"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
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sexta-feira, 10 de maio de 2013

UM DEUS SEM CURA PARA SI MESMO! por Caio Fábio


Se prevalecesse a ideia de que Deus criou e pronto, tendo depois que fazer ajustes à criação, conforme se crê que a Bíblia narre, teríamos que dizer que Deus não somente de fato se arrepende, como também que se arrependeu muitas vezes, e que, hoje, se arrepende todos os dias de haver feito o que fez como Criador.

O critério acima exposto não só é totalmente humano, limitado, linear e finito, como, também, é um atestado da inviabilidade de Deus como Criador e Pai segundo a lógica do homem.

Deus nunca se deu bem e Seus projetos parecem ter falhado!

Adão foi uma tragédia. Seu filho Caim de cara vira homicida. A descendência dele fez ainda pior. Depois veio a tal invasão “anjo-alienígena” descrita por Gênesis seis, quando os “filhos de Deus” tomaram as mulheres mais belas da terra e com ela geraram os Gigantes, os Nephilim. Então veio o Dilúvio. Noé sobrevive, mas de sua descendência logo surge um filho amaldiçoado: Cão, pai dos cananeus.

Outra vez o mundo se danou todo com extrema rapidez.

Então Deus suscitou Abraão, que foi lindo de fé, mas que gerou uma segunda descendência, com Hagar, e que é a descendência dos piores inimigos do povo da linha direta de Abraão: Isaque e seus descendentes: os filhos de Israel.

Israel, outra provisão divina para o mundo, tornou-se o que se tornou: pior dos que os povos antigos que o haviam precedido na terra da peregrinação de Abraão.

Então veio o Rei Davi, homem segundo o coração de Deus, mas que teve também coração para o que não deveria ter tido.

Assim, Israel se corrompe outra vez, só que agora numa sucessão de corrupção através dos Reis de Israel, começando com Salomão, filho direto de Davi.

Profetas são levantados. Utopias são prometidas caso Israel ande com Deus. Mas, dos profetas, ficamos conhecendo não as utopias proféticas [até hoje o leão e o boi não pastam juntos...], mas apenas a verdade dos profetas nos cumprimentos dos juízos vaticinados.

Assim, as profecias continuaram, as tragédias se sucederam, mas os profetas acabaram.

Então, veio o cativeiro para corrigir os idolatras filhos de Abraão.

Enfim, vem Jesus. Veio para o que era Seu, mas os Seus não o receberam. Surge uma outra comunidade: a Igreja.

Ora, a Igreja seria o novo Israel. É verdade que sempre se pode pensar na Igreja Invisível, pois, a Igreja visível apenas dá testemunho do fracasso de Deus como Arquiteto e Edificador.

Então, veio, da Igreja e sua influencia, o mundo Ocidental e tudo o que nele já se fez em nome de Deus e de Jesus.

Agora, mais do que nunca, temos todos os “agentes explícitos” de Deus na História em estado de desgraça: Israel é visto como um usurpador perverso e a Igreja é a comunidade da Promessa Corrompida.

O Pai não teria dado certo com Israel e o Filho e o Espírito teriam fracassado no Projeto Igreja!

Sim! A julgar pelo que os crentes sempre consideram o “caminho histórico e único de Deus”, Israel e a Igreja, temos que dizer que Deus não deu certo como Deus.

No trato com Seus filhos Ele já tentou de tudo.

Adão teve tudo, menos uma coisa, mas essa única coisa que ele não poderia foi justamente a coisa que ele quis contra tudo o que poderia.

Veio Seu Filho, mas foi morto, e os que nele creram, depois de um tempo, tornaram-se discípulos de si mesmos. Sim! Do que chamaram de “nós, a Igreja”; mas já não eram mais discípulos de Jesus.

Ora se os planos de Deus para consertar o mundo se limitam a Israel e à Igreja, então, creia meu amigo: Deus se danou nessa!

Desse modo, não me admira que os “ajudantes” de um Deus tão incompetente — pois, nesse caso, Deus pode ser tudo: Onipotente, Onisciente, Onipresente, mas é também Oni-Incompetente — estejam tentando criar uma teologia do dialogo entre Deus e o homem; e mais: criando certas limitações no softer de Deus, tornando-o mais incapaz, mais lento; e isto a fim de torná-lo menos Deus, e, assim, podermos explicar melhor Sua impossibilidade de fazer o melhor da e para a criação.

Sim! A História de Deus com Sua criação foi difícil até mesmo antes de o homem ser criado.

O tal “Querubim da Guarda”, acerca de quem pouco ou nada se sabe, veio a tornar-se diabo no meio da Assembléia Sublime. Deu tudo errado, segundo o padrão humano de avaliação.

Criou-se o homem. Mas o homem virou um diabo.

E, agora, o diabo do homem com o diabo que o homem nem sabe quem é, juntos, estão acabando o mundo.

Ora, já que não dá para criar um outro homem e nem um outro diabo, pois, tanto o homem quanto o diabo não estão ao dispor do homem para mudar, então, somente se criando um “outro Deus”, para ver se a gente dá uma reviravolta pelo menos filosófica no “Problema Deus” ou no “Problema de Deus”.

O Não-Deus Budista, em um tempo como o nosso, leva imensa vantagem; pois, nunca prometeu nada na Terra; nunca teve uma terra, um povo, uma nação santa; nunca teve relações pessoais; nunca disse nada; nunca dele se disse que soubesse qualquer coisa no futuro; e apenas estimulou a que se sofresse pouco, pela via da desistência das paixões do ego; e que também se fosse compassivo, mas sem passionalidades nos afetos.

Esse ‘Deus’ que não é um Deus por definição Ocidental, não tem problemas. De fato, somente não sugiro que o pessoal cristão angustiado com o ‘Deus dos cristãos’ e da ‘Igreja’ se converta a “Ele”, pois, em razão do acesso logorreico dos viciados nas cerebrações e nas discussões sobre Deus, eles ficariam entediados, pois, tal “Deus” não tem papo, e nem serve a um projeto de Teologia Relacional; do contrario, já seria um Deus “prontinho” para eles. Que pena!

Ora, o que se impõe concluir é que o Deus da Igreja não tem o que dizer ao mundo, a começar do fato que seu ultimo projeto, a ‘Igreja’, não deu certo entre os homens também.

Desse modo, a oração Sacerdotal de Cristo, em João 17, no máximo tem seu cumprimento apenas nos ambientes da subjetividade inverificável, mas não na História verificável.

Assim, a Oração de Jesus ficou frustrada historicamente falando, posto que seja inegável que Jesus desejasse que Seus seguidores, a Igreja, se tornasse uma comunidade humana de amor, verdade, justiça e paz; e, como sabemos, isso nunca aconteceu de modo consistente e continuo na História. Falhou também.

Pedro disse na sua 2ª epistola que seria esse tipo de frustração com Deus, e, também, com a imutabilidade das situações desde o principio, desde Adão, o poder que faria muita gente se cercar de mestres procurando uma saída, um outro Deus; ou, quem sabe: um Deus que mude o paradigma da expectativa em relação a Ele, pois, de acordo com o que se pode medir, Deus teria falhado.

Na realidade Deus não tem nada a ver com tudo o que se diz Dele ou tampouco com o “Retrato Falado” que Dele os homens têm recebido através da “Igreja”.

O desconhecimento da “Igreja” em relação a Deus e a Jesus é tão grande, que se Ele se manifestar mesmo, os crentes vão repreendê-Lo em “nome de Jesus”.

Deus não está com problemas, e, tampouco, nos deu esse “manualzinho divino” que hoje se pretende ou precisa reformar a fim de adequar Deus aos tempos.

Na realidade, dado ao que o mundo apresenta, Deus virou o maior problema do mundo!

É em nome de Deus que os maiores ódios permanecem. É nome de Deus que se pode vir a explodir a Terra. É nome de Deus que se fez tudo o que se fez do progresso que hoje ameaça destruir o mundo. E mais: Deus é culpado por tudo o que não dê certo!

