"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)
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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Credo pós-moderno e pré-apocalíptico

A mais importante afirmação sobre quem somos é aquilo que acreditamos sobre Deus.
A W Tozer

'CREDO' (Creed) - Um poema sobre a mentalidade moderna
Cremos em Marxfreudedarwin.

Cremos que tudo está bem,

desde que você não prejudique ninguém,

quanto você possa definir prejudicar,

e quanto você possa saber.

Cremos no sexo antes, durante

e depois do casamento.

Cremos na terapia do pecado.

Cremos que o adultério é uma brincadeira.

Cremos que a sodomia é correta.

Cremos que os tabus são tabus.

Cremos que tudo está ficando melhor,

apesar da evidência contrária.

A evidência precisa ser investigada,

e não se pode provar nada com evidência.

Cremos que há algo nos horóscopos,

nos ÓVNIS e nas colheres entortadas;

Jesus era um bom homem, como Buda,

Maomé e nós mesmos.

Ele foi um bom Mestre de moral, embora achemos

que o seu bom ensino moral era nocivo.

Cremos que todas as religiões são basicamente a mesma coisa

- pelo menos aquela sobre a qual lemos.

Todas elas crêem no amor e na bondade.

Só divergem nas questões da criação,

do pecado, do céu, do inferno, de Deus e da salvação.

Cremos que após a morte vem o nada,

porque, quando você pergunta aos mortos o que acontece,

Eles não dizem nada.

Se a morte não é o fim, se os mortos mentiram,

Então o céu é compulsório para todos,

exceto, talvez,

Hitler, Stalin e Genghis Khan.

Cremos em Masters e Johnson.

O que se seleciona é a média.

O que é a média é normal.

O que é normal é bom.

Cremos no desarmamento total.

Cremos que há elos diretos entre a guerra e o derramamento de sangue.

Os americanos deveriam fundir as suas armas e transformá-las em tratores,

E certamente os russos os imitariam.

Cremos que o homem é essencialmente bom.

É somente o seu comportamento que o faz cair.

É culpa da sociedade.

A sociedade é o defeito das condições.

As condições são o defeito da sociedade.

Cremos que cada homem deve descobrir a verdade

que é certa para ele.

Conseqüentemente, a realidade se adaptará.

O universo se reajustará.

A história mudará.

Cremos que não há verdade absoluta,

exceto esta:

Não há verdade absoluta.

Cremos na rejeição dos credos,

E no florescer do pensamento individual.

E então o poeta acrescenta este pós-escrito chamado “Acaso”:

Se o acaso

é o Pai de toda a carne,

a desgraça é o seu arco-íris no céu,

e quando você ouvir:

Estado de Emergência!

Atirador Mata Dez!

Tropas Avançam com Violência!

Brancos Vão à Pilhagem!

Bomba Explode Escola!

É apenas o ruído do homem

adorando o seu criador.
(Steve Turner)

...
Metrô - Música do Rebanhão


NO CENTRO DA CIDADE NA PORTA DO METRÔ
OUVI UM SAXOFONE TOCAR UMA MÚSICA DE AMOR
OLHEI PARA AS PESSOAS ALI, NUM SEGUNDO EU VI TANTA DOR
DISFARÇADA NO OLHAR DE QUEM JÁ SE ACOSTUMOU
A ESQUECER OS PROBLEMAS NO FUNDO DO COPO DE UM BAR
PROCURANDO EMOÇÕES, FUGINDO DAS SITUAÇÕES
SEM SABER QUE A RESPOSTA CERTA,
PRÁS QUESTÕES DESSA VIDA INCERTA,
É JESUS,É JESUS, É (SÓ) JESUS!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A parábola dos pescadores sem peixes | Ultimato Online

Era uma Associação de Pescadores, que viviam no meio de rios e lagos, cheios de peixes famintos. Eles se reuniam regularmente para discutir sobre o chamado para pescar, a abundância de peixe e a emoção de pegar peixes. Ficavam muito animados com o assunto da pescaria.

