forma de um farisaísmo exagerado, cheio de regras — faça isso, não faça aquilo, não toque nisso, não, não, não — é a religião das regras e dos nãos. Raramente alguém lhe diz uma coisa positiva e boa que você deve fazer! O hedonismo certamente, hoje em dia, especialmente nos ambientes que vocês frequentam é mais comum — está cheio de meninos nas nossas melhores igrejas que vivem um relacionamento sexual de total intimidade com a namorada da vez (e vice-versa), e que dirigem o louvor; estão "numa 'nice'” com Deus. 

O evangelho não faz esta separação acentudada entre corpo e alma. Seguindo a tradição hebraica, o homem é percebido como "alma vivente" ou "corpo habitado por uma alma". O que faço com o meu corpo afeta a minha alma e o meu psiquismo (alma em grego é "psique"). A relação de minha alma com Deus não se dá apenas em nível espiritual — ela ganha concretude, ela se manifesta no meu culto racional, no qual ofereço o meu corpo ao serviço de Deus, um sacrifício que Ele considera aceitável, que Ele recebe com alegria. Por conta disso, evitem os dois extremos — não adianta tentar matar o corpo, sonegar seus clamores, ou se esforçar para "fugir das paixões" por meio de regras ou rigorosa disciplina ascética. Primeiro porque é inútil. Segundo porque é presunçoso. Terceiro porque é tarefa impossível sem a graça de Deus. Não adianta também entregar o corpo ao diabo (na esperança de que a alma acabe ficando com Deus, por exclusão) — neste caso fica "pior a emenda do que o soneto". Sigam a tradição hebraico-cristã-evangélica: corpo e alma ao serviço de Deus; corpo e alma ao serviço do próximo; corpo e alma no culto e na comunhão da igreja; corpo e alma na relação conjugal. Cama e alma, em algum lugar devem ter a mesma raiz. Assim, sendo o mais claro possível: deixem para ir para a cama com aquele que for o seu companheiro de alma, no caso das meninas, e companheira de alma, no caso dos meninos, um relacionamento aceito publicamamente diante dos homens, confirmado humildemente diante do altar de Deus. Sei que vocês já tem ouvido bastante esta lição 3. Mas... "quem tem ouvidos para ouvir, ouça!" E que Deus os abençoe. 

Beijão do pai. 


• Guilherme Kerr Neto é músico e pastor da Comunidade Cristã Koinonia, em Campinas, SP.

http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/252/recado-aos-meus-jovens-filhos

terça-feira, 1 de março de 2011

NITRO-GLICERINA por Ed René kivitz

O título deste post era SEXO, só isso. Porém o Blogger não permite essa palavra, isto é que é censura. Mas sexo é assim mesmo, naó é? é a primeira coisa que queremos saber sobre os nossos filhos (qual o sexo da criança? menina ou menino?) e a última sobre os nossos pais (eles fazem é? ou pior, eles ainda fazem isso?). Com ele, ou nele, podemos ter uma sensação de estarmos tocando o céu, e outras vezes nos sentimos como bichos, puro instinto.

Se este assunto lhe interessa e se você pretende crescer em graça, e tê-lo com qualidade e felicidade não deixe de ouvir, foi uma das melhores palavras que eu já ouvi sobre o assunto. E mais, Deus não é contra o sexo, foi Ele quem o criou, o sexo está no contexto da criação, a mesma que quando finalizada Ele diz:"E viu Deus tudo o que havia feito e tudo havia ficado muito bom", tudo foi feito para o nosso prazer e benção.

Por isso é bom ouvir de uma pessoa de Deus, o que Deus espera de nós neste campo minado. O homem caído tentou transformar o sexo em um deus, desprezando o criador, mas o toque de Midas ao contrário, deturpa e estraga o que é bom e faz doença aquilo que era saúde.

Sem mais delongas, aproveite para tirar suas próprias conclusões.


Ed René Kivtz em:
NITRO-GLICERINA Manuseie com cuidado SEXO. 


(Click no link, salve e escute: Mensagem em MP3): 
http://ibab.com.br/mensagens/download/sexo/audio

Depois você me diga se lhe fez bem,uma outra forma de perguntar: Foi bom para você?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Revista Ultimato - Jan/Fev 2010

Não quero ver mentiras e fantasias que me iludem quanto ao sexo


A partir de hoje, com o auxílio de Deus, não vou mais acessar páginas de sites pornográficos. Se, porventura, eu tiver uma recaída, não darei um tiro no ouvido nem farei em pedaços o meu compromisso. Correrei em direção ao Pai e lhe pedirei perdão; confessarei minha fraqueza e pedirei outra vez o seu socorro. Estou resolvido a não fazer de minha mente uma lata de lixo. Já basta a sujeira herdada do pecado original. Não quero causar mais embaraços à minha difícil conduta cristã. Estou suficientemente convicto de que devo alimentar minha nova natureza e não minha pecaminosidade latente. Devo respeito a meu Deus, ao meu cônjuge e aos meus filhos. O amor conjugal é muito bonito para ser chamuscado pela pornografia. Não quero ver, não quero hospedar, não quero arquivar mentiras e fantasias que me iludem quanto ao sexo. Se Jó, muitos e muitos séculos atrás, quando deveria ser mais fácil fechar os olhos à luxúria, por não haver revistas, filmes, sites ou cabines pornográficas, fez um acordo com os seus olhos para não olhar com cobiça para uma mulher (Jó 31.1), quanto mais eu deveria me obrigar a fazer o mesmo, seja solteiro ou casado, adolescente, jovem, adulto ou idoso. Creio no recurso da oração, insistirei na oração, farei orações objetivas e precisas. Orarei com humildade, com lágrimas. Substituirei as mensagens pesadas dos sites pornográficos por outras imagens não apimentadas, sejam culturais, artísticas ou religiosas. Dobrarei a minha vontade todas as vezes que ela me for prejudicial. Mas nunca ingenuamente, como Pedro quando declarou: “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei” (Mt 26.33). Não me dispensarei da disciplina pessoal nem da autonegação, mas prestarei muita atenção ao fato de que o domínio próprio é fruto do Espírito Santo (Gl 5.23). Se eu sentir necessidade e se for de bom alvitre, não hesitarei em compartilhar o meu problema com outras pessoas de minha intimidade, para obter auxílio. À semelhança de Davi, rogarei ao Senhor que me lave e me purifique da bagagem pornográfica acumulada ao longo dos anos, para que ela não me persiga mais. Pedirei que Deus tenha misericórdia de mim e, por seu amor, apague da minha mente todas aquelas imagens rudes, dando-me um coração puro (Sl 51.1-10). Guardarei na memória aquela bem-aventurança do sermão da montanha: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5.8). De hoje em diante vai ser assim! Com o auxílio de Deus. Amém.
http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=2542&secMestre=2563&sec=2574&num_edicao=322#