O mais simples para Deus, que deve andar de Saco Divino Cheio de tudo o que a Ele se atribui, discute, sugere, demanda ou Dele se “explica” — seria acabar com o homem; posto que a Natureza não tenha problemas para além de nós, a terrível “jóia da criação”.  

Deus, porém, não tem cura!...

Sofre do amor de Oséias, o corno. Sofre a dor do Pai do Pródigo e a do Pai do irmão que tinha inveja do pecado do outro. Sofre como o Pai que não é reconhecido nem com DNA pelos filhos.

Sofre e segue... Não dá para explicar. Ele mesmo não se explica. Apenas manda não filosofar e crer. Crer que Ele sabe o que está fazendo, embora eu não entenda nada.

Sim! Ele mesmo disse que o que nos aguardaria seria justamente o que chegou. Mas garante que no final veremos o sentido de tudo, se apenas crermos, confiarmos e não nos cansarmos do amor e do bem.

Entretanto, olhando com os olhos dos Teólogos Psicanalistas de Deus, teríamos que dizer:

Deus é um Pai incorrigível, que acostumou mal a Seus filhos, que é co-dependente da humanidade, mas errou muito querendo acertar. Agora, porém, chegou a hora de Deus crescer e dialogar com os teólogos e com a humanidade, pois, sozinho, Deus nada conseguiu; pode ser com uma consultoria humana Ele se saia melhor; posto que até agora, usando critérios humanos de qualquer natureza, teríamos que dizer que Deus não deu certo. Mas isso não seria justo com Ele, que, afinal, se esforçou tanto!

Jesus falou deste dia, quando indagou afirmando:

Porventura, quando vier o Filho do Homem, encontrará fé na Terra?

Deus não está assustado. Mas o homem está morrendo de medo!

Ora, não posso falar pelo mundo, mas por mim eu posso e digo:

Se a única criação de Deus tivesse sido eu, apesar de mim mesmo, eu diria e digo: Deus deu certo em mim!

Nele, que nunca se arrependeu e que nunca teve de remendar nada, embora eu não compreenda coisa alguma,

Caio
19 de janeiro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A ESCOLHA RADICAL por John Stott

"Nem todo aquele que me diz: "Senhor, Senhor", entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus". 
(Mateus 7.21)



Jesus coloca diante de nós, na conclusão do sermão do monte, a escolha radical entre obediência e desobediência. Não que possamos, é claro, ser salvos por meio de nossa obediência, mas que, se verdadeiramente somos salvos, mostremos isso através dela.


Primeiro, Jesus nos adverte do perigo de uma confissão meramente verbal (v. 21 -23). E certo que uma confissão expressa verbalmente é essencial; "Jesus é Senhor" é o primeiro, mais curto e mais simples de todos os credos. Contudo, se isso não for acompanhado de uma submissão pessoal ao senhorio de Jesus, é inútil. Podemos ouvir no último dia as terríveis palavras de Jesus: "Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal" (v. 23).

Segundo, Jesus nos adverte do perigo de um conhecimento meramente intelectual. Enquanto o contraste nos versículos 21 a 23 era entre falar e fazer, c contraste agora é entre ouvir e fazer (v. 24-27). Jesus então ilustra isso por meio de sua famosa parábola dos dois construtores. Ela apresenta um homem sábio, que construiu sua casa sobre a rocha, e um tolo, que teve preguiça de fazer alicerces e construiu sua casa sobre a areia. Quando ambos entraram em suas construções, um observador menos atento não teria notado a diference entre elas, pois a distinção se encontrava nos alicerces, e alicerces não são vistos. Somente quando a tempestade caiu e atingiu ambas as casas com fúria é que a diferença fatal foi revelada. Do mesmo modo, cristãos praticantes (tanto genuínos quanto espúrios) têm a mesma aparência. Ambos demonstrar estar edificando vidas cristãs. Ambos ouvem as palavras de Cristo. Vão à igreja, lêem a Bíblia e escutam sermões. As profundezas de seus alicerces, no entanto, estão ocultas à vista. Somente a tempestade da adversidade nesta vida e a tempestade do juízo no último dia revelarão quem somos.

O sermão do monte termina com uma nota solene de escolha radical. Só há dois caminhos (o estreito e o largo) e somente duas fundações (a rocha e a areia). Em que estrada estamos viajando? Sobre qual alicerce estamos construindo?

Para saber mais: Mateus 7.13-29

STOTT, John. DEVOCIONÁRIO: A BÍBLIA TODA, O ANO TODO - Meditações Diárias de Gênesis a Apocalipse - Ed. Ultimato. (pag. 198) 
...
Como mudar de Caminho (eu sei que você já tentou fazer isso com muitas promessas).

domingo, 24 de junho de 2012

VOCÊ TEM MEDO DE ORAR E NÃO SER ATENDIDO?...

Jesus disse que deseja que a nossa alegria, a alegria dos discípulos do Evangelho, dos seguidores da Palavra da Vida, seja alegria completa; não em parte, mas plena; assim como plena, diz Ele, deve ser a nossa vida; visto que Ele, de Si mesmo, dizia a nós: “Sem mim nada podeis fazer” — deixando-nos desse modo claro que a certeza de que nossa alegria só pode vir de nossa relação de implante Nele.


No lugar no qual Ele disse que deseja que nossa alegria seja completa [João 17], Sua referencia a completude de nossa alegria se vincula à nossa confiança em Deus, pela qual temos com Ele a intimidade de pedir em oração, sobretudo se a disposição do coração é permanecer na Sua Palavra; assim como um ramo sadio e frutuoso de uma videira só continua sadio e frutuoso se permanecer ligado ao tronco da videira.


A oração [...] pode ser nossa grande fonte de alegria!


Todavia, não existe nenhum poder na oração em-si...


Oração não é mandinga e nem macumba...


Digo: oração a Jesus [...] não o é!...
Sim, pois oração a Jesus, mesmo que use o nome de Jesus, só é oração em Jesus e para Jesus... — se for em conformação à Palavra de Jesus, ao Evangelho; posto que orações feitas a Jesus, em nome de Jesus, mas fora do espírito do Evangelho, fora do ensino de Jesus, longe do mandamento do amor e do perdão, afastadas do sentido do que Jesus chama vida e valor diante de Deus, não são orações a Deus, mas àquele que ama o ódio, o capricho, a magia, a manipulação, o culto à própria vontade, à necessidade psicológica carrega de morte e perversão, a mentira, a vingança e a hipocrisia..., que é o diabo.


Jesus, no entanto, mandou que orássemos mais do que nos mandou fazer qualquer outra coisa!...
Além disso, Ele disse que a oração que acontece em paz e submissão à vontade de Deus e segundo o espírito do Evangelho, sempre será ouvida; e sempre trará até nós a certeza e a demonstração de nossa amizade com Deus pela obediência em fé ao Evangelho; posto que os verdadeiros amigos de Deus, os que pedem e recebem, são amigos de Deus apenas porque demonstram seu amor e fé pela permanência no mandamento do amor, que é o sentido do Evangelho.


Desse modo Jesus ensina que a oração é o fator mais simples e prático de experiência de alegria espiritual, quando se ora com amor e submissão, quando se pede com confiança, quando se intercede com amizade e ardente amor fraterno, quando mesmo desejando algo, e pedindo algo com clareza especifica, ainda assim não se faz a esperança escrava do desejo pessoal, pois apesar de se pedir, pede-se Àquele que sabe o que nos será melhor...; coisa que o mais esclarecido de nós está longe de saber.


Você tem medo de orar?...


Pergunto por que a maioria dos crentes que eu conheço só ora em vigília ou reunião de oração, pois, na solitude [...] não crêem que serão ouvidos; posto que fiam-se no “ajuntamento dos que oram” como se fosse um poder-em-si... — e isto porque não têm amizade com Deus, posto que pessoalmente saibam que não mantêm nenhuma amizade com Jesus pela obediência ao Evangelho e ao mandamento do amor, do perdão e da misericórdia.