Alguém sugeriu que o grupo precisava de uma filosofia de pesca. Assim, cuidadosamente, definiram e redefiniram a pesca e o propósito da pescaria. Desenvolveram estratégias e táticas. De repente perceberam que haviam começado de trás para frente – haviam se interessado pela pescaria do ponto de vista do pescador, e não do ponto de vista do peixe. Como o peixe vê o mundo? Como vê o pescador? O que e quando o peixe come? Era importante entender essas coisas. Por isso, iniciaram estudos e pesquisas. Participaram de conferências sobre a pescaria. Muitos viajaram a lugares longínquos para estudar diferentes tipos de peixes, com diferentes hábitos. Alguns obtiveram Ph.D. em piscicultura.

Contudo, ninguém havia ido pescar. Formou-se, então, um comitê para enviar pescadores. Havia muito mais lugares propícios para pescar do que pescadores. Por isso, o comitê precisava determinar prioridades. A lista de prioridades foi colocada em quadros de avisos em todos os salões da Associação.

Mas, como antes, ninguém estava pescando ainda. Foi feita uma pesquisa para saber por quê. A maioria não respondeu ao questionário, mas, entre os que responderam, descobriu-se que alguns se sentiam chamados para estudar a pesca, outros para fornecer equipamentos de pesca e outros, ainda, para encorajar os pescadores. E, com tantas reuniões, conferências e seminários, simplesmente não tiveram tempo para pescar. 

Jacó era novato na Associação de Pescadores. Depois de uma reunião muito animada, ele foi pescar. Fez algumas tentativas, pegou o jeito e conseguiu pegar um lindo peixe! Na reunião seguinte, ele contou sua história e foi elogiado pelo sucesso. Acabou sendo convidado para falar em todos os núcleos da Associação e contar como havia sido a sua pescaria. Assim, com tantos compromissos e por ter sido eleito para a diretoria da Associação, Jacó nunca mais teve tempo para pescar.

No entanto, não demorou muito e ele começou a se sentir intranqüilo e vazio. Teve saudades da pesca propriamente dita, de sentir o puxão no anzol. Assim, decidiu deixar a diretoria da Associação, bem como os demais compromissos com os núcleos, e convidou um amigo para ir pescar com ele. Os dois foram – sozinhos – e pegaram peixes.

Os membros da Associação de Pescadores eram muitos e os peixes eram abundantes. Mas os pescadores continuavam sendo muito poucos.

Autor desconhecido - Tradução do inglês de Antônia Leonora van der Meer.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

ATEU CRÉDULO (O Novo Ateu) por Ricardo Barbosa

"Hoje, o ateu não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina. O novo ateísmo não precisa negar a fé; apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador".

Sabemos que existem vários tipos de ateus. Existem aqueles que não crêem em Deus por não encontrarem respostas para os grandes dilemas da humanidade como violência, miséria e sofrimento. Não conseguem relacionar um Deus de amor com o sofrimento humano. Outros não crêem porque não encontram uma razão lógica e racional que explique os mistérios da fé, como a criação do mundo, o dilúvio, o nascimento virginal, a ressurreição, céu, inferno etc. Diante de temas tão complexos que requerem fé num Deus pessoal, Criador e Redentor, muitos não conseguem crer naquilo que lhes parece racionalmente absurdo.

Os dois tipos de ateus já mencionados são inofensivos. Na verdade, são pessoas que buscam respostas, são honestos e não aceitam qualquer argumento barato como justificativa para suas grandes dúvidas. São sinceros e lutam contra uma incredulidade que os consome, uma falta de fé que nunca encontra resposta para os grandes mistérios da vida e de Deus.

No entanto há um outro tipo de ateu, mais dissimulado, que cresce entre nós, que crê em Deus e não apresenta nenhuma dúvida quanto aos mistérios da fé, nem em relação aos grandes temas existenciais. Ele vai à igreja, canta, ora e chega até a contribuir. É religioso e gosta de conversar sobre os temas da religião. Contudo, a relevância de Cristo, sua morte e ressurreição para a vida e a devoção pessoal é praticamente nula.

