"Temos esta Esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus que nos precedeu, entrou em nosso lugar..." (Hebreus 6.19,20a)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Revista Ultimato - Jan/Fev 2010

Não quero ver mentiras e fantasias que me iludem quanto ao sexo


A partir de hoje, com o auxílio de Deus, não vou mais acessar páginas de sites pornográficos. Se, porventura, eu tiver uma recaída, não darei um tiro no ouvido nem farei em pedaços o meu compromisso. Correrei em direção ao Pai e lhe pedirei perdão; confessarei minha fraqueza e pedirei outra vez o seu socorro. Estou resolvido a não fazer de minha mente uma lata de lixo. Já basta a sujeira herdada do pecado original. Não quero causar mais embaraços à minha difícil conduta cristã. Estou suficientemente convicto de que devo alimentar minha nova natureza e não minha pecaminosidade latente. Devo respeito a meu Deus, ao meu cônjuge e aos meus filhos. O amor conjugal é muito bonito para ser chamuscado pela pornografia. Não quero ver, não quero hospedar, não quero arquivar mentiras e fantasias que me iludem quanto ao sexo. Se Jó, muitos e muitos séculos atrás, quando deveria ser mais fácil fechar os olhos à luxúria, por não haver revistas, filmes, sites ou cabines pornográficas, fez um acordo com os seus olhos para não olhar com cobiça para uma mulher (Jó 31.1), quanto mais eu deveria me obrigar a fazer o mesmo, seja solteiro ou casado, adolescente, jovem, adulto ou idoso. Creio no recurso da oração, insistirei na oração, farei orações objetivas e precisas. Orarei com humildade, com lágrimas. Substituirei as mensagens pesadas dos sites pornográficos por outras imagens não apimentadas, sejam culturais, artísticas ou religiosas. Dobrarei a minha vontade todas as vezes que ela me for prejudicial. Mas nunca ingenuamente, como Pedro quando declarou: “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei” (Mt 26.33). Não me dispensarei da disciplina pessoal nem da autonegação, mas prestarei muita atenção ao fato de que o domínio próprio é fruto do Espírito Santo (Gl 5.23). Se eu sentir necessidade e se for de bom alvitre, não hesitarei em compartilhar o meu problema com outras pessoas de minha intimidade, para obter auxílio. À semelhança de Davi, rogarei ao Senhor que me lave e me purifique da bagagem pornográfica acumulada ao longo dos anos, para que ela não me persiga mais. Pedirei que Deus tenha misericórdia de mim e, por seu amor, apague da minha mente todas aquelas imagens rudes, dando-me um coração puro (Sl 51.1-10). Guardarei na memória aquela bem-aventurança do sermão da montanha: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5.8). De hoje em diante vai ser assim! Com o auxílio de Deus. Amém.
http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=2542&secMestre=2563&sec=2574&num_edicao=322#

Revista Ultimato - Jan/Fev 2010

Lista com marcadoresProcuram-se anti-heróis - Ricardo Gondim
Há alguns anos, Lance Morrow escreveu na revista “Time” que “ser famoso é, entre as ambições humanas, a mais universal. Quem, a não ser monges e freiras, se contenta com a simples atenção de Deus? Quem busca ser obscuro na vida? Em nossa sociedade, ser obscuro é ser fracassado”. Realmente, o mundo está lotado de gente correndo pelos primeiros lugares. Já se disse que quem chega em segundo não é vice, apenas o primeiro entre perdedores. Somos seduzidos pelas luzes e holofotes feito mariposas. O Ocidente alimenta o sonho do heroísmo; a modernidade, calcada na ideia do progresso, acena que a felicidade depende de conquistas; e a espiritualidade que se difundiu no hemisfério sacraliza ideais ufanistas.

Especialistas em planejamento estratégico, gurus em autoajuda e neurolinguistas repetem a fórmula da eficiência, competência, excelência, como estradas para o sucesso. A vida se transforma em uma guerra na qual os mais fortes sobrevivem. O esforço de ser campeão cria a necessidade de suplantar os outros. Importa conquistar o pódio dos grandes ídolos. Os menos hábeis que pelejem para não serem extintos.