Sim, não crêem em sua amizade com Deus, e, por isto, não oram; posto que temam não receber; visto que somente pensem em resposta às suas orações como atendimento aos seus caprichos, os quais, são egoísmos oferecidos como petição ao Pai.


Daí temerem orar sozinhos...


Daí precisarem da oração grupal como elemento de força aos seus pedidos pessoais...


Pense nisso!
Nele,


Caio
22 de setembro de 2009
Lago Norte - Brasília - DF

sábado, 10 de março de 2012

QUE HORRÍVEL É ESSE ESFORÇO? Caio

Jesus disse que o Reino de Deus seria tomado por esforço.

Que esforço há maior do que não fazer esforço?

Que esforço há maior para um homem que se tornar como uma criança?

Que esforço há maior do que aborrecer pai e mãe?

Que esforço há maior do que não pensar em maior ou menor?

Que esforço há maior que encontrar e se contentar com uma só coisa?

Que esforço há maior que a simplicidade?

Que esforço há maior do que não ter justiça?

Que esforço há maior que confiar no nada?

Que esforço há maior do que apenas crer?

Que esforço há maior que morrer para viver?

Que esforço há maior que para ter alma ter que deixar de ganhar o mundo?

Que esforço há maior que aceitar que o grande esforço é descansar, e que a grande ação é não agir sob pressão, e que a melhor ação é ser agido ao invés de agir?

Que esforço há maior que apenas e tão somente se gloriar na Cruz de Cristo?

Que esforço há maior que ser pomba e serpente a um só tempo?

Que esforço há maior que apenas ser?

Que esforço há maior do que aceitar que quando a alma diz que ganhou, o espírito perdeu?

Que esforço a maior do que viver contente sabendo que quando o espírito ganhou é sempre porque a alma sofreu?

O Reino é tomado por esforço apenas porque estamos tomados pela inquietação do fazer para nós, para os outros e para Deus.

Assim, grande é o esforço para se entrar nos ambientes elevadamente interiores do Reino.

Grande é o esforço para deixar a ansiedade e a inquietude, e buscar o Reino em primeiro lugar.

Sim, buscar o Reino não em lugar nenhum, nem como conquista alguma fora de nós, mas apenas e tão somente no mais profundo de nós mesmos.

Pois como é difícil crer que nada há mais acima de mim do que aquilo que há no mais profundo de mim. E como é difícil aceitar o que não se compreende.

Aquele porém que se converter, e se tornar como uma criança, esse entra desde já nos ambientes do Reino, que quanto mais altos são, é porque mais íntimos se tornaram.

O esforço é entregar a presunção!

O ESFORÇO É SE ENTREGAR À GRAÇA, E NÃO RETROCEDER!

Caio Fabio - http://www.caiofabio.net/

terça-feira, 26 de abril de 2011

POR QUÊ SERÁ QUE VOCÊ CONFESSA A JESUS E CONTINUA SEM DEUS? por Caio Fábio

"Jesus (ressuscitado), aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide (indo, no original), portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século".


Mateus 28.18-20


As garantias de Jesus foram todas. Ele não estaria mais fisicamente presente, mas, em compensação, sem limites de geografia, tempo e espaço, estaria conosco todos os dias, sem jamais nos deixar órfãos, pois, enviaria de Si mesmo, o Espírito Santo, o Consolador, Aquele que Caminha Junto, que habitaria conosco e estaria em nós, revelando a cada dia mais de Jesus, e levando-nos a conhece-Lo em todos os nossos caminhos, crescendo em verdade e graça, andando em amor, conforme o entendimento segundo o Evangelho.

Enquanto isto, como decorrência natural dos efeitos da Palavra da Vida em nós, “indo...” onde quer que fossemos, seríamos Testemunhas de Seu amor e graça, visto que Seu chamado não era para que “déssemos testemunhos”, mas antes para que “fossemos testemunhas”. Antes de ser um chamado para fazer é uma convocação para ser.

Enquanto isto, Ele garantiu que faria sinais, prodígios e maravilhas, confirmando a Palavra vivida e anunciada por nós, sendo que Ele mesmo nos levaria a realizar obras maiores que as Dele, pois, receberíamos do que é Dele, e Nele viveríamos.

Ele também garantiu de que se fôssemos postos em provas, Ele mesmo estaria alí, dando-nos sabedoria, e dizendo-nos o que dizer. E garantiu que pisaríamos com os pés a serpentes e escorpiões, e que subjugaríamos, Nele, todo poder do maligno.

Justamente em razão disso, de Sua Presença, de Seu carinho diário, de Seu amor manifesto como Verdade libertadora, como Graça para ocasião própria, e como poder de Deus em nossos corações, é que Ele manda que andemos com esperança, com fé, olhando para o alto, confessando um futuro de Glória, e até mesmo nos regozijando nas dificuldades desta existência.

Sua ordem, entretanto, era para que todo aquele que dissesse que confiava Nele, manifestasse isto mediante atos de misericórdia, verdade, justiça e amor, que são os conteúdos existenciais do Evangelho.

Isto porque o Evangelho não é um conjunto de história e nem um monte de palavras lindas, mas sim, antes de tudo, é espírito de amor, graça, justiça, paz e misericórdia.

Quem, em qualquer lugar, tiver discernido que Deus é assim, então, não importando quem seja, nem onde esteja, o que saiba ou deixe de saber, tal pessoa terá a Presença com ela.

Porém, se alguém se diz cristão, chama a Jesus de Senhor e Salvador, porém, apesar disso, e em contradição com isto, vive sem amor, compaixão, verdade a começar de si mesmo, justiça bondosa, bondade justa, e o desejo de fazer a misericórdia triunfar sobre o juízo —, então, tal pessoa, mesmo conhecendo as histórias e os ensinos do Evangelho intelectualmente e como uma bela informação, não provará a Presença, pois, o “indo...” acerca do qual Jesus falou quando mandou “fazer discípulos” e contar com Sua presença até o fim dos séculos, não é um movimento geográfico, mas, antes disso, interior, e que põe o individuo, bem antes do que no chão de alguma “missão”, no chão do coração, no qual a viagem verdadeira é feita.

Ora, neste ambiente onde a missão de ser se inicia, o que vale não é saber a história de Jesus, mas viver a história conforme o espírito de Jesus.

O que temos hoje no chamado mundo cristão é um monte de gente carente, doente, sem a experiência de Deus, sem paz, deformadas pelas ambições de falsa espiritualidade, existindo apenas no mundo das performances e das superficialidades, enquanto vivem cheias de inveja; confessando-se santas, enquanto estão taradas; dizendo-se povo de Deus, mas sem conhecer o caminho da pacificação interior; cheias de juízo, e que é do tamanho de sua falta de consciência de justificação na Graça, mediante a fé.

Ora, tais pessoas, como não conhecem a Deus, vivem buscando preencher esse vazio com cultos e mais cultos, com cargos eclesiásticos, com atividades missionárias, com corais, com mil obrigações expiatórias; e entregam-se ao comando espiritual de fabricantes de ídolos cristãos, que são as poções mágicas oferecidas em troca de contribuições em dinheiro, escondendo algo que se disfarça sob a nomenclatura de evangélico, e que é a coisa mais falsa que se poderia criar na Terra em nome de Jesus.

Esta, todavia, também é a razão das pessoas crentes serem tão infelizes, pois, trocaram Jesus pela “igreja”, deixaram o Evangelho, e se entregaram a “doutrinas e mandamentos de homens”.

Para tais pessoas, mesmo que confessem o nome de Jesus, não há paz para o coração. Sim, porque conhecem um nome, mas jamais provaram a Pessoa; e conhecem doutrinas, mas não estão tomadas pelo espírito da Palavra, que é o que se torna vida em nós.

Quando o coração discerne o Evangelho e seu significado Hoje, então, quando lê nos evangelhos a promessa que diz “eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”, já não a lê como algo distante; e, nem tampouco diferente do significado dessas mesmas palavras para os primeiros discípulos.