São ateus crédulos. O ateu moderno não é mais somente aquele que não crê, mas aquele para quem Deus não é relevante. Este é um novo quadro que começa a ser pintado nas igrejas cristãs. Saem de cena os grandes heróis e mártires da fé do passado e entram os apáticos e acomodados cristãos modernos. Aqueles cristãos que entregaram suas vidas à causa do Evangelho, que deixaram-se consumir de paixão e zelo pela Igreja de Cristo, que viveram com integridade e honraram o chamado e a vocação que receberam do Senhor, que sofreram e morreram por causa de sua fé, convicções e amor a Cristo, fazem parte de uma lembrança remota que às vezes chega a nos inspirar.

Os cristãos modernos crêem como os outros creram, mas não se entregam como se entregaram. Partilham das mesmas convicções, recitam o mesmo credo, freqüentam as mesmas igrejas, cantam os mesmos hinos e lêem a mesma Bíblia, mas o efeito é tragicamente diferente. É raro hoje encontrar alguém em cujo coração arde o desejo de ver um amigo, parente, colega de trabalho ou escola convertendo-se a Cristo e sendo salvo da condenação eterna.

Os desejos, quando muito, se limitam a visitar uma igreja, buscar uma "bênção", receber uma oração; mas a conversão a Cristo, o discipulado com todas as suas implicações, são coisa que não nos atraem mais. Os anseios pela volta de Cristo, o desejo de nos encontrarmos com ele e ver restaurada a justiça e a ordem da criação ficaram para trás. Somente alguns saudosos dos velhos tempos lembram-se ainda dos hinos que enchiam de esperança o coração dos que aguardavam a manifestação do Reino.

A preocupação com a moral e a ética, com o bom testemunho, com a vida santa e reta não nos perturba mais - somos modernos, aprendemos a respeitar o espaço dos outros. O cuidado com os irmãos, o zelo para que andem nos caminhos do Senhor, as exortações, repreensões e correções não fazem parte do elenco de nossas preocupações. Afinal, cada um é grande e sabe o que faz.

Enfim, somos ateus modernos, o pior tipo de ateu que já apareceu. Citamos com convicção o Credo Apostólico, mas o que cremos não tem nenhuma relevância com a forma como vivemos. A pessoa de Cristo para muitos é apenas mais uma grife religiosa, não uma pessoa que nos chama para segui-lo. O ateísmo moderno se caracteriza pela irrelevância da fé, das convicções, do significado da igreja e da comunhão dos santos.

A irrelevância de Deus para a vida moderna é intensificada pela cultura tecnocrática. Temos técnicas para tudo: para ter um matrimônio perfeito, criar filhos felizes e obedientes, obter plena satisfação sexual no casamento, passos para uma oração eficaz, como conseguir a plenitude do Espírito Santo e muitos outros "como fazer" que entopem as prateleiras das livrarias e o cardápio dos congressos.

A sociedade moderna vem criando os métodos e as técnicas que reduzem nossa necessidade de Deus, a dependência dele e a relevância da comunhão com ele. Chamamos uma boa música de adoração, um convívio agradável de comunhão, uma moral sadia de santificação, assiduidade nos programas da igreja de compromisso com o Reino de Deus.

As técnicas não apenas criam atalhos para os caminhos complexos da vida, como procuram inverter os pólos de atenção e dependência. Tornamo-nos mais dependentes de nós do que de Deus, acreditamos mais na eficiência do que na graça, buscamos mais a competência do que a unção, cremos mais na propaganda do que no poder do Evangelho.

Tenho ouvido falar de igrejas que são orientadas por profissionais de planejamento estratégico. Estudam o perfil da comunidade, planejam seu desenvolvimento, arquitetam seu crescimento e, de repente, descobrem que funcionam, crescem, são eficientes, e não dependem de Deus para nada do que foi planejado. Com ou sem oração a igreja vai crescer, vai funcionar. Deus tornou-se irrelevante. Tornamo-nos ateus crentes.

A minha preocupação não é simplesmente criticar o mundo religioso abstrato, superficial e impessoal que criamos ou criticar a tecnologia moderna que, sem dúvida, pode e tem nos ajudado. Minha preocupação é com o coração cada vez mais distante, mais abstrato, mais centralizado naquilo que não é Deus, mais dependente das propagandas e estímulos religiosos, mais interessado no consumo espiritual do que numa relação pessoal com Deus.