Será que anônimos, gente simples, que jamais ganharão um Prêmio Nobel, merecem o desprezo que sofrem? Devem ser tratados como fracassados aqueles que nunca serão manchete de jornal? A indústria do espetáculo torna difícil acreditar que muita gente leve uma vida bonita sem as luzes da ribalta.

A cosmovisão moderna foi criticada em “Crime e Castigo”, de Dostoievsk Raskólnikov, personagem principal, classifica a humanidade em seres “ordinários” e “extraordinários”. Para justificar um assassinato, ele afirma que os “ordinários” são as pessoas que vivem uma vida despretensiosa, sem grandes desdobramentos para a macro-história. Esses podem ser sacrificados pelos “extraordinários”, que são os responsáveis pela condução da história. Impressionado por Napoleão ter derramado tanto sangue e mesmo assim ter sido perdoado pela história, Raskólnikov se comporta como uma pessoa “extraordinária” e assassina duas vidas.

O mundo, entretanto, não precisa de heróis, mas de anti-heróis. Gente que ame a discrição mais que o espalhafato, que valorize a intimidade relacional mais que a superficialidade, que veja beleza na candura mais que na sofisticação e que não fuja de sua fragilidade humana. O desabafo de Fernando Pessoa em “Poema em Linha Reta” merece ser mencionado: “Quem me dera ouvir de alguém a voz humana/ Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;/ Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!/ Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam./ Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?/ Ó príncipes, meus irmãos,/ Arre, estou farto de semideuses!/ Onde é que há gente no mundo?”.

O evangelho não incentiva a busca do sucesso. Jesus, discretíssimo, jamais aceitou a lógica do triunfo. Ele exerceu o seu ministério nos confins da Galileia e não em Jerusalém; escolheu pescadores rudes como discípulos; priorizou alcançar marginalizados, pobres e esquecidos. Não cedeu ao apelo de ir para Atenas, mas foi para Jerusalém morrer. A lenta transformação do cristianismo em um sistema religioso com heróis de renome, ícones aplaudidos e mitos idealizados não tem nada a ver com o projeto inicial do carpinteiro de Nazaré.

Cristianismo não é espetáculo. Nem sequer louvor significa show. Não se pode confundir profeta com animador de auditório nem evangelista com mascate. Púlpito não pode virar palco; nem sacristia, camarim. Esperança não se vende, nem milagre deve ser trampolim para a glória.

Paulo afirma em 1 Coríntios 4 que os líderes se consideram como despenseiros dos mistérios de Deus, e dos despenseiros requer-se tão-somente que sejam fiéis. Deus não premia sucesso, e sim integridade. Mulheres e homens anônimos, que trabalharam a vida inteira em asilos, comunidades indígenas, orfanatos, favelas, centros de reabilitação de alcoólicos, não malograram; pelo contrário, estes são os que a epístola aos Hebreus descreve como aqueles dos quais “o mundo não é digno”. Eles são sal da terra e luz do mundo. Nunca a fé cristã dependeu tanto desses anônimos que seguem os passos de Jesus.

“Soli Deo Gloria”.

• Ricardo Gondim é pastor da Assembleia de Deus Betesda no Brasil e mora em São Paulo. É autor de, entre outros, Eu Creio, mas Tenho Dúvidas.
www.ricardogondim.com.br
http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=2548&secMestre=2564&sec=2580&num_edicao=322#

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A PERFEITA IMPERFEIÇÃO DA IGREJA por Caio Fábio

Leia: Mateus 18 (no Post anterior tem uma parte dele, leia)

Tem gente que ainda não entendeu que quando Jesus disse “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu aí estou no meio deles”, Ele estava ensinando qual é o vértice espiritual e histórico que dá significado à Igreja; ou seja: Ele ensina o que “realiza a verdade” da Igreja, como encontro humano.