Para quem conhece a Deus em espírito e em verdade, conforme Jesus, este Estou Convosco é verdade. E é verdade todos os dias, todas as horas, em todos os caminhos, e até mesmo nos enganos.

E porque Ele está presente, Ele mesmo nos corrige em Seu justo amor. E porque Ele está presente, Ele mesmo é nosso Pastor em todos as veredas. E, assim, aprende-se que não há lugar para fugir de Sua presença. Sim, Ele não só está Presente, mas Sua Presença também nos Persegue.

Quando Ele está presente não há como não viver cheio de muita esperança e alegria; e, sobretudo, olhando para o alto, de onde vem nossa Absoluta Redenção.

Enquanto isto, indo... o nosso próprio caminhar Nele gera novos discípulos, os quais, não nos pertencem, pois, somente a Ele pertencem, visto que foram comprados pelo Seu sangue, e não pelo nosso.

Experimente crer e confiar. Você verá a Tumba de Jesus vazia, e o ouvirá dizer: “Pare de Chorar! Eis que estou com você todos os dias!”

Nele,

Caio

http://www.caiofabio.net/2009/conteudonews.asp?codigo=3

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

GERAÇÃO MÚLTIPLA ESCOLHA - Caio

"Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino". ( I Co 13.11)

Texto riquíssimo e profético, de urgente necessidade de Reflexão.

Infelizmente o que está escrito neste texto retrata o espírito da minha Geração e da Geração do meu filho, principalmente no que diz respeito a nossa fragilidade emocional.
Depois de sua leitura, é preciso responder: Meninos (e meninas)do teclado! Quando vos tornareis homens (e mulheres)?

E os Pais (os fabricantes!?) destes meninos???

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GERAÇÃO MÚLTIPLA ESCOLHA: filhos da fragilidade de alma

Gerações fracas. É o que temos. E isto acontece em todo o mundo. De fato, com exceção dos lugares pobres e sem cultura, onde quer que as facilidades tecnológicas cheguem — aí surge uma geração frouxa e sem tenacidade.

Tome-se como exemplo o exército americano atual e o exercito de Israel.

Os “meninos” americanos são garotos jogadores de videogame e nada sabem sobre enfrentamento real, sobre dificuldades brabas, sobre confronto não programado. São ágeis no gatilho eletrônico do joguinho de matar no qual brincam em casa e, depois, no jogo da guerra, dentro de tanques blindados. Com aqueles brinquedos na mão eles são campeões da guerra.

Mas ponha-se qualquer daqueles meninos numa favela do Rio, à noite, sozinho, e se verá de que material são feitos.

Derretem. Têm síndrome do pânico. Desmaiam. Gritam pela mamãe. Sonham com o “home, sweet home”.

De outro lado, olhe-se para os guerreiros de Israel. Meninos-homens. Já nascem sabendo que jogo é jogo e treino é treino.

São chamados pelos seus pais de “sabras”, que é uma planta abundante no norte de Israel, e que é cheia de espinhos por fora, embora seja muito doce por dentro.

Eles são guerreiros. Mas os meninos americanos apertam apenas botões de guerra.

Ora, se fossem retirados os aparatos de guerra eletrônica, e os meninos americanos tivessem de lutar como homens, com as mãos — possivelmente se veria que um dos exércitos mais frouxos da Terra é o Americano.

Estou dizendo isto porque me assusto cada dia mais quando vejo a fraqueza destas novas gerações.

São feitas de açúcar. Derretem. Desistem logo. Não sabem o que querem. Pensam a vida como múltipla escolha. E tudo o que não for botão, dá trabalho.

O enfraquecimento emocional e de rigidez de vontade é um fato pós-moderno. Os humanos ficaram com os dedos rápidos para os joguinhos, mas tornaram-se retardados quanto ao mais.

Crescem. Ficam muito altos. Mas continuam imbecilizados e retardados em tudo...

Confundem caprichos com vontade. Não sabem diferenciar gargalhada de alegria. “Ficam, ficam, ficam” — mas continuam não sabendo tratar uma mulher ou um homem.

Tudo os abala... Tudo gera crise. Tudo é demais...

Tornam-se adultos, mas continuam crianças na irresolução. Assim, são mestre em se auto-vitimar e em transferir responsabilidades para sempre — seja para os pais, seja para o mundo.

Discutem acerca do que devem como se o mundo devesse a eles. Entretanto, em tal fraqueza, são mandões na mesma medida em que são bobões. Não vivem sem ajuda, mas cobram e esperam a ajuda como se fosse dívida...

Encontro pessoas de vinte ou trinta anos que são mais infantis e frágeis do que eu jamais fui nem quando menino.

A tendência atual é fabricar gente tão bonita quanto boba.

Quando comparo os jovens de hoje com aqueles que faziam parte de minha juventude, raramente encontro alguém que pudesse andar conosco naquela época. Sairiam correndo... Ou então não conseguiriam acompanhar o ritmo e seriam deixados fora.

Converso com os jovens desta geração e fico aturdido com o infantilismo. Terminam cursos superiores, mas continuam no jardim da infância das percepções da vida.

Ficam altos, mas nunca crescem. Adiam tudo. Quase nunca olham a vida com responsabilidade. Se aparecer quem os sustente, permanecerão em tal estado pra sempre. São lesados!

Quando se empregam, em geral se sentem donos de si mesmos, embora comam na casa dos pais.

São arrogantes e desobedientes aos pais. Fazem apenas o que gostam. E quando fazem algo pelos pais, sempre é no espírito da troca. “Em troca você me dá isso” — é o que dizem.

Por isto também não sabem ser pais. Pobres de seus filhos. Acabarão por se tornar ainda piores do que seus pais. Mais frágeis do que eles, mais doentes de alma do que eles, mais caprichosos e viciados em banalidades do que eles...

Somente uma paulada forte, uma cacetada violenta, um choque de existência – poderá ajudá-los a virarem homens.

Meninos do teclado! Quando vos tornareis homens?

Cansado de tanto retardo,

Caio ( http://www.caiofabio.net/ )

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

AOS CRENTES NA DÚVIDA SOBRE JESUS... - Caio Fabio

Fico vendo o comportamento dos cristãos considerados cult, psicologicamente sensíveis...

Quem e como são?...

São necessariamente conflitados, recomendavelmente duvidosos, crentes em estado de permanente descrença; sem discernimento, mas muito críticos; evasivos quanto à eficácia do testemunho da Palavra pura e simples, embora cheio de opiniões negativas em relação a quem pregue sem angustia, conflito ou crise de fé; conhecedores teóricos das discussões da fé e dos dilemas teológicos, ainda que vivendo sem nenhum interesse prático/real no Evangelho que seja para além da informação e da discussão viciada...

Em geral são sempre descrentes de milagres [até nos da Bíblia], embora muito capazes de usá-los como alegorias ou lindas metáforas da vida...

Ou seja: quase sempre existindo como aquele que... nem chove e nem molha; que não é, mas não deixa de ser...

Ora, o que vejo é que estes, diferentemente dos falsos profetas e dos lobos, fazem seu próprio mal; posto que sejam mornos, sem intrepidez, sem disposição para além do discurso...

Portanto, sendo educados, parecem ganhar pela polidez de suas dúvidas o direito de existir em crise; sendo cavalheiros e finos, parecem poder caminhar em descrença aceitável; estando sempre em dúvida acerca de algo [...] mesmo assim continuam a discutir sobre o “tema Jesus”...

E, com isso..., se fazem passar por gente que duvida em razão de serem íntegros em relação à própria fé... Posto que sendo articulados, tornam seus conflitos elogiáveis, pois são ditos com benditas palavras psicológicas e filosóficas; e, sendo humanos no expressar seu sentir, ganham o direito de existir em dor, pois, sem dor de crise parece não existir real humanidade; tendo cultura, aparentemente dão aos demais crentes, menos instruídos, a sensação de que eles, os cult, os cultos, os sensíveis, são assim em razão de seu saber, da profundidade do seu sentir, e das angustias decorrentes de sua humanidade superior a dos demais...