Como disse, o ateu hoje não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina, não precisa da comunhão dele para a vida. A sutileza do novo ateísmo é que ele não precisa negar a fé, apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador. Este ateu está muito mais presente entre nós do que imaginamos.

Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto (DF)
Fonte: www.eclesia.com.br

sábado, 24 de julho de 2010

A ZUMBIFICAÇÃO DA FAMÍLIA E A MORTE DO MUNDO! - Caio

Um mundo sem famílias será um mundo sem amor!

Mas e não há mais famílias no mundo?...

Claro que há; mas está acabando...

Ainda há pai e mãe, apesar de que muitos são apenas progenitores, e, dia a dia, menos pais e mães de fato...

Daqui a tempos [não muitos tempos] haverá uma grande quantidade de filhos de proveta e sem pais de fato.

Hoje se vê a falta de família determinando os grandes problemas sociais nas grandes cidades do mundo...

São meninos e meninas cheios de ódio e de rancor; tomados de vontade violenta; irreverentes; prontos para qualquer coisa suicida...

Prova disso, além da proliferação das drogas químicas que matam, há ainda os crimes contra pai, mãe, avós e parentes...

O que poderá fazer o Estado em favor de uma sociedade sem famílias?...

Não basta haver progenitores ou agentes legais de paternidade e maternidade...

O que falta mesmo é a velha e saudável noção de família, de casamento, de educação, de respeito, de reverencia pelos mais velhos; e, sobretudo, falta a certeza de que pai e mãe são para sempre...

Ora, este último aspecto é o mais fundamental...

Entretanto, tal conceito está moribundo pelo fato não apenas de os pais se separarem com extrema facilidade, mas, também, em razão de que tais pais, uma vez separados, trabalham contra a antiga família...

São homens, pais, que se vão e não mais voltam...

São mulheres, mães, que uma vez separadas trabalham contra o ex-marido em relação aos filhos...

No fim o que fica são esses meninos zumbis...

Sim! Zumbis sem vida e amor; apenas prontos para os espasmos da vontade suicida e descomprometida com o sentido da vida...

Um mundo assim será uma assombração...

De fato a Terra está se tornando um lugar mal-assombrado...

É do Haiti que hoje me vem a maior inspiração para crer no poder do amor...

É a terra do Vodu?...

É o que dizem...

Todavia, apesar de tudo, na atual catástrofe se viu a poder do amor de pais por seus filhos e de filhos pelos seus pais...

Houve quem, debaixo da terra, cavasse 50 horas, sozinho, a fim de salvar um filho igualmente sob os escombros; tendo o mesmo acontecido também com filhos que viraram tatus em busca de suas mães...

Em New York tal catástrofe talvez não tivesse as histórias pessoais de amor e compromisso com pai, mãe e filhos que se viu e se vê no Haiti...

Aqui, e dizem que o Haiti não é AQUI, o que se vê é um terremoto sem abalos sísmicos, mas que faz a alma tremer de desesperança e desamor...

No processo de glacialização do amor no mundo, a morte do sentido e significado de família é o agente mais devastador...

A Grande Bomba do mundo é a existência sem família e sem amor!...

Quem acha isso “careta” haverá de ver a careta dos filhos contra os pais e dos pais contra os filhos...

Eu creio na essencialidade da família porque eu creio no Pai, no Filho e Espírito Santo!

Quem crê que Deus é amor e que Ele é Pai, Filho e Espírito Santo — esse tem que ver na família o arquétipo de tal verdade eterna, sem a qual os homens, feitos à imagem e semelhança de Deus, se tornam deuses dês-relacionados e perversos...

Quem diz que tem medo de Macumba deve saber que a maior Macumba da Terra é essa que é feita de Despachos de Filhos e de Pais...

É no desamor de tais “despachos” que o diabo cresce no mundo!...

Quanto menos amor nas famílias [...], mais diabo no mundo!

Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça!