E o contexto fala de reconciliação. Um irmão “ofendido” tem que procurar o “ofensor” e tentar ganhá-lo. E isto deve ser feito insistentemente, até que o próprio ofensor rejeite toda conciliação.

A palavra grega que designa essa “reunião” é mesma que fala de harmonia, como se o que estivesse em curso fosse uma “afinação de instrumentos”.

O outro pólo mais adulto dessa proposta está em Lucas, quando Jesus diz que se deve perdoar ao irmão até setenta vezes sete num único dia.

Ou seja: a proposta de Jesus nos põe a todos de calça curta, e necessitados de dizer: “Senhor, aumenta-nos a fé; pois ainda não somos cristãos”.

Até o quarto século o que impressionou os “pagãos” que observavam os cristãos não era a “perfeição” deles, mas o amor e a graça com a qual se tratavam e tratavam o mundo.

“Olhem como se amam!”—era a estupefação que ecoava nas palavras de gente que olhava os cristãos de fora, conforme vários testemunhos encontrados em antigos textos históricos.

Portanto, a perfeição da igreja é não se “vender como perfeita”, mas sim se revelar, sem ensaio e performance, como lugar de misericórdia e graça.

Não é possível esperar perfeição de nenhum de nós. Somos caídos e maus... o melhor de nós ainda é mau.

O que nos faz diferentes é nossa atitude, se é honesta com a nossa própria Queda, e, sobretudo, sincera com a Graça que todos nós temos recebidos.

Daí a perfeição do discípulo ser sua humildade... humildade para ser, sem ser ainda o que deseja; humildade para viver com misericórdia, pois ele mesmo carece dela, todos os dias, nos céus e na terra.

Repito: o problema da “igreja” nunca foram os seus erros humanos, mas sim a sua arrogância em relação a não se enxergar, e oferecer-se como a Representante de Deus na terra.

Quem desejar, que tente!

Mas no dia em que deixarmos de lado toda essa empáfia e formos apenas gente da Graça, então, assustados veremos o respeito que o mundo nos terá; conforme aconteceu até ao ano 332 da presente era, ainda que algumas vezes o lugar do testemunho tenham sido cruzes e arenas...

E havia problemas antes disso? Sim, sempre houve muitos problemas!

Quem conhece a História sabe deles. E quem lê os textos produzidos nos dois primeiros séculos, sabe da quantidade de dificuldades internas que os vários grupos cristãos tiveram. Todavia, tais problemas não foram problemas reais enquanto o sentido de “irmandade na Graça” esteve presente.

Não foi a perfeição da Igreja que abalou o Império Romano. Foi a sua perfeita-imperfeição; ou seja: sua humanidade vivida sob a graça; e que falava da Boa Nova em Jesus, não nela mesma. Nela havia humildade, serviço, confissão, comunhão e coragem sem empáfia.

Me sinto um bobo escrevendo coisas tão BÁSICAS, mas é que fico assustado quando vejo que os crentes de hoje não têm umbigo; e pensam que estão inventando a “igreja” agora.

E pior: dói-me ver que alguns dizem: “É assim mesmo... temos que nos acostumar... quando é que já foi diferente?”

Bem, foi diferente apenas enquanto todos se sabiam filhos da misericórdia; e buscavam renovar a mente conforme o entendimento na Graça; e que só se manifesta no nível horizontal como amor e simplicidade no trato humano, que acontece naturalmente quando a arrogância dá lugar à gratidão em razão da consciência acerca do perdão recebido.

Jesus não pede perfeição — mesmo quando diz: “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai...”—, pois, a única perfeição humana é assumir sua própria imperfeição; e, assim, imitar o Pai, não em sua Perfeita-Perfeição, mas em Sua Graça, que Ele derrama sobre justos em injustos.

A perfeição da Igreja é ser humildemente filha desse Pai que a todos trata com misericórdia!

Quem não for cego, que veja; quem não for surdo, que ouça; quem tiver entendimento, não o feche; e quem tiver sido objeto da Graça, que a sirva aos outros.

Nossa perfeição é a Justiça de Cristo!