Assim, estão e nunca são; dizem, mas jamais provam; pregam, e nunca aproveitam; sabem e não experimentam; poetizam, mas não amam para além das belas palavras; discutem a fé, e nunca a abraçam; falam de Deus, embora sempre em estado de dúvida devota...

Quando pastoreiam é antes de tudo em razão de suas próprias angustias...

Sendo assim [...] desconfiam de quem sendo humano não vive em angustia; de quem sendo pensante [...] não exista em dúvida; de quem crendo [...] busque viver conforme a fé; de quem confessando [...] não tema as implicações; de quem conhecendo a Deus [...] não se iniba quanto a afirmar...

Fico imaginando o que aconteceria, se tais deles, vivendo como discípulos de Jesus nos evangelhos, trouxessem tais devoções eternamente duvidosas a Jesus...

O que Jesus diria?...

Sim, se Ele disse que aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é digno do reino de Deus [...] o que Ele diria a esses discípulos da dúvida?...

Ora, Ele não teve pudores jamais...

Aos Seus discípulos duvidosos Ele jamais disse que duvidar fosse parte de um processo normal de crenças [...], muito menos da fé...

Em Jesus não há elogios a duvida, mas tão somente à fé!

Não! Ele lhes pergunta: “Homens de pouca fé, por que duvidastes?”

Ante suas “impossibilidades” decorrentes da descrença..., Ele apenas disse: “Não pudestes expulsar o demônio por causa da pequenez da vossa fé!” E acrescentou: “Mas esta casta não sai senão por meio de jejum e oração”.

Sim, essa casta de crença sem fé, de fé que é apenas crença, e que se distrai discutindo a fé — de fato não sai senão mediante a sua quebra pela oração e pelo jejum.

Esta é a casta presente na maior parte dos pensadores da fé, mas que nunca se deixam pensar pela fé.

Sim, pois quem pensa a fé não é pensado pela fé...

Afinal, tal coisa somente acontece mediante a entrega em razão da confiança que faz a descrença morrer..., e que, ao mesmo tempo, introduz a pessoa no ambiente no qual “Deus não existe”, posto que em tal ambiente de fé não haja lugar para o Deus que existe, mas apenas para o Deus que É.

A descrença é relativa ao Deus que existe...

A fé decorre do Deus que É!

Portanto, brincar de crer sem crer é coisa de menino, e não de homem segundo o que Jesus considere um homem que anda mediante a fé, na alegria de não duvidar.

Leia os evangelhos e veja se Jesus acha legal viver sem as implicações de fazer da existência uma constante afirmação de fé...

Nos evangelhos você não encontrará este lugar..., embora encontre Jesus mostrando compaixão e amor também por esses, mas sem deixar de prosseguir em Seu caminho, vindo o candidato a discípulo após Ele ou não...


Nele, que não elogia a duvida como estado sadio de uma fé em crise permanente,

Caio
www.caiofabio.net

sábado, 24 de julho de 2010

A ZUMBIFICAÇÃO DA FAMÍLIA E A MORTE DO MUNDO! - Caio

Um mundo sem famílias será um mundo sem amor!

Mas e não há mais famílias no mundo?...

Claro que há; mas está acabando...

Ainda há pai e mãe, apesar de que muitos são apenas progenitores, e, dia a dia, menos pais e mães de fato...

Daqui a tempos [não muitos tempos] haverá uma grande quantidade de filhos de proveta e sem pais de fato.

Hoje se vê a falta de família determinando os grandes problemas sociais nas grandes cidades do mundo...

São meninos e meninas cheios de ódio e de rancor; tomados de vontade violenta; irreverentes; prontos para qualquer coisa suicida...

Prova disso, além da proliferação das drogas químicas que matam, há ainda os crimes contra pai, mãe, avós e parentes...

O que poderá fazer o Estado em favor de uma sociedade sem famílias?...

Não basta haver progenitores ou agentes legais de paternidade e maternidade...

O que falta mesmo é a velha e saudável noção de família, de casamento, de educação, de respeito, de reverencia pelos mais velhos; e, sobretudo, falta a certeza de que pai e mãe são para sempre...

Ora, este último aspecto é o mais fundamental...

Entretanto, tal conceito está moribundo pelo fato não apenas de os pais se separarem com extrema facilidade, mas, também, em razão de que tais pais, uma vez separados, trabalham contra a antiga família...

São homens, pais, que se vão e não mais voltam...

São mulheres, mães, que uma vez separadas trabalham contra o ex-marido em relação aos filhos...

No fim o que fica são esses meninos zumbis...

Sim! Zumbis sem vida e amor; apenas prontos para os espasmos da vontade suicida e descomprometida com o sentido da vida...

Um mundo assim será uma assombração...

De fato a Terra está se tornando um lugar mal-assombrado...

É do Haiti que hoje me vem a maior inspiração para crer no poder do amor...

É a terra do Vodu?...

É o que dizem...

Todavia, apesar de tudo, na atual catástrofe se viu a poder do amor de pais por seus filhos e de filhos pelos seus pais...

Houve quem, debaixo da terra, cavasse 50 horas, sozinho, a fim de salvar um filho igualmente sob os escombros; tendo o mesmo acontecido também com filhos que viraram tatus em busca de suas mães...

Em New York tal catástrofe talvez não tivesse as histórias pessoais de amor e compromisso com pai, mãe e filhos que se viu e se vê no Haiti...

Aqui, e dizem que o Haiti não é AQUI, o que se vê é um terremoto sem abalos sísmicos, mas que faz a alma tremer de desesperança e desamor...

No processo de glacialização do amor no mundo, a morte do sentido e significado de família é o agente mais devastador...

A Grande Bomba do mundo é a existência sem família e sem amor!...

Quem acha isso “careta” haverá de ver a careta dos filhos contra os pais e dos pais contra os filhos...

Eu creio na essencialidade da família porque eu creio no Pai, no Filho e Espírito Santo!

Quem crê que Deus é amor e que Ele é Pai, Filho e Espírito Santo — esse tem que ver na família o arquétipo de tal verdade eterna, sem a qual os homens, feitos à imagem e semelhança de Deus, se tornam deuses dês-relacionados e perversos...

Quem diz que tem medo de Macumba deve saber que a maior Macumba da Terra é essa que é feita de Despachos de Filhos e de Pais...

É no desamor de tais “despachos” que o diabo cresce no mundo!...

Quanto menos amor nas famílias [...], mais diabo no mundo!

Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça!

Nele, que disse “Eu e o Pai somos um”,

Caio

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

SAÚDE NA ESPERANÇA DA VOLTA DE JESUS! - Caio

"Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus. É necessário que ele permaneça no céu até que chegue o tempo em que Deus restaurará todas as coisas, como falou há muito tempo, por meio dos seus santos profetas".
Atos 3.19-21

A grande dificuldade no andar equilibrado segundo o Evangelho, está na equação escatológico + histórico/continuo...

Ou seja:

O segredo existencial é viver na expectativa escatológica (do final de tudo, do fim dos tempos), mas com o olhar prospectivo do ponto de vista do que se possa fazer para adiar a profecia como calamidade humana geral.

Depois de falar sobre o Fim dos Tempos, Jesus contou parábolas.

Em Mateus 24/25 vemos que a ênfase Dele recai sobre parábolas com advertência para que se vigie; mantendo a fé e a esperança acesos; dando a vida aos melhores potenciais e causas do bem; fazendo o bem a todos como quem faz a Jesus necessitado; sabendo que no fim o que vale é ser achado fazendo todo o bem que Jesus fez na terra, entre os homens; praticando todas as coisas que detêm o mal e a iniqüidade; abraçando todas as causas do amor e da misericórdia; amando e aplaudindo a justiça; e, mesmo sabendo que a humanidade não quererá..., tratando tudo como quem tenta salvar de um navio afundando todas as vidas que sejam alcançáveis.

Entretanto, existe também a advertência feita quanto à possibilidade de que o servo se acostume à espera, que ache que seu Senhor demora, e, assim, perdendo a esperança, faça do que antes era cuidado pelos outros, um grande negócio; ou que se sirva dele para abusar e enriquecer; ou que trate os homens com desumanidade; ou que passe a entregar-se à embriaguez dos tempos, deixando-se levar pela frieza e pelo desamor; e, assim, torne-se mau enquanto diz cuidar das coisas do seu Senhor.

Assim, escatologicamente, o Evangelho me chama para manter a esperança viva em amor e fé; enquanto também me convida a otimizar minha existência e dons no mundo; crescendo no espírito e manifestando isto na vida e no encontro com o próximo; e me ordena a tratar a todo carente de corpo, alma e espírito como se todos fossem Jesuses caídos no caminho; enquanto me engajo em todas as causas do bem possível na Terra.

Ou seja:

O servo mau é o que desiste da alegria na espera; ou o que apaga a luz interior...; ou o que se acovarda e esconde o bem recebido; ou o que não vê Jesus no chão do mundo...; ou o que entrega-se ao torpor dos tempos, perdendo o amor, e, assim, sentindo-se gerente das coisas de Deus no mundo, passa a maltratar os homens com o seu desevangelho... Assim se forma o servo mau...

Já o servo bom e fiel é o oposto disso. Ele vigia e anda de olhos bem abertos; conserva a alegria da esperança do Encontro com o Noivo; multiplica seus dons e potenciais em serviço ao mundo e em desenvolvimento no espírito e na consciência do Evangelho; trata aqueles que lhe foram confiados com todo amor e reverencia; e, além disso, é capaz de ver Jesus em toda carência ou necessidade humana.

Esta é a equação do existir segundo o Evangelho!...

Quem quer que ache que possa haver outra equação existencial, saiba: como as virgens insensatas ficará sem óleo; como aquele que escondeu o dom da Graça por atribuir maldades a Deus, ficará de fora; como aquele que abusou dos irmãos, será lançado com os malfeitores; como aquele que apenas reconhecia Jesus em ícones e símbolos e não em gente, será ajuntado aos bodes da história...

Assim é a equação existencial do Evangelho!...

Se você crer e viver assim, andará seguro e útil; se não crer e assim não viver, já se perdeu, mesmo que seja gerente do que se considere pelos homens “os maiores interesses de Deus na Terra”.

É assim que é.

É pegar ou largar...

O que se não pode é fingir que seja diferente!...

Nele, que assim disse que seria, e, portanto, disse que tem que ser assim, para o nosso bem e não para o nosso mal,

Caio

sábado, 5 de junho de 2010

SIM PARA SER, NÃO PARA NÃO SER! - Caio Fabio

Quando Jesus diz “não”, é não. Quando Ele diz: “Faça assim”; é para assim fazer.
Desse modo, veja quando Ele diz “não”.

Não julgueis. Não atireis pérolas aos porcos. Não vos mostreis aos homens quando orardes, jejuardes ou derdes esmolas. Não andeis ansiosos de coisa alguma. Não os imiteis. Assim não é no meio de vós. Não foi assim desde o princípio. Não podeis servir a dois senhores. Não resistais ao perverso. Não vos vingueis a vós mesmos. Etc.

Veja também quando Ele diz “sim”.

Sim! Seja misericordioso. Seja justo. Seja fiel. Seja solidário. Seja simples. Seja como uma criança. Seja vigilante. Seja sóbrio. Seja capaz do bem sempre. Seja dos que buscam o Reino de Deus antes de tudo. Etc.

Agora saiba:
Para cada “não” há uma total impossibilidade de que, em se buscando viver contra o “não”, se possa ser feliz.

Não adianta. Quando Jesus diz “não” ninguém consegue violar e ser feliz.
Para cada “sim” há a total possibilidade de vida e felicidade abertos para quem ande conforme a proposta.

Obedecer adianta tudo...

Quem obedece a Palavra de Jesus segue o fluxo da vida, e isto é felicidade.
Agora releia os Evangelhos!

Não é não. Sim é sim. O que passa disso sempre vem do Maligno!

Nele, que é,

Caio


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segunda-feira, 31 de maio de 2010

A QUESTÃO DO SOFRIMENTO - Caio Fábio

As pessoas (nós - eu e você) sempre se perguntam onde está Deus quando coisas conformem relatadas aqui acontecem, principalmente quando é conosco ou muito próximo a nós...
Quem disse a você que este mundo é perfeito?
A resposta pode não responder porquê comigo, mas fala muito do mundo em que vivemos e principalmente da Fé que precisamos, pois sem Deus em nossas vidas e do mundo porvir que Ele preparou por meio de Jesus, e se não vivermos nesta perspectiva somos os mais infelizes dos seres...
Não foi assim desde o princípio, disse Jesus em Mateus 19.8.
Não era para ser assim!
Este não é o mundo que Deus nos entregou no inicio, mas Ele faz, e fará mais ainda, novas todas as coisas (Apocalipse 21.5)! e Se crermos veremos a glória de Deus (João 11), não somente lá, mas aqui e agora, você crê?

Que a Graça de Cristo te cubra hoje, amanhã e depois...
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MINHA FILHA FOI SEQUESTRADA E ASSASSINADA… E Deus?...

To: contato@caiofabio.com

Sent: Wednesday, September 30, 2009 12:29 am

Subject: luto e Paz

Anapolis, 29 de setembro de 2009.


Querido pastor Caio Fábio,

Eu sou uma mãe que acaba de perder uma filha linda, maravilhosa de 26 anos, com apenas cinco meses de casada... Hoje faz sete dias que a perdemos...

Ela era poesia, cor, música e sensibilidade...

Nós somos uma família que conheceu Jesus quando as nossas três meninas tinham entre três e oito anos. Passamos por grandes lutas e desafios e congregamos na igreja presbiteriana do setor sul de Anápolis com o PR Ronaldo Cavalcante.

Caio Fabio, seguimos os seus passos todas as vezes que você esteve por aqui.

Quarta feira passada por volta das 13 horas meu marido me falou que tínhamos que ir para Goiânia porque a nossa filha do meio, a Polyanna, tinha desaparecido...a minhas pernas sumiram....mas eu levantei e entrei no carro para ir para Goiânia pois ela morava lá e estava casada e feliz.....

Apenas com 26 anos a publicitária mais conhecida da cidade por causa da sua alegria e capacidade de incentivar empresários a acreditarem em seus próprios negócios.

Os homens da família foram para a delegacia... e nós as mulheres da família ficamos 30 horas orando, clamando a deus e esperando o pedido de resgate, tendo em vista que o caro já havia sido encontrado com seus pertences dentro e o mesmo havia sido queimado para apagar provas e digitais, dificultando o trabalho da policia...

Oramos sem cessar e ouvimos, e lemos a Palavra; e tivemos a certeza de que o resgate seria pedido e esperamos que ela voltaria para nós e com sua tremenda capacidade poética e criativa e como uma menina apaixonada por Jesus ainda escreveria um livro para promover quebrantamento e conversão em muitas vidas....

A única palavra que eu queria ouvir nestas 30 horas de vigília e emoção, aflição e angustia profunda era: "a encontraram"...; ou um toque de telefone com o com o pedido de resgate...

Finalmente alguém entra naquela casa onde estávamos amigos e parentes amontoados na sala escorregando do sofá para o chão, então ouvimos: “achou”, mas foi encontrada morta com dois tiros...

Acabei de ler sobre o amor de pai que agradece a deus por saber que seu filho, para ficar livre desse mundo, tenebroso chamado por Jesus... Não consigo neste momento ter este sentimento de gratidão porque tendo certeza de que não era esse o desejo dela também...

Nós todos estávamos fazendo uma campanha de oração e eu sei quais eram os planos dela para o futuro... Planos de paz, de criação, de crescimento, para que o mundo conhecesse o talento gratuito que deus lhe deu...