Nele, que disse “Eu e o Pai somos um”,

Caio

http://www.caiofabio.net/2009/conteudonews.asp?codigo=4

quarta-feira, 30 de junho de 2010

SAÚDE NA ESPERANÇA DA VOLTA DE JESUS! - Caio

"Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus. É necessário que ele permaneça no céu até que chegue o tempo em que Deus restaurará todas as coisas, como falou há muito tempo, por meio dos seus santos profetas".
Atos 3.19-21

A grande dificuldade no andar equilibrado segundo o Evangelho, está na equação escatológico + histórico/continuo...

Ou seja:

O segredo existencial é viver na expectativa escatológica (do final de tudo, do fim dos tempos), mas com o olhar prospectivo do ponto de vista do que se possa fazer para adiar a profecia como calamidade humana geral.

Depois de falar sobre o Fim dos Tempos, Jesus contou parábolas.

Em Mateus 24/25 vemos que a ênfase Dele recai sobre parábolas com advertência para que se vigie; mantendo a fé e a esperança acesos; dando a vida aos melhores potenciais e causas do bem; fazendo o bem a todos como quem faz a Jesus necessitado; sabendo que no fim o que vale é ser achado fazendo todo o bem que Jesus fez na terra, entre os homens; praticando todas as coisas que detêm o mal e a iniqüidade; abraçando todas as causas do amor e da misericórdia; amando e aplaudindo a justiça; e, mesmo sabendo que a humanidade não quererá..., tratando tudo como quem tenta salvar de um navio afundando todas as vidas que sejam alcançáveis.

Entretanto, existe também a advertência feita quanto à possibilidade de que o servo se acostume à espera, que ache que seu Senhor demora, e, assim, perdendo a esperança, faça do que antes era cuidado pelos outros, um grande negócio; ou que se sirva dele para abusar e enriquecer; ou que trate os homens com desumanidade; ou que passe a entregar-se à embriaguez dos tempos, deixando-se levar pela frieza e pelo desamor; e, assim, torne-se mau enquanto diz cuidar das coisas do seu Senhor.

Assim, escatologicamente, o Evangelho me chama para manter a esperança viva em amor e fé; enquanto também me convida a otimizar minha existência e dons no mundo; crescendo no espírito e manifestando isto na vida e no encontro com o próximo; e me ordena a tratar a todo carente de corpo, alma e espírito como se todos fossem Jesuses caídos no caminho; enquanto me engajo em todas as causas do bem possível na Terra.

Ou seja:

O servo mau é o que desiste da alegria na espera; ou o que apaga a luz interior...; ou o que se acovarda e esconde o bem recebido; ou o que não vê Jesus no chão do mundo...; ou o que entrega-se ao torpor dos tempos, perdendo o amor, e, assim, sentindo-se gerente das coisas de Deus no mundo, passa a maltratar os homens com o seu desevangelho... Assim se forma o servo mau...

Já o servo bom e fiel é o oposto disso. Ele vigia e anda de olhos bem abertos; conserva a alegria da esperança do Encontro com o Noivo; multiplica seus dons e potenciais em serviço ao mundo e em desenvolvimento no espírito e na consciência do Evangelho; trata aqueles que lhe foram confiados com todo amor e reverencia; e, além disso, é capaz de ver Jesus em toda carência ou necessidade humana.

Esta é a equação do existir segundo o Evangelho!...

Quem quer que ache que possa haver outra equação existencial, saiba: como as virgens insensatas ficará sem óleo; como aquele que escondeu o dom da Graça por atribuir maldades a Deus, ficará de fora; como aquele que abusou dos irmãos, será lançado com os malfeitores; como aquele que apenas reconhecia Jesus em ícones e símbolos e não em gente, será ajuntado aos bodes da história...

Assim é a equação existencial do Evangelho!...

Se você crer e viver assim, andará seguro e útil; se não crer e assim não viver, já se perdeu, mesmo que seja gerente do que se considere pelos homens “os maiores interesses de Deus na Terra”.

É assim que é.

É pegar ou largar...

O que se não pode é fingir que seja diferente!...

Nele, que assim disse que seria, e, portanto, disse que tem que ser assim, para o nosso bem e não para o nosso mal,

Caio