Caio http://www.caiofabio.com/2009/conteudonews.asp?codigo=3


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

INVICTUS - O poder do perdão

“Nas garras ferozes das circunstâncias não me encolhi nem fiz alarde do meu pranto. Golpeado pelo acaso, minha cabeça sangra, mas não se curva. Longe deste lugar de ira e lágrimas só assombra, o Horror da sombra. Ainda assim, a ameaça dos anos me encontra, e me encontrará sempre, destemido. Não importa quão estreira seja a porta, quão profusa em punições seja a lista. Sou mestre do meu destino. Sou capitão da minha alma”. 
William Ernest Henley citado em Invictus

Assisti Invictus ontem, fiquei bastante impressionado, com certeza é o filme do ano. Você já ouviu falar de um ótimo filme que não precisa usar de artifícios como nudez, sexo, tiros e explosões, de-efeitos especiais e uma trama bem mentirosa? Este é um, e muito mais que um filme como entretenimento, é um meio de graça com uma mensagem impactante, o Perdão resgata nossa humanidade!Assim que cheguei em casa fui pesquisar quem escreveu o poema protagonista do filme, a primeira página que fez alusão sobre o poema o expôs tecendo uma critica, pois muitos cristãos estavam usando a citação nas suas páginas pessoais, esse negócio de ser mestre do meu destino e capitão de minha alma andou mexendo com a Ortodoxia.Este post é justamente sobre ortodoxia, a maneira certa de pensar, a doutrina cristã correta, e nossa práxis. Ouvi mais de uma vez, de mais de um pregador, que Gandhi era mais que um admirador de Jesus Cristo, mas o cristianismo praticado em sua época não o impressionava, pelo contrário. "Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinamentos."

Assim como Gandhi, Mandela não confessou o Cristo dos cristãos publicamente, mas assim como Gandhi e Martin Luther King, ele fez dos ensinamentos do Nazareno a sua práxis (Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama - Palavras do Senhor Jesus). Será que era isso que Jesus queria dizer que quando nós nos calássemos as pedras clamariam? Nos três países em que esses líderes foram levantados, Índia, EUA, e África do Sul, era o cristianismo a fé confessada dos opressores.

Jesus Cristo dos cristãos, e de todo o universo, tem piedade de nós!

Vocês ouviram o que foi dito: “Olho por olho, dente por dente.” Mas eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também.Se alguém processar você para tomar a sua túnica, deixe que leve também a capa. Se um dos soldados estrangeiros forçá-lo a carregar uma carga um quilômetro, carregue-a dois quilômetros. Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê; e, se alguém lhe pedir emprestado, empreste. Vocês ouviram o que foi dito: “Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos.” Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no céu. Porque ele faz com que o sol brilhe sobre os bons e sobre os maus e dá chuvas tanto para os que fazem o bem como para os que fazem o mal. Se vocês amam somente aqueles que os amam, por que esperam que Deus lhes dê alguma recompensa? Até os cobradores de impostos amam as pessoas que os amam! 
Mateus 5.38-46

Perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam.Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; Mas, se não perdoarem essas pessoas, o Pai de vocês também não perdoará as ofensas de vocês.
Mateus 6.12,14 e 15

Então Pedro chegou perto de Jesus e perguntou: — Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes? — Não! — respondeu Jesus. — Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes. Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados. Logo no começo trouxeram um que lhe devia milhões de moedas de prata. Mas o empregado não tinha dinheiro para pagar. Então, para pagar a dívida, o seu patrão, o rei, ordenou que fossem vendidos como escravos o empregado, a sua esposa e os seus filhos e que fosse vendido também tudo o que ele possuía. Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor.”O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora. O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: “Pague o que me deve!” Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo.” Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. Quando os outros empregados viram o que havia acontecido, ficaram revoltados e foram contar tudo ao patrão. Aí o patrão chamou aquele empregado e disse: “Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você.” O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida. E Jesus terminou, dizendo: — É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.

INVICTUS - O poder do Perdão

http://www.youtube.com/watch?v=211tsGoram8