Não posso considerar que a minha não aceitação é egoísta... ela queria viver aqui com o seu querido marido a lua de mel que a esperou por 8 anos, ela queria ter filhinhos e levá-los para jogar bola com o avô que não teve meninos, só meninas, ela queria realizar sonhos comunitários.

No ano passado ela criou um site: www.amigoinedito.com.br para movimentar os internautas a fazerem boas ações e registrarem seus depoimentos neste site.

E agora... Eu entendi a resposta que deram para o “mano”, mas voltar a falar com deus esta difícil demais...

Ainda não sabemos quem foi o sujeito que atirou nela, mas eu não posso acreditar que foi vontade de deus... se foi o ódio do inimigo das nossas vidas eu pergunto por que Jesus deixou assassinos interromperem a caminhada de uma mensageira de Deus ???

_______________________________

Resposta:

Minha irmã amada: Graça e Paz!

Do meu ponto de vista..., Adão não deveria ter pecado; Caim não deveria ter matado Abel; os filhos de Caim não deveriam ter construído Babel; Cão não deveria ter “abusado” na nudez do pai, Noé; Abraão não deveria ter gerado filho de sua serva, Hagar; Jacó não deveria ter enganado Esaú e nem Esaú deveria ter trocado a “bênção” por um prato de lentilhas; os filhos de Jacó não deveriam ter traído José; Moisés deveria ter entrado na Terra de Canaã; a filha de Jefté não deveria ter sido morta pelo voto do pai; Sansão não deveria ter morrido daquele jeito; Davi não deveria ter surtado nunca; e, por isto, não deveria ter perdido nenhum filho; Isaías não deveria ter sido serrado pelo meio; a mulher de Ezequiel não deveria ter sido morta como parábola para ensinar os incrédulos; Oséias não deveria ter sido tão infeliz no casamento; os inocentes deveriam ter sido poupados em todas as chacinas; nenhuma criança deveria ter morrido pela ambição dos adultos; nenhuma mãe jamais deveria ter comido seus filhos no auge da fome; João Batista deveria ter vivido vida longa e honrada, ao invés de acabar sem cabeça em razão de uma bunda bonitinha; Jesus, O Verbo, A Palavra, não deveria ter sido morto; a Ressurreição não deveria ter sido tão discreta...; os apóstolos, como Tiago irmão de João, não deveriam ter sido mortos por nenhum capricho [e todos foram...]; Paulo não deveria ter sido morto justamente quando os cristãos mais precisavam dele; milhares de testemunhas também nunca deveriam ter morrido uma morte sem sentido, banal; enquanto os maus prosperam; enquanto a injustiça foge do juízo; enquanto a verdade é pisoteada; enquanto a maldade se torna poder; enquanto gente boa some... sem explicação...

Sim, entregue a minha visão menor do que a de uma ameba e mais egoísta do que eu mesmo consigo discernir a profundidade do egoísmo, eu poderia consertar o mundo; impedir todas as injustiças; ajudar Deus a ser Deus; determinar o melhor pro mundo, pros meus filhos, pra minha vida; enfim, eu, entregue a mim mesmo, seria tão cheio de boas idéias..., que ninguém que eu amasse morreria; sim, ninguém...; e se morresse seria com meu consentimento, entendimento, compreensão e apoio a Deus na Sua soberania!...

Ah, se eu fosse o Deus do mundo ninguém morreria; ou, então, ninguém que eu gostasse; e, da minha casa, certamente ninguém morreria; não enquanto eu estivesse vivo...

Eu, todavia, há muito aceitei e vi que de fato não vejo; percebi que de fato não discirno; entendi minha limitação de entendimento; constatei que meu melhor amor é ainda por mim mesmo e por meus sonhos; aprendi que meus amores são “meus” e por “minha causa”; pois, morre o vizinho, e não sinto; morre o jovem da esquina, e logo esqueço; milhares são vitimados, e eu apenas lamento; o mundo acaba em vários lugares da terra, e eu agradeço que não seja AQUI...; e, aqui, é onde moro, vivo; e AQUI não posso conceber que aconteça o que no mundo inteiro acontece...

O que não dá é para sofrer em nome de sua filha os sofrimentos que ela não está sofrendo...

Sim, pois você queria ver a sua filha casada e feliz no casamento; tendo filhos; se realizando profissionalmente; etc... Esses são os seus sonhos e um dia foram os dela... Mas saiba: AGORA já não são [...] mais sonhos dela, mas apenas seus [...] por e para ela...

Hoje, para ela, o melhor marido é nevoa perto da Glória; a melhor lua de mel é amarga se comparada à alegria dela; os filhos mais lindos são miragens quando comparados aos encontros de amor que ela está tendo; as realizações profissionais que lhe orgulhariam, hoje, agora, para ela, são as canseiras e os enfados que cessaram...

O problema é que você não teve tempo para se realizar nela!...

É claro que a dor é indescritível... E ninguém pode dizer que não conheço tal dor... Mais de uma vez...

Todavia, é como pai que perdeu filho; como filho que perdeu pai; como irmão que perdeu irmão; como amigo que já perdeu milhares de amigos, que lhe digo que meus sentimentos seriam todos como os seus, não fosse o fato de que discerni faz tempo, que a maior dor dos enlutados é ainda egoísmo pelo outro [...] cuja alegria está plena, mas não a nós...; e, também, vi que tais sentimentos são todos o resultado de minha vontade de me ter nos meus filhos, de me reproduzir neles e assistir tal fato; ou seja: descobri com toda honestidade que minha frustração era não poder gozar a vida neles [...], nos que foram...

Entretanto, hoje, o que lhe digo parece sem coração e fácil de dizer...

Mas não é...

O que é então que me faz dizer o que digo?...

Ora, é a simples coerência com a fé que professo; é a simples coerência com Jesus; é a simples coerência com a existência que mata os homens dos quais o mundo não é digno; é coerência com João Batista, que não era inferior ao meu filho Lukas, e, mesmo assim, morreu por um capricho...

O que posso lhe dizer é que somente a transcendência da fé que se projeta para a Vida que é, sim, somente tal poder pode nos fazer vencer tal dor; a qual, por mais legitima que seja, sempre mistura amor e egoísmo; sempre mistura fé com privilegio; sempre crê que a vida eterna é uma belezinha apenas para quando a gente estiver caquético...

Leia os evangelhos e veja se é justo você pensar que a vida dos discípulos de Jesus esteja para além da calamidade!...

Sei que no momento minha resposta chega a você como vinagre na ferida... Infelizmente, no entanto, não tenho consolações vazias; e nem digo a ninguém o que Jesus jamais disse... Jesus nunca consolou ninguém dizendo “Que Pena! Tão Novinho!”...

Na realidade, ao olhar o mundo, mais creio e internalizo como verdade a declaração que diz que é preciosa aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos!...

O que eu digo [...] você não entende agora, mas compreenderá depois!...

É justo e sadio chorar os nossos amados...

O que não é certo é perguntar por que em mundo que mata tanto todos os dias, gente que amemos também possa e venha a morrer?...

Além disso, o fato de ter sido um seqüestro seguido de assassinato, do ponto de vista de Jesus, não muda nada; posto que Lhe tenham falado das desgraças e maldades praticadas por Pilatos, ou do acidente idiota na Torre de Siloé, e, a tais narrativas, Ele não acrescentou nada em especial; visto que Dele não se tenha havido um “Oh!”; ou um “Ô”; ou um “Que coisa!”...

Não! Ele apenas disse: “Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis!”...

O fato é que Jesus não tem misericórdia e pena por ninguém que esteja partindo desse mundo para a morada do Pai!

Você teria?...

Sinto saudades... Choro... Abraço as memórias... Beijo meu filho no meu coração todos os dias... Mas não o traria de volta se pudesse... Sim, jamais desejaria a ele tal maldade de tê-lo de volta a esse mundo, uma vez que dele meu filho esteja livre para sempre...

Você acha mesmo que o sucesso Publicitário é para comparar com o nome dela publicado no Livro da Vida?...

Seu olhar está enterrado neste mundo, e, por isto, fica impossível hoje para você o alegrar-se na Glória de Deus!

Entretanto, eu lhe digo:...

Se tais “perdas” não nos projetarem para Deus pelo menos pelo afeto eternizado por filhos que já se foram para a Casa Eterna, pergunto: quando então se amará a eternidade ainda vivendo neste mundo?...

Será que um crente só deseja e celebra a eternidade quando o câncer já comeu tanto os órgãos, que a dor é tão desesperadora que a pessoa quer ir para Deus não por Deus, mas apenas para ficar livre da dor?...

É mesmo assim?...

Deus é apenas uma alternativa ao desespero da dor sem cura neste mundo?...

Ora, se é assim Deus ainda não é amado por nós!...

Chore! Chore! Chore! Pois dói demais!...

Mas chore enquanto vê sua filha em Glória; e, portanto, ao chorar, chore por você e não por ela; posto que se ela visse você lamentando a gloria dela, ela lhe diria:

“Mãe! Você não viveu para a minha felicidade?... Então, por que se entristece com minha plenitude em Deus?”

Além do que já disse, não tenho nada para dizer a ninguém e nem a você, minha amada irmã no Evangelho e no luto!...

Entretanto, sei que somente o Espírito Santo pode tornar alguém apto para discernir [...] e se consolar com tais realidades invisíveis...

Oro por você e pela sua casa... Oro pelo seu genro... Oro para que vocês se gloriem na esperança da glória de Deus, conforme se mande que seja para quem de fato crê em tudo o que confessa como fé em tempos de bonança...

Receba meu amor e minha solidariedade!

Nele, que ama nossos filhos mais do que em nosso egoísmo a gente consegue conceber o que seja amor,

Caio

sexta-feira, 14 de maio de 2010

DEUS É QUASE TOTALMENTE AMOR? - Caio Fábio

"Nós amamos porque ele nos amou primeiro", e é disso que o Caio vai falar, este é para mim um dos seus melhores textos, por que é o nosso calcanhar de Aquiles. Nós não nos aceitamos como somos e nos achamos indignos do Amor. Alguém me ama do jeito que sou? Alguém realmente se preocupa comigo? Como, depois de tudo que fiz, pode alguém me amar? Estas perguntas precisam ser respondidas por nós mesmos.

No fim, uma mensagem em MP3 para ser baixada, onde o pregador nos faz refletir sobre o maior dos mandamentos...

BM

...

DEUS É QUASE TOTALMENTE AMOR?

Deus é amor, mas nós não cremos nisto de verdade!

Nada poderia nos ser mais favorável. Todavia, parece que para muitos de nós não é.

Deus ser amor!... assim... sem acréscimos... parece algo perigoso... e que é contra nós. Pelo menos contra os que controlam a cabeça dos outros, construindo uma “Idéia de Deus” para os que não “pensam e não entendem”, segundo eles próprios.

Na realidade quase sempre quando ouço algum Teólogo ou Pregador confessar que Deus é amor, tal declaração se faz acompanhar de um “mas”.

Sim, sempre há um “mas”, como se Deus ficasse incompleto sendo amor. Seria como se Deus fosse “somente apenas amor”. Por isso, em geral, quando se diz que Deus é amor, se acrescenta com um “mas também é”, que Deus é sempre relacionado a “justiça e santidade”... visto que os demais “atributos”, como eles designam—todo poder, todo saber, e todo ser-estar—, já parecem estar convenientemente bem definidos. Afinal, sem eles, não haveria “um Deus”.

A impressão que me dá é sempre a de que se está tentando fazer Deus mais forte, mais parecido com a gente, que somos juizes e santarados, e somos aqueles sem os quais “Deus nada pode fazer na Terra”.

Diz o Homem a Deus: Sem mim nada podes fazer! Eu sou a Videira, Tu és o Ramo!

Ora, de repente apenas crer que “Deus é amor” deixa tudo livre, fora do nosso controle, sem a nossa ajuda ou necessidade, sem que tenhamos que nos preocupar com nada...

E nem nos deixa ao menos o imperativo da vingança, da luta, da guerra, da defesa, da honra, da desonra, do juízo, da verdade comprovada, do saber vaidoso, da conquista gloriosa. Afinal, no amor, conforme ele mesmo, “sem amor... nada aproveita”.

Mas “Deus é amor” soa fraco, romântico, desautorizador de despotismo, demolidor de juízos fixos, e parece elevar demais o padrão dos “fiéis”, tirando-os do espírito de juízo e religiosidade, para o nível do entendimento misericordioso, o que, para a maioria, é a tarefa mais desagradável possível.

“Deus é amor, mas é também justiça e santidade”, dizem a fim de não deixar as coisas fáceis; ou pelo menos para não serem infiéis na descrição de uma Formula de Deus ou um Retrato Teológico de Deus.

Pregadores e Teólogos são os que mais sofrem dessa necessidade de acrescentar um “mas” ao simples “Deus é amor” de João.

Os teólogos, que são os alquimistas que estudam a formula da natureza da divindade, querem enuncia-la com clareza química aos alunos.

Já os pregadores, que são os pintores do Retrato Popular de Deus, desejam apresenta-Lo de uma maneira a faze-Lo parecer semelhante a eles mesmos. Por essa razão Deus tem que ser injusto, exigente, impiedoso, e interessado em dinheiro.

Ora, isto tem que ser assim porque simplesmente viver na graça do amor é um “caminho estreito” demais para as naturezas auto-justificadas, e, sobretudo, para aqueles que de fato nunca conheceram a Deus, que é amor. Isto apesar de pregarem em casamentos e dias mais poéticos acerca do “caminho sobremodo excelente”.

Dessa forma, tanto o enunciado da “Formula Deus” quanto também o “Retrato de Deus” precisam se parecer com nossas formulas e nossos próprios retratos humanos: santidade de aparência e justiça perversa.

Nós achamos que damos conta do recado da justiça e da santidade, e fugimos do amor. Para nós amor só serve para cantada, mas não é bom pra viver e conhecer.

Todos temem o encontro arrebatador com o amor!

Por isso, sempre há o tal do “mas”.

Deus é amor. E Ponto Eterno! Jamais Parágrafo!

Ele é amor, pois somente o amor é justo, posto que somente Aquele que é amor a tudo discerne, e, portanto, é também Ele mesmo Aquele que realiza a justiça como Justificação, visto que aquilo que já está Entendido, também já está Justificado no próprio amor que o discerniu. Só não justifica quem não viu com amor total, pois quem o fez, esse sempre encobre multidão de pecados.

Deus é amor, pois somente o amor julga sem passionalidade, e a falta de passionalidade, sempre realiza, no mínimo, uma justiça elevadora, pois no amor de Deus a justiça faz melhor até o justiçado. E o amor regozija-se com a verdade.

Ele é amor, pois somente o amor passa por todos os caminhos sem se poluir com nada, e sem deixar que seu curso seja desviado por qualquer que seja a tentativa, sendo, portanto, impoluível, e, indesviável; e, desse modo, Santo, Santo, Santo.

O amor de Deus não se alegra com a injustiça, por isto jamais pune para sempre, pois, punir para sempre não é da natureza de Deus, posto que não é amor, visto que seria uma justiça sádica e uma alegria injusta praticar tal justiça, a menos que haja no tempo algum mal maior que o bem da eternidade.

No amor não existe medo porque o amor triunfa sobre qualquer juízo.

O amor tudo sofre, tudo crê e tudo suporta porque o amor já sabe o fim. O amor vence!

Deus é amor! Ponto Eterno!

Bem-aventurado quem nada tiver a acrescentar!

Caio Fabio - http://www.caiofabio.net/

...

Para ouvir:

Cláudio Manhães - O maior dos mandamentos não é um dos mandamentos?

(baixe e ouça em MP3)

http://www.ibab.com.br/mensagens/20100214_cm.